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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mídia Sem Máscara - A confissão de Dilma










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Ano IX Dom, 04 de Maio de 2014 Número 227






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ESCRITO POR PERCIVAL PUGGINA | 02 MAIO 2014 
ARTIGOS - GOVERNO DO PT

Age contra a democracia e contra os mais comezinhos princípios quem se vale do poder em benefício próprio e usa recursos que são de todos para obter votos para si.


Ouvi pelo rádio o pronunciamento da presidente. Sem dúvida, ela percebe a República como artigo de consumo e a nação como um bando de tolos. Valendo-se da oportunidade proporcionada pelo Dia do Trabalho, os marqueteiros que servem à candidata procuraram afastar as inquietações da sociedade com relação aofuturo próximo e dissipar, com esquivos circunlóquios, as pesadas acusações que pairam sobre a patroa e sobre seu governo. O tom do discurso se torna indesculpável porque foi inteiramente concebido, parágrafo por parágrafo, à luz da queda de prestígio da candidata do continuísmo. A pesquisa eleitoral divulgada na véspera apontava um tombo espetacular nos índices da presidente. Reduzira-se em 10 pontos a distância que a separa do segundo colocado. Subira para 43% seu índice de rejeição, que é a mais importante informação quando a campanha sequer iniciou, superando as intenções de voto, que desceram aos 37%. Para quem sonhava com vitória no primeiro turno, haver mais eleitores dizendo que não votariam nela em hipótese alguma do que votantes dispostos a fazê-lo cria uma situação alarmante. É exatamente esse o fundo de cena em que se deve apreciar a lamentável fala presidencial do dia 30 de abril.

Tomemos, por exemplo, o caso dos bilionários escândalos envolvendo a Petrobras. Como se resume o que disse a presidente em relação ao tema? Que tudo será rigorosamente investigado (embora ela tenha procurado impedir e, depois, tentado bagunçar a CPI proposta para essa investigação). Afirmou, também, que não admitia o uso político do assunto para depreciar e prejudicar a empresa. Pura retórica de militante petista. Quem vem fazendo, há 11 anos, uso político da Petrobras são os governos petistas, que dela se servem para arregimentar apoio parlamentar, fatiando-a entre as siglas da base e malbaratando os incertos recursos do pré-sal como se fossem um ativo político do PT e não uma futura riqueza do país. Como consequência, derrubaram a Petrobras do 12º lugar entre as grandes empresas mundiais para a 120ª posição. Prejudicar a empresa é o que o governo vem fazendo e não quem cumpre o incontornável dever de defendê-la de maus tratos e malfeitos.

O discurso presidencial estaria perfeito num comício de campanha. Usou à exaustão expressões que apontam para um horizonte posterior: "continuar na luta", "continuar fazendo", "continuar as mudanças", "seguir adiante", "mudar mais rápido", "recomeçar mais fortes", "continuar a política de valorização", "meu governo será sempre", coroando com um happy end: "Quem está do lado do povo pode até perder algumas batalhas, mas sabe que no final colherá a vitória".

Assistiu-se a um conjunto de piruetas retóricas, habilmente construídas por marqueteiros. Houve uso do horário nobre de televisão para falar sem contraditório a 80% dos brasileiros, posto que as oposições não dispõem de igual recurso. Alguém pode achar que foi simples deselegância, falta de fair play, ou algo assim. Mas não é. Tem todo o jeito de crime eleitoral. Alguns partidos, aliás, já anunciaram que vão recorrer à Justiça denunciando o fato como um formidável abuso de poder contra o princípio de isonomia que deve reger uma correta disputa política. Age contra a democracia e contra os mais comezinhos princípios quem se vale do poder em benefício próprio e usa recursos que são de todos para obter votos para si. A presidente, ao ensejo do dia 1º de Maio, valendo-se das comemorações do Dia do Trabalho, promoveu consistente e inequívoca demonstração daquilo que pretendeu negar: os negligentes padrões morais que caracterizam seu governo e seus associados. Com a palavra o TSE.























































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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mídia Sem Máscara - O comunismo real










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Ano IX Dom, 13 de Abril de 2014 Número 227







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O comunismo real

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 09 ABRIL 2014
ARTIGOS - CULTURA

Essa é a definição real do comunismo: controle efetivo e total da sociedade civil e política, sob o pretexto de um “modo de produção” cujo advento continuará e terá de continuar sendo adiado pelos séculos dos séculos.


Nos dicionários e na cabeça do povinho semi-analfabeto das universidades, a diferença entre capitalismo e comunismo é a de um “modo de produção”, ou, mais especificamente, a da “propriedade dos meios de produção”, privada num caso, pública no outro. Mas isso é a autodefinição que o comunismo dá a si mesmo: é um slogan ideológico, um símbolo aglutinador da militância, não uma definição objetiva. Se até os adversários do comunismo a aceitam, isto só prova que se deixaram dominar mentalmente por aqueles que os odeiam – e esse domínio é precisamente aquilo que, no vocabulário da estratégia comunista, se chama “hegemonia”.

Objetivamente, a estatização completa dos meios de produção nunca existiu nem nunca existirá: ela é uma impossibilidade econômica pura e simples. Ludwig von Mises já demonstrou isso em 1921 e, após umas débeis esperneadas, os comunistas desistiram de tentar contestá-lo: sabiam e sabem que ele tinha razão.

Em todos os regimes comunistas do mundo, uma parcela considerável da economia sempre se conservou nas mãos de investidores privados. De início, clandestinamente, sob as vistas grossas de um governo consciente de que a economia não sobreviveria sem isso. Mais tarde, declarada e oficialmente, sob o nome de “perestroika” ou qualquer outro. Tudo indica que a participação do capital privado na economia chegou mesmo a ser maior em alguns regimes comunistas do que em várias nações tidas como “capitalistas”.

Isso mostra, com a maior clareza possível, que o comunismo não é um modo de produção, não é um sistema de propriedade dos meios de produção. É um movimento político que tem um objetivo totalmente diferente e ao qual o símbolo “propriedade pública dos meios de produção” serve apenas de pretexto hipnótico para controle das massas: é a cenoura que atrai o burro para cá e para lá, sem que ele jamais chegue ou possa chegar ao prometidíssimo e inviabilíssimo “modo de produção comunista”.

No entanto, se deixaram a iniciativa privada à solta, por saber que a economia é por natureza a parte mais incontrolável da vida social, todos os governos comunistas de todos os continentes fizeram o possível e o impossível para controlar o que fosse controlável, o que não dependesse de casualidades imprevisíveis mas do funcionamento de uns poucos canais de ação diretamente acessíveis à intervenção governamental.

Esses canais eram: os partidos e movimentos políticos, a mídia, a educação popular, a religião e as instituições de cultura. Dominando um número limitado de organizações e grupos, o governo comunista podia assim controlar diretamente a política e o comportamento de toda a sociedade civil, sem a menor necessidade de exercer um impossível controle igualmente draconiano sobre a produção, a distribuição e o comércio de bens e serviços.

Essa é a definição real do comunismo: controle efetivo e total da sociedade civil e política, sob o pretexto de um “modo de produção” cujo advento continuará e terá de continuar sendo adiado pelos séculos dos séculos.

A prática real do comunismo traz consigo o total desmentido do princípio básico que lhe dá fundamento teórico: o princípio de que a política, a cultura e a vida social em geral dependem do “modo de produção”. Se dependessem, um governo comunista não poderia sobreviver por muito tempo sem estatizar por completo a propriedade dos meios de produção. Bem ao contrário, o comunismo só tem sobrevivido, e sobrevive ainda, da sua capacidade de adiar indefinidamente o cumprimento dessa promessa absurda. Esta, portanto, não é a sua essência nem a sua definição: é o falso pretexto de que ele se utiliza para controlar ditatorialmente a sociedade.

Trair suas promessas não é, portanto, um “desvio” do programa comunista: é a sua essência, a sua natureza permanente, a condição mesma da sua subsistência.

Compreensivelmente, é esse mesmo caráter dúplice e escorregadio que lhe permite ludibriar não somente a massa de seus adeptos e militantes, mas até seus inimigos declarados: os empresários capitalistas. Tão logo estes se deixam persuadir do preceito marxista de que o modo de produção determina o curso da vida social e política (e é quase impossível que não acabem se convencendo disso, dado que a economia é a sua esfera de ação própria e o foco maior dos seus interesses), a conclusão que tiram daí é que, enquanto estiver garantida uma certa margem de ação para a iniciativa privada, o comunismo continuará sendo uma ameaça vaga, distante e até puramente imaginária. Enquanto isso, vão deixando o governo comunista ir invadindo e dominando áreas cada vez mais amplas da sociedade civil e da política, até chegar-se ao ponto em que a única liberdade que resta – para uns poucos, decerto – é a de ganhar dinheiro. Com a condição de que sejam bons meninos e não usem o dinheiro como meio para conquistar outras liberdades. Ao primeiro sinal de que um empresário, confiado no dinheiro, se atreve a ter suas próprias opiniões, ou a deixar que seus empregados as tenham, o governo trata de fazê-lo lembrar que não passa do beneficiário provisório de uma concessão estatal que pode ser revogada a qualquer momento. O sr. Silvio Santos é o enésimo a receber esse recado.

É assim que um governo comunista vai dominando tudo em torno, sem que ninguém deseje admitir que já está vivendo sob uma ditadura comunista. Por trás, os comunistas mais experientes riem: “Ha! Ha! Esses idiotas pensam que o que queremos é controlar a economia! O que queremos é controlar seus cérebros, seus corações, suas vidas.”

E já controlam.


(Publicado no Diário do Comércio.)

* * *

No mundo das idéias abstratas, o único que em geral os doutrinários conservadores e tradicionalistas conhecem, Putin deve ser louvado por sua resistência às "políticas de gênero". Mas louvor e censura são apenas expressões de um estado de ânimo subjetivo. Não creio ter o direito de manter os leitores atentos aos caprichos da minha alminha. Imagino que eles esperem de mim alguma ciência, alguma análise da realidade objetiva. E, na realidade objetiva, a virada conservadora de Putin, coexistindo com a reabilitação de Stálin e a ocupação da Criméia, é apenas uma peça no complicado esquema estratégico eurasiano. Para Putin como para o seu guru Alexandre Duguin, a moral religiosa tradicional só vale porque é um elemento de propaganda anti-ocidental entre outros. No século XIX a Rússia já prometia salvar o mundo da corrupção ocidental. O eurasianismo bebe nessa fonte como bebe no marxismo, no nazismo, no islamismo etc. etc.



http://olavodecarvalho.org




















































Tags: comunismo | cultura | ideologia | história | economia | socialismo | Rússia | movimento gay | globalismo

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

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Tudo sobre a KGB

ESCRITO POR STEVE LEVINE | 29 JULHO 2010
ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

Na entrevista "Tudo o que você queria saber sobre a KGB mas tinha medo de perguntar", Boris Volodarsky fala da prisão de espiões russos nos EUA e da forma como trabalham.

Boris Volodarsky foi treinado como funcionário do GRU Spetsnaz, o braço de inteligência do exército soviético. Quando eu o conheci, enquanto fazia uma pesquisa bibliográfica em Londres, em 2007, ele estava escrevendo The KGB's Poison Factory [A Fábrica de Veneno da KGB], seu próprio livro sobre o fascínio de Moscou pelo assassinato por envenenamento. Com seu conhecimento e compreensão enciclopédicos da KGB e sua história, ele está terminando um novo livro, entitulado The Orlov KGB File [O Arquivo Orlov da KGB]. Eu pedi a Voladarsky que respondesse algumas perguntas sobre a prisão, semana passada, de 10 russos "ilegais", agentes adormecidos plantados sem disfarce diplomático nos Estados Unidos. Suas respostas são as que se seguem:

No que o sr. diria que as pessoas mais se equivocam a respeito dos ilegais acusados nos EUA?

Como a maioria das pessoas, incluindo alguns jornalistas que escrevem longos artigos comentando as prisões, não tem nenhum conhecimento sobre as técnicas de espionagem da inteligência russa, ou sobre a história da inteligência em geral, as atividades dos membros deste grupo parecem uma coleção bizarra de ações esquisitas, parecendo um filme ruim sobre os malditos russos. Mas muitas coisas que aparecem até em filmes ruins infelizmente são verdade. Sim, os russos gostam de usar chapéus de peles, beber vodka, comer caviar, levar garotas bonitas para a sauna. E, fora algumas inovações modernas, como redes ad hoc, transimssões oscilantes e a esteganografia, as velhas técnicas batidas de espionagem, em grande parte, permanecem as mesmas. São boas e normalmente funcionam bem (exceto em casos em que já se está sendo monitorado - então nada funciona).

Nem o público nem os escritores percebem que isto NÃO é um filme - um grupo muito grande de agentes e observadores bastante experientes do FBI gastou uma soma bastante considerável de dinheiro dos contribuintes e bastante tempo para expor um grupo VERDADEIRO de operadores russos disfarçados, operando descaradamente nos Estados Unidos, com a certeza absoluta de que ninguém nunca os pegaria, por causa de sua educação, treinamento, da tradição de seu serviço inteligência, e a crença de que a riqueza do país por trás deles é muito superior ao FBI. Eles se esqueceram de que o FBI de 2010 é muito diferente da Agência de 1950. Todos os 11 acusados (com Christopher Metsos - sem dúvida um oficial do Diretório S - desaparecido) são profissionais treinados, cuja tarefa era penetrar na sociedade americana. É a primeira vez que um grupo tão grande de ilegais foi posto a descoberto. Normalmente havia um ou dois, no máximo, embora eu tenha o registro de um grande número de operações ilegais documentadas nos Estados Unidos, durante pelo menos os último 80 anos. Deve-se acrescentar que muito poucos deles, como Fisher/Abel e Molody/Lonsdale, foram bem-sucedidos. Mas nós provavelmente só conhecemos 50 por cento das operações que foram montadas e das pessoas empregadas.

É possível que esta seja simplesmente uma operação de araque de alguém em Moscou que, como alguns comentaristas têm sugerido, não entende qual tipo de informação está abertamente disponível? Em outras palavras, os ilegais são coisa do passado, ou continua havendo algo de valor real a ser ganho com os ilegais hoje?Esta não é, de jeito nenhum, uma operação de araque. Ela consumiu muito tempo, esforço e dinheiro e foi toda feita seguindo uma cartilha. Ela sempre é feita deste jeito. Repito, eu poderia listar várias dúzias de exemplos em que, depois do treinamento, os ilegais soviéticos foram mandados primeiro para a Europa, depois quase sempre para o Canadá, e depois realocados para os Estados Unidos.

A respeito da informação. Em primeiro lugar, os ilegais não estão aqui para coletar dados de inteligência. O papel deles é monitorar importantes agentes já recrutados nas estruturas do governo, aqueles que tem acesso a informações secretas (CIA, FBI, outros serviços de inteligência, forças armadas, cientistas, pessoal da Pesquisa e Desenvolvimento, especialistas de Institutos Tecnológicos, etc), ou eles podem exercer influência (sobre jornalistas ou políticos). O serviço de inteligência externa russo (SVR) tem TODA a informação que está disponível a partir de fontes abertas. A coisa sempre foi assim, mas nunca é o bastante. O que a inteligência russa está lutando para conseguir são informações secretas (políticas, econômicas, industriais, militares, etc.) e para ter a chance de influenciar tomadas de decisões e a opinião pública a favor da Rússia. É por isto que os agentes são recrutados ou infiltrados em alvos sensíveis ou politicamente importantes.

O papel dos ilegais é triplo: agir como "interruptores" entre fontes importantes e o Centro (diretamente ou pela estação SVR); servir como caça-talentos, encontrando candidatos em potencial para um cultivo posterior de inteligência e um possível recrutamento (um processo bastante longo e complexo onde os ilegais só agem no estágio inicial); e para estabelecer os contatos certos que possibilitariam a outros operadores de inteligência (membros da estação SVR) ou ao Centro (visitando funcionários da inteligência sob diferentes disfarces, jornalistas, diplomatas ou cientistas encarregados pelo SVR) conseguir dados de inteligência e/ou receber favores em que o Centro tenha interesse. Os ilegais também têm várias tarefas técnicas, como alugar alojamentos que poderiam ser usados como bases seguras, encontrar lugares para desova e coleta de materiais de informação, planejar operações de ataque, como assassinatos, que também serão executadas por outros ilegais (mas de um departamento diferente do mesmo diretório). Eles também coletam amostras de documentos que poderiam ser usados em outras operações secretas, e mantêm Moscou atualizada sobre alguns procedimentos padrões (comprar uma casa, arranjar um emprego, registrar uma empresa, e assim por diante).

Os ilegais não são coisa do passado, eles sempre foram usados em larga escala. O último caso conhecido foi no Canadá, quando 'Paul William Hampel' foi preso em meio ao caso Alexander Litvinenko (novembro de 2006). Como eu procuro provar em The KGB Poison Factory, a própria operação Litvinenko foi obra de um ilegal russo. Seguramente, os ilegais são usados em outros países com ambientes difíceis de contra-inteliência, como a Grã-Bretanha, por exemplo, mas raramente em países "dóceis", como a Austrália ou a Finlândia.

Os ilegais podem ser usados tanto para infiltração comercial e institucional quanto para infiltração governamental ou militar, correto?Como mencionei acima, muito raramente, pois, normalmente, esta não é a tarefa deles. Mas, em muitos casos, seus filhos, cidadãos americanos natos, são preparados para infiltrações. Neste grupo, somente Mikhail Semenko parece ter feito tentativas de infiltrar instituições sensíveis, tentando conseguir um emprego lá (o Conselho Americano de Política Externa, por exemplo). Mas houve um caso em que um ilegal soviético serviu como embaixador da Costa-Rica na Itália. Sua história detalhada está em The Orlov KGB File, meu próximo livro. Em tese, uma infiltração institucional ou comercial pelos ilegais é possível - na década de 1960, "Rudi Herrmann" foi incumbido de se infiltrar no "Hudson Institute".

Os ilegais também podem estar presentes em outras nações, como na Guerra Fria?Certamente, e outras nacionalidades podem ser usadas, não somente os russos. Há muitos exemplos, especialmente com os Alemães Orientais.

Em sua opinião, por que eles foram presos neste momento?

Duas razões óbvias: em primeiro lugar, Anna Kuschenko-Chapman sentiu que estava lidando com um agente disfarçado do FBI, e ligou para seu mentor na comissão russa da ONU; em segundo lugar, 'Richard Murphy' ia partir para Moscou no domingo com, alguns acreditam, dados importantes de inteligência.

A administração Obama está numa "nova fase" com a Rússia. O Presidente Medvedev tinha acabado de deixar os EUA. Há uma nota distoante aqui?

De maneira alguma. O Serviço de Segurança funciona de acordo com a situação operacional, independente do que está acontecendo na Casa Branca e o que o Presidente pensa sobre ela.

Anna Chapman atraiu a maior parte da atenção pública, entre todos os acusados. Ela é uma espiã séria?

Tudo indica que Anna Vasilievna Kuschenko começou a colaborar com o SVR pouco depois de terminar o ensino médio, aos 16 anos, em 1998, antes de entrar na universidade. O pai dela é funcionário da KGB-SVR, possivelmente da Linha N (suporte ilegal), então esta seria uma coisa normal. Depois de um ano, ela matriculou-se em um curso na Universidade da Amizade do Povo de Moscou, que é o centro universitário de muitos agentes e funcionários da inteligência russos e soviéticos. Durante seu segundo ano, em 2001, ela foi para Londres (extremamente atípico) e rapidamente pegou um jovem inglês ingênuo em uma boate. Ela o levou para cama em seu segundo encontro, e, pelo relato dele de outra fonte sobre o seu uso de brinquedos sexuais, parece ter sido especificamente treinada na arte do amor. Ela lhe disse o quanto o amava, derramou-se em lágrimas ao partir para Moscou e rapidamente arrumou um convite, então ele veio e eles se casaram em março de 2002 sem as formalidades de praxe.

Depois de se estabelecer em Londres (mesmo sendo estudante em tempo integral em Moscou), ela trabalhou em vários lugares por pouco tempo e em pequenos empregos, servindo de assistente pessoal em um fundo especulativo, e como secretária em uma empresa aérea particular. Ela descartou o marido depois de três anos, tendo ido morar com um jovem playboy francês que a levava para clubes privados caros em Londres, onde ela conseguiu os contatos certos. Ele também a aconselhou a abrir uma empresa imobiliária na internet. Em 2004, ela se graduou magicamente na universidade(sem estudar lá e ainda vivendo em Londres), voltou para Moscou em 2007, abriu lá uma empresa de internet daquelas, depois abriu uma empresa similar em Nova Iorque, em fevereiro de 2010, usando $1 milhão que ela recebeu de um fundo de investimento do Kremlin. Quase que imediatamente ela começou a mandar relatórios para seu mentor de Nova Iorque, usando seu laptop. É uma baita de uma história interessante, digna de se escrever muito mais.



Tradução: Dextra.





Para a revista Foreign Policy, edição de 6 julho de 2010.http://oilandglory.foreignpolicy.com/posts/2010/07/06/everything_you_wanted_to_know_about_the_kgb_but_were_afraid_to_ask




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"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).

Obedeça a Deus e você será odiado pelo mundo.








-O coletivismo é a negação da liberdade, porquanto a sede da liberdade é o indivíduo. Tanto é que a pena mais severa na história da humanidade é a privação da liberdade. A essência da liberdade é una e indivisível e daí a designação do sujeito como "indivíduo".

Aluízio Amorim

Filósofa russa Ayn Rand :



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”



Ayn Rand nasceu em São Petersburgo em 1905