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segunda-feira, 14 de abril de 2014

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Rodrigo Constantino

Análises de um liberal sem medo da polêmica

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14/04/2014 às 19:16 \ Liberdade de Imprensa

SBT cede à pressão da patrulha e cala Rachel Sheherazade


Fonte: GLOBO

“Em razão do atual cenário criado recentemente em torno de nossa apresentadora Rachel Sheherazade, o SBT decidiu que os comentários em seus telejornais serão feitos unicamente pelo Jornalismo da emissora em forma deEditorial. Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do SBT Brasil”.

Essa foi a nota emitida hoje pelo SBT, para justificar que, a partir de agora, as opiniões firmes da apresentadora Rachel Sheherazade serão filtradas. Ao transferir a responsabilidade para o conjunto, o grupo de Sílvio Santos realmente protege a apresentadora, mas resta perguntar: a que custo?

Se ela antes tinha “carta branca” para emitir suas opiniões, será que agora o jornalismo oficial fará o mesmo? Será que haverá a mesma coragem ao denunciar os podres que ela denunciava? O jornal de opinião faz falta, até porque muitos fingem neutralidade jornalística, mas no fundo adotam uma visão ideológica. A diferença é que a visão de mundo de Rachel batia de frente com o “mainstream” nacional, com a hegemonia de esquerda.

A patrulha de esquerda é muito organizada, poderosa e estridente. Basta surgir em cena alguns jornalistas com discurso diferente para deixar a turma em polvorosa. Apesar de todo o discurso em prol da pluralidade, o fato é que nossa esquerda detesta o contraditório, acostumada a viver por tempo demais com o monopólio da mídia.

Lamento profundamente que o SBT não tenha tido a coragem de bancar a apresentadora com sua independência de emitir opiniões, por mais polêmicas que fossem. Foi uma vitória da patrulha politicamente correta, da esquerda hegemônica e autoritária, do jornalismo acovardado que domina nosso país.

Rodrigo Constantino

Tags: Rachel Sheherazade, Sílvio Santos


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14/04/2014 às 18:39 \ Sem categoria
Clipping do dia


A juventude perdida e a crise da família

Gasto público e intervencionismo: os dois grandes vilões

Capitão América: liberdade ou segurança?

Pergunta a Heloísa Helena: os criminosos estavam bêbados?

Brasil financia indiretamente exportação de armas para Coreia do Norte


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14/04/2014 às 11:51 \ Cultura, Lei e ordem

A juventude perdida e a crise da família




Alguns leitores reclamam quando saio do assunto econômico e escrevo sobre valores morais. Uns chegam até a afirmar que não sou mais um liberal por fazer isso. Discordo totalmente. A economia livre não se sustenta num vácuo de valores morais. Aliás, a sociedade como um todo não sobrevive sem códigos morais decentes, sem a valorização de comportamentos éticos.

A luta pela liberdade é, acima de tudo, cultural. E no cerne disso está a família. Todo regime autoritário e totalitário tentou destruir o núcleo familiar. Claro que o ataque à família enquanto instituição e à sua importância em transmitir os valores morais de geração em geração não é sempre consciente e deliberado. Mudanças sociais e culturais advindas de avanços tecnológicos também ocorrem, nem sempre com resultados apenas positivos.

Um dos meus autores preferidos, que foca bastante nessa questão, é o médico britânico Theodore Dalrymple. Ele mostra como a decadência de valores morais e da família está no epicentro de inúmeros problemas sociais e econômicos do Reino Unido, que outrora foi um império invejável e ícone do mundo livre.

Em artigo publicado hoje no GLOBO, Carlos Alberto di Franco segue na mesma linha de Dalrymple, argumentando que a crise familiar é a grande responsável por vários riscos, entre eles uma possível explosão de violência juvenil. Seguem alguns trechos de seu importante alerta:

O crescimento da Aids, o aumento da violência e a escalada das drogas castigam a juventude. A deterioração econômica exacerba o clima de desesperança. A percepção da falência do Estado em áreas essenciais (educação, saúde, segurança, transporte) gera muita frustração. Para muitos jovens os anos da adolescência serão os mais perigosos da vida.

[...]

A situação é reflexo de uma cachoeira de equívocos e de uma montanha de omissões. O novo perfil da delinquência é resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e do bombardeio de setores do mundo do entretenimento, que se empenham em apagar qualquer vestígio de valores. Tudo isso, obviamente, agravado e exacerbado pela falência das políticas públicas e a inexistência de expectativas.

[...]

As análises dos especialistas em políticas públicas esgrimem inúmeros argumentos politicamente corretos. Fala-se de tudo. Menos da crise da família. Mas o nó está aí. Se não tivermos a firmeza de desatá-lo, assistiremos, acovardados e paralisados, a uma espiral de violência sem precedentes. O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na origem de inúmeras patologias. A forja do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio.

[...]

O resultado final da pedagogia da concessão, da desestruturação familiar e da crise da autoridade está apresentando consequências dramáticas. Chegou para todos a hora de falar claro. É preciso pôr o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os seus efeitos antissociais.

Rodrigo Constantino

Tags: Carlos Alberto Di Franco, família, Theodore Dalrymple


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14/04/2014 às 11:35 \ Economia, Intervencionismo, Política Fiscal

Gasto público e intervencionismo: os dois grandes vilões




Dois artigos publicados hoje no GLOBO, um em cima do outro, resumem bem o quadro lamentável de nossa economia. Um deles, de Fabio Giambiagi, mostra como o gasto público crescente tem sido o grande vilão do Brasil. O problema, como o economista reconhece, é que a origem disso está na cultura nacional:

É preciso repensar o Estado brasileiro. Um dos problemas é que a demanda por mais gasto público é parte da cultura nacional. Quase todos os brasileiros são contra a “gastança”, mas muita gente acha natural se aposentar perto dos 50 anos, ter um amigo que “arrumou um cargo no Governo” ou ter um primo “encostado no INSS”. É necessário que esse tema entre na agenda nacional. O ponto de partida é criticar esse processo. Para isso, nossa oposição faria bem em lembrar a velha frase do ex-ministro Gustavo Capanema, de que “pouco importa que a oposição não tenha fundamento ou seja injusta; importante mesmo é que ela ponha o Governo em apuros”. Está na hora de alguém questionar seriamente esse processo contínuo de aumento do gasto público.

O outro, de Raul Velloso, fala do intervencionismo estatal na economia, mostrando como o governo Dilma desconfia do sistema de preços, fundamental para o bom funcionamento econômico. Esse já foi tema de coluna de Maílson da Nóbrega na Veja recentemente, e merece toda a atenção. Um governo arrogante que ignora a importância dos preços livres vai conseguir apenas prejudicar nosso desenvolvimento. Diz Velloso:

O fato é que as autoridades não parecem acreditar nas sinalizações que o sistema de preços proporciona, contrariando séculos de experiência e a consolidação do mercado como a melhor solução para reger as relações econômicas de qualquer país. Por isso, ou pela mera busca de ganhos eleitorais, as recentes intervenções no domínio econômico podem conduzir o Brasil a uma situação de permanente baixo crescimento. A verdade é que a política econômica praticada nos últimos tempos perdeu funcionalidade, fixando-se em tentar resolver problemas por ela mesma criados.

Em resumo, gastos públicos crescentes e excesso de intervenção estatal na economia são dois dos principais vilões nacionais. Infelizmente, o PT tem boa dose de culpa, mas não conseguiria causar tanto estrago se não contasse com o apoio da mentalidade predominante no país, que enxerga o governo como um messias salvador da Pátria. É hora de mudar essa cultura; e também de trocar de governo.

Rodrigo Constantino

Tags: Fabio Giambiagi, Raul Velloso


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14/04/2014 às 10:56 \ Cultura, Lei e ordem

Capitão América: liberdade ou segurança?




Fui ver ontem, após comemorar a vitória do Flamengo, “Capitão América 2: O Soldado Invernal”. Diversão garantida, principalmente pelos efeitos especiais. Já disse aqui e repito: quando quero diálogos profundos e inteligentes, prefiro um bom livro; cinema, em minha humilde opinião, está mais voltado para a diversão mesmo, de preferência com muito dinheiro investido na produção (no caso, US$ 170 milhões).

É que você acaba transportado para um mundo totalmente à parte, em que porta-aviões gigantes voam, perseguições incríveis ocorrem no meio da rua ou no ar, lutas fantásticas prendem o espectador na cadeira sob forte adrenalina. O que posso fazer? A criança é o pai do homem, e já era fã da Marvel quando era moleque. Ver tudo isso transportado para a telona em 3D é de tirar o chapéu.

Dito isso, até que o filme tem sua mensagem política. Capitão América, dessa vez, descobre que o inimigo não é só o “outro”, a KGB, os “comunas”, mas também gente de dentro, da própria S.H.I.E.L.D., uma espécie de NSA (National Security Agency). A HYDRA usa os agentes americanos para manter o poder, o domínio mundial. Snowden é parte do filme.

O grande dilema filosófico de “Capitão América 2″ é o velho debate sobre o utilitarismo: até que ponto, para manter a segurança, podemos abrir mão da liberdade? Os fins nobres justificam quaisquer meios? Matar 20 milhões de inocentes para oferecer paz aos demais 7 bilhões é justo? E se fosse a sua filha sequestrada por terroristas e você pudesse apertar um botão e salvá-la, com isso matando vários inocentes?

Benjamin Franklin disse: “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança”. Muito bonito. Recado importante. Na prática, porém, alguns vão sempre sujar um pouco mais as mãos na lama para preservar a liberdade essencial. O difícil é achar o equilíbrio, encontrar um meio de fazer isso sem se transformar no monstro que se pretende combater.

O governo americano deve espionar todo mundo, por exemplo? Claro que não. Mas só alguém muito ingênuo acredita que a solução é não espionar mais ninguém. O pacifismo é um tanto boboca, não é realista, ignora que do outro lado sempre haverá quem queira destruir nossa liberdade com o método que for. Complicado, no mundo real, é lutar contra esses sem sacrificar o que temos de mais nobre.

Não há resposta fácil. Desconfio de qualquer modelo pronto, purista, esculpido em uma Torre de Marfim, que ignora os dilemas concretos da vida em sociedade. E, naturalmente, não temos um Capitão América para “salvar o mundo”, mas precisamos de heróis como ele, patriotas e dispostos a fazer a coisa certa, até para impedir os abusos do poder concedido para nos proteger. Quem vigia o vigia?

Por fim, outra mensagem do filme (ATENÇÃO: com spoiler!) é o potencial de redenção, a força da amizade verdadeira, capaz de tirar o outro do lado errado da força, e trazê-lo para o lado de cá, para fazer o que é certo, o que deve ser feito. Nem toda a lavagem cerebral foi capaz de superar a força dessa amizade. Romântico, sem dúvida. Mas uma bela mensagem…

PS: Só o fato de a cultura americana ter esse tipo de crítica aos seus excessos, um alerta contra o abuso de poder do próprio governo, já mostra como é mais avançada e preocupada em preservar a liberdade, em comparação com regimes que simplesmente impedem tais autocríticas.

Rodrigo Constantino

Tags: Benjamin Franklin, Capitão América


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14/04/2014 às 10:20 \ Lei e ordem

Pergunta a Heloísa Helena: os criminosos estavam bêbados?




Homens armados assaltaram a casa de Heloísa Helena em Maceió:

Quatro homens armados assaltaram, na manhã deste domingo (13), a casa da vereadora Heloísa Helena (PSOL), que fica localizada no bairro da Santa Amélia, em Maceió. Durante a ação, um dos criminosos deu uma coronhada na cabeça do filho da vereadora, segundo informações postadas por ela nas redes sociais Facebook e Twitter.

Em primeiro lugar, folgo em saber que todos passam bem. Nem socialistas merecem ser roubados, e a sensação de ter a própria casa, sua propriedade privada, pilar de uma sociedade capitalista e individualista, invadida é de tirar qualquer um do sério – mesmo aqueles que defendem a coletivização da propriedade e costumam tratar bandidos como “vítimas da sociedade”.

Claro, muitos do PSOL gostam de acusar a polícia de “fascista”, mas fico feliz em saber que, na prática, a ex-senadora conta com essa mesma polícia para ir atrás dos criminosos que lhe causaram tanto temor: ”o aparato policial esteve no local e promoveu todos os levantamentos necessários. A perícia criminal fez as coletas de amostra de sangue e demais providências cabíveis. Como não temos arma em casa, nem jamais defenderemos justiça com as próprias mãos, esperamos que as providências para total esclarecimento do maldito episódio (e dos muitos outros mais que acontecem com muitas outras pessoas) sejam devidamente tomadas”.

Justiça com as próprias mãos é uma coisa; mas legítima defesa é outra, totalmente diferente. Se os cidadãos pudessem ter armas em casa, primeiro os bandidos pensariam duas vezes antes de invadir; segundo, poderia haver reação legítima. O filho de Heloísa Helena poderia ter atirado nos bandidos, por exemplo. Não seria “justiça com as próprias mãos”, mas o mais básico direito de cada cidadão, que é proteger a sua propriedade, algo que o Estatuto do Desarmamento quer impedir.

Justiça seja feita, Heloísa Helena se mostrou, no passado, cética com o desarmamento. Para ela, a medida não seria suficiente. A raiz do problema da criminalidade era outra: a bebida. A propaganda do álcool tinha que ser abolida! Ela disse:

O álcool é um problema muitas vezes maior que o porte de arma ou a venda de armas. As mortes violentas estão de alguma forma associadas às bebidas alcoólicas. Então, o correto seria atacar a raiz do problema.

Só me resta perguntar a ela: os bandidos que invadiram sua casa estavam bêbados por acaso?

Outra origem do problema, segundo a vereadora, está, claro, na pobreza. Transferência de renda pelo estado seria a solução. Só me resta perguntar a ela: os invasores eram menores carentes por acaso?

Não desejo que ninguém passe pelo que passou a vereadora e sua família. Mas que ao menos os socialistas possam extrair alguma lição dessas desgraças. Que vejam como levantam as bandeiras erradas, responsabilizando pela criminalidade a bebida, a arma, a pobreza, a “sociedade”, mas nunca o verdadeiro culpado: o criminoso!

Se há algo que acaba incentivando o crime, é justamente a impunidade. A vereadora quer justiça, quer punir esses criminosos. Certíssima! Que tal, então, mudar o discurso sensacionalista, abandonar a retórica demagógica, e defender o que é certo?

Rodrigo Constantino

Tags: Heloísa Helena


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14/04/2014 às 9:56 \ Comunismo

Brasil financia indiretamente exportação de armas para Coreia do Norte





Deu na Veja: Cuba usou Porto de Mariel para vender armas à Coreia do Norte

A construção do Porto de Mariel, em Cuba, ganhou o noticiário nos últimos meses porque o governo brasileiro concedeu, via BNDES, um empréstimo de 682 milhões de dólares à ditadura cubana para assegurar a obra – dois terços do valor total estimado para o porto. Além disso, os detalhes da transação foram estranhamente mantidos em sigilo. Em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff esteve na ilha dos irmãos Castro para a inauguração oficial do terminal portuário.

Mas a história não acaba aí: um relatório elaborado por um painel de especialistas do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que Cuba utilizou o Porto de Mariel para abastecer com 240 toneladas de armamento um navio norte-coreano, em descumprimento a sanções internacionais contra o regime autoritário da Coreia do Norte. A operação, realizada há menos de um ano, fracassou porque a carga secreta foi descoberta por autoridades do Panamá, já no caminho de volta à Ásia.

Em outras palavras, o governo Dilma, por meio do BNDES, usou o nosso dinheiro que acabou facilitando o comércio ilegal de armas da pior ditadura da América Latina para a pior ditadura do mundo, ambas comunistas.

Quem já leu os livros de Humberto Fontova sobre seu país natal, a ilha-presídio caribenha, não ficará muito surpreso. No último deles, Fidel: O tirano mais amado do mundo, Fontova dedica um capítulo para falar como Cuba se transformou em hub do tráfico de drogas internacional, com o mafioso ditador à frente do esquema.

Comentei um pouco sobre isso aqui. Fontova afirma: “Cuba era um grande campo de treinamento para terroristas (o IRA, os Panteras Negras, a Organização para a Libertação da Palestina e Carlos, o Chacal são todos ex-alunos cubanos).”

Cuba, um regime falido dominado por psicopatas e bandidos. Coreia do Norte, um regime ainda mais falido, dominado por um maluco ainda mais psicopata. E ajudando ambos com os nossos recursos, o governo do PT, admirador de Fidel Castro e de tudo que há de pior na face da Terra, representando pelo comunismo. É lamentável…

Rodrigo Constantino

Tags: BNDES, Coreia do Norte, Cuba


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13/04/2014 às 22:46 \ Sem categoria
Clipping do fim de semana


Plano Nacional de Educação: uma ameaça à liberdade

Os tutores das almas infantis

As corruptelas de Verissimo e a origem das palavras

Brasil poupa 58% menos que emergentes: é preciso reduzir os gastos públicos

Rolezinho do sexo: qual será a próxima invenção dos bárbaros?

A propaganda infantil em debate

Vamos tapear o eleitor? – coluna da Veja impressa

O IBGE sobe no telhado…

A indústria das invasões: bandido continua sendo bandido com diploma de sociologia

O doleiro dos oprimidos, por Guilherme Fiuza

A rede de segurança do Leviatã incentiva a irresponsabilidade


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13/04/2014 às 16:09 \ Cultura, Educação

Plano Nacional de Educação: uma ameaça à liberdade




O Plano Nacional de Educação (PNE) se transformou num monstrengo após passar por tantas modificações, especialmente na Câmara. O projeto inicial acabou totalmente alterado, dando ares mais autoritários, coletivistas e estatizantes, que colocam em xeque nossas liberdades e atacam o núcleo familiar, transferindo poder desmedido ao estado.

O jornalista José Maria e Silva escreveu um texto bastante completo sobre os principais absurdos e riscos presentes no projeto. Segue um trecho:

Hoje, mesmo os cursos técnico-profissionalizantes são profundamente contaminados pela retórica ideológica da esquerda. Em grande parte das faculdades de Engenharia, por exemplo, as disciplinas de ciências humanas são calcadas numa bibliografia marxista ou neomarxista, privando o aluno de uma visão plural, que incorpore, também, pensadores liberais ou conservadores. Isso ocorre, sobretudo, nas faculdades de Enge­nharia Ambiental, em que a bibliografia da parte de humanidades do curso parece destinada a inculcar no aluno que o capitalismo é o inimigo por excelência do meio ambiente, esquecendo-se que os regimes totalitários, como o stalinismo ou a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, não têm motivo algum para respeitar a natureza bruta, uma vez que não são capazes de respeitar nem a natureza humana.

[...] A pedagogia de Paulo Freire é herdeira dessa utopia holística, que transforma o professor em aprendiz e o aluno em mestre, sob o falso pretexto de que o ensino jamais pode ser transmissão de conteúdo e deve dar à embrionária vivência de um adolescente o mesmo peso que o conhecimento acumulado pela humanidade adquiriu em séculos.

E alertou de forma um tanto direta:

Caso o Plano Nacional de Educação seja aprovado, em definitivo, com essa redação sexista (isso mesmo: sexista), a nação brasileira corre o risco de ter sua língua sequestrada pelos ideólogos de esquerda. Não tardam e hão de querer revisar o texto da própria Constituição para adicionar-lhe esses penduricalhos de mau gosto.

[...]

Como se vê, um Plano Nacional de Educação que, no país do analfabetismo funcional, negligencia o mérito, incita a escola contra a família e, em vez de estimular a leitura, policia as palavras, transformando a língua num instrumento de opressão ideológica, nada tem a ver com ensino – é apenas uma doutrinação totalitária que tenta fazer da escola uma incubadora de subversões.

Para dar um simples exemplo, “os estudantes”, durante todo o projeto de lei, deu lugar a “os(as) estudantes”, modificação desnecessária para dizer o mínimo, e carregada de ranço ideológico para ser mais objetivo. Um conhecido meu, Luiz Jardim, que trabalha na Câmara, fez um interessante estudo comparativo entre as versões da Câmara e do Senado, mostrando que aquela desvirtuou completamente o sentido do projeto com sua visão mais ideológica. Um dos exemplos citados por ele diz respeito ao já crescente uso da própria matemática para passar “valores” ideológicos:

Enquanto antes se aprendia a somar maçã com maçã, hoje as escolas aproveitam a aula de matemática para ensinar transversalmente os diferentes tipos ideológicos de família, como pares de homem com mulher; homem com homem e mulher com mulher. Podendo também somar outros na família como homem com mais de uma mulher; ou mulher com mais de dois homens; ou como a criatividade permitir. Este tipo de educação já ocorre nas escolas públicas, com livros didáticos figurando os exemplos citados.

Ele acrescentou em mensagem para mim:

Essa ideologia é um perigo para os mais pobres, porque, para a elite consciente, se o professor tentar ideologizar os filhos, poderá sofrer uma repressão dos pais quando forem às reuniões de pais e mestres. O pobre não terá capacidade de perceber as sutilezas, porque não tem a cultura necessária. Implantando isso nas escolas públicas teremos um estrago difícil de ser recuperado, porque o PNE tem validade de 10 anos.


O pior é que o projeto da Câmara tira a possibilidade de as famílias dar opinião sobre como gostaria que fosse feita a instrução dos filhos. O do Senado restaura e inclusive diz que deve ser focado na cultura e nos valores da sociedade.

Em meu breve ensaio sobre qual educação o país necessita, aponto para esse crescente uso do ensino para doutrinar os alunos com uma visão ideológica esquerdista. Essa tem sido a triste realidade dos últimos anos. O PNE, do jeito que está, com as mudanças feitas pela Câmara, representa apenas mais um grande passo nessa direção. A direção errada.

Rodrigo Constantino

Tags: José Maria Silva


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13/04/2014 às 10:35 \ Cultura, Liberdade de Imprensa, Paternalismo

Os tutores das almas infantis


Os cães de Pavlov adestrados pelos “engenheiros sociais”

Ainda sobre o debate acerca da propaganda infantil, que já comenteiaqui, segue mais um texto antigo meu, resgatado para contribuir com a discussão. Foi escrito à época em que esses movimentos começaram a fazer forte campanha por tal medida de restrição ou proibição dos comerciais voltados ao público infantil.

Chamo a atenção, antes, para o fato de que os socialistas gostam de distribuir panfletos e cartilhas ideológicas para as crianças, mas não querem anúncios na TV sobre brinquedos e comida. Ou seja, “aprender” que o lucro é exploração na mais tenra idade, tudo ótimo, mas ver uma chamada sobre um novo brinquedo, que o pai poderá escolher se compra ou não, pecado!

É tudo muito estranho…

Os tutores das almas infantis

Circula por aí um “manifesto pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil”. Dezenas de instituições estão por trás da medida, incluindo a CUT e a UNE. Retórica à parte, trata-se apenas da velha arrogância autoritária de alguns, sempre prontos a acreditar que a liberdade é uma ameaça terrível, e que suas vítimas precisam urgentemente de sua tutela. A arrogância dos “engenheiros sociais” anda de mãos dadas com o mais nefasto autoritarismo.

O ranço marxista presente no manifesto pode ser detectado em cada passagem. Logo no começo, o manifesto justifica seu apelo autoritário em nome da “defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira”. A tentativa de monopólio dos fins é evidente: apenas quem condena a publicidade infantil luta por um futuro “solidário e sustentável”. A propaganda é inimiga da “solidariedade”. Mas, naturalmente, apenas a propaganda que objetiva o lucro, ou seja, a venda de produtos demandados pelo público em geral, e crianças em particular. A propaganda ideológica dessa gente não é nociva. Ao menos é essa a crença deles.

A explicação vem logo em seguida: “a criança é hipervulnerável”. Como ela está em fase de desenvolvimento, ela “não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos”. Resta perguntar: por acaso essas crianças são órfãs, não possuem pais que cuidam delas e lhes dão educação? Será mesmo preciso usar a tutela estatal para “educar” crianças? Se os pais são uns mentecaptos incapazes de cuidar dos próprios filhos, não seriam eles próprios incapazes de interpretar de forma crítica os “apelos mercadológicos”? Então os pais também necessitariam da tutela estatal?

Mas, nesse caso, quem garante que tais indivíduos não seriam vítimas de outro tipo de propaganda, a demagógica? Por que o sujeito seria vítima de apelos mercadológicos, mas estaria blindado contra apelos populistas de governantes autoritários? Será que um eleitor do PT tem habilidade para uma “interpretação crítica” dos escândalos divulgados pela imprensa? Não parece contraditório pregar o sufrágio universal e logo depois demandar extremo paternalismo? Afinal, a tutela será realizada pelo governo eleito pelos mesmos ignorantes manipuláveis que necessitam da tutela, ora bolas!

O tom marxista cresce no trecho seguinte: “A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce”. Que coisa! Quer dizer que quando as crianças, no intervalo dos desenhos animados, ficam sabendo que um novo biscoito foi lançado no mercado, ou que alguma fábrica criou um brinquedo diferente, isso as prejudica, ajuda a disseminar “valores materialistas”? Talvez a solução definitiva esteja no modelo de comunas, onde nenhuma criança tem propriedade alguma, e até mesmo o pronome possessivo “meu” é proibido. Sabemos como esse modelo “espartano” acaba. Pobres crianças, ratos do laboratório socialista!

Como pai de uma menina de oito anos, fico sempre chocado com esses apelos e manifestos. Fico com a nítida impressão de que essas pessoas nunca tiveram educação decente, e projetam no governo o pai que não tiveram. Ou, como filhotes de Rousseau, transferem para o governo a responsabilidade de educar os filhos que abandonaram. Será que nunca aprenderam o poder de um simples “não”? Será que foram mimadas ao extremo e não conheceram limites?

Minha filha assiste desenhos na televisão, e naturalmente acompanha diversos comerciais. Alguns ela até decorou. E daí? Por acaso isso quer dizer que eu tenho que comprar tudo para ela? Será que como pai eu sou impotente diante do “poder” do apelo mercadológico? Curiosamente – ou não – eu simplesmente não consigo ver a coisa dessa forma. Talvez porque saiba dizer “não” de vez em quando. A propaganda ajuda a divulgar produtos que eventualmente podem interessar minha filha. Eu compro apenas aquilo que julgo adequado. Nós não precisamos da tutela desses “engenheiros sociais”.

Uma explicação mais cínica e maquiavélica pode ajudar a compreender este tipo de manifesto autoritário, sempre apoiado por entidades esquerdistas. A tentativa de asfixiar a liberdade de imprensa, inimigo número um do projeto de poder absoluto dessa gente. Uma das formas de controlar a imprensa é limitar sua fonte de renda. Se o governo representar parcela relevante do orçamento, nenhum jornal ou canal de televisão vai ousar atacar de forma muito direta o próprio governo.

O cão não morde a mão que o alimenta. Logo, dificultar a vida dos meios de comunicação passa a fazer parte da estratégia ideológica dos autoritários. E nada como impedir a propaganda, fonte principal de recursos da imprensa, para esta meta. Comercial de cigarro? Não pode. Comercial de cerveja? Tenta-se limitar. Comercial de produtos infantis? Não! E a propaganda oficial do governo vai cada vez ganhando mais fatia de mercado, tornando os veículos de imprensa mais dependentes das verbas estatais.

Por isso tudo, sou totalmente a favor da publicidade infantil. Caveat Emptor! Que o comprador esteja atento para separar o joio do trigo. Que os próprios pais sejam os responsáveis pela educação de seus filhos, não o governo. Não somos cães de Pavlov reagindo totalmente por impulso. “Entre o estímulo e a resposta, o homem tem a liberdade de escolha”, disse Viktor Fankl.

A criança não tem a devida responsabilidade para escolher sozinha, e por isso mesmo ela tem alguém responsável por ela. Mas este não é o “deus” governo. Não é também o grupo de candidatos a “reis-filósofos” que assina tal manifesto. Os responsáveis serão seus próprios pais. Sei que isso parece uma idéia bizarra para alguns. Mas esses deveriam deixar os demais em paz, e buscar ajuda num divã, para superar sua mania de controle sobre a vida alheia, embalada sempre por cruzadas morais.

Rodrigo Constantino

Tags: propaganda infantil


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ACI Digital: CSI: Jesus de Nazaré , a crucificação vista por um legista

Documento sin título










NOTÍCIAS DIÁRIAS · www.acidigital.com 










14 de abril de 2014 







MADRI, 14 Abr. 14 (ACI/Europa Press) .- O legista José Cabreras descreveu as lesões sofridas por Jesus de Nazaré desde o momento de sua prisão até sua morte na cruz, analisando a documentação da época e as imagens do Santo Sudário, e recolheu suas conclusões no livro “CSI: Jesus de Nazaré. O crime mais injusto”.



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VATICANO 
João Paulo II será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, assegura o Papa 
O Papa Francisco lavará os pés de deficientes físicos de diferentes idades, sexo, raça e religião 
O Papa: Ciências históricas ajudam a discernir o que o Espírito Santo quer dizer à Igreja de hoje 
O Papa alenta a meditar na Semana Santa sobre quem somos diante de Jesus que sofre 

MUNDO 
“CSI: Jesus de Nazaré”, a crucificação vista por um legista 
Unidade dos cristãos: Objetivo comum de João XXIII e João Paulo II 

VIDA E FAMÍLIA 
China: Menino com câncer terminal salva a vida de sua mãe ao doar um rim antes de morrer 





Católico em Dia 



Evangelho: 





Santo ou Festa: 



Um pensamento: 

Eu adoro ter para dar, e parece que Ele tambm gosta.

Madre Maravilhas de Jesus 













VATICANO 









VATICANO, 14 Abr. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Em suas palavras anteriores à oração do Ângelus hoje, o Papa Francisco recordou o Beato João Paulo II, que será canonizado junto com João XXIII em 27 de abril, e assegurou que será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude.

O Santo Padre indicou que “no próximo dia 27 de abril, todos teremos a alegria de celebrar a canonização deste Papa, junto com João XXIII. João Paulo II, que foi o iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude, se tornará seu grande patrono; na comunhão dos santos continuará a ser para os jovens do mundo um pai e um amigo”.

O Papa indicou que dentro de pouco “os jovens brasileiros entregarão aos jovens poloneses a Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude. A confiança da cruz aos jovens foi realizada há 30 anos pelo beato João Paulo II: ele pediu que a levassem a todo o mundo como sinal do amor de Cristo pela humanidade”.

“Começa assim o caminho de preparação do próximo encontro mundial, que será realizado em julho de 2016 em Cracóvia e que terá como tema ‘Bem aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia’”.

Francisco alentou a que “peçamos ao Senhor que a Cruz, junto com o ícone de Maria Salus Populi Romani seja sinal de esperança para todos revelando o amor invencível de Cristo”.

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VATICANO, 14 Abr. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Este ano o Papa Francisco lavará os pés de doze deficientes físicos de diferentes idades, sexo, raça e religião, durante a missa da Ceia do Senhor da Quinta-Feira Santa que celebrará no Centro Santa Maria da Providência de Roma.

O diretor do centro, Salvatore Provenza, explicou ao grupo ACI que os pacientes têm entre 20 e 70 anos de idade e foram escolhidos “em função de suas deficiências, relacionadas em sua grande maioria com doenças degenerativas e problemas neuromotores”.

“Queremos representar todas as patologias que tratamos, e dar valor à reabilitação e dignidade aos doentes. Assim como fez o nosso fundador Pe. Gnocchi com os feridos da Segunda Guerra Mundial”, disse.

Provenza assinalou que os pacientes “ainda não sabem que o Papa lhes lavará os pés” e “serão informados nos próximos dias”. Entre estas pessoas há doentes de Parkinson, Alzheimer, esclerose, ictus cerebral e deficientes por acidentes.

O Centro Santa Maria da Providência, pertencente à Fundação Pe. Carlo Gnocchi, foi escolhido pelo Papa Francisco depois do pedido feito por Dom Angelo Bazzari, presidente desta fundação, durante uma audiência geral no Vaticano.

“Disse-lhe ao Papa que se no ano passado por ocasião da Quinta-Feira Santa foi a uma prisão para menores Casal del Marmo, próxima a nosso centro, que nós trabalhamos com pessoas frágeis e sua visita seria uma alegria”, explicou Provenza.

Está previsto que esta missa seja concelebrada por Dom Bazzari e pelo capelão do centro, Padre Pasquale Schiavulli, e que nela participem alguns dos familiares dos deficientes, seus acompanhantes, o pessoal que lhes assiste, assim como alguns seminaristas. “Ainda estamos surpreendidos e nos enche de alegria acolher o Papa”, afirmou Provenza.

O Papa Francisco continua assim uma tradição que iniciou quando era Arcebispo de Buenos Aires na Argentina, de celebrar a Missa de Quinta-Feira Santa em uma prisão, hospital ou casa de acolhida.

O Papa Francisco não será o primeiro Pontífice em reunir-se com os doentes desta fundação. Em 1948, Pe. Carlo Gnocchi foi recebido por Pio XII junto a crianças órfãs mutiladas durante a Segunda Guerra Mundial. João XXIII, Paulo VI, e João Paulo II, também se reuniram com doentes desta comunidade e em 2009, Pe. Gnocchi foi elevado à glória dos altares pelo Papa Bento XVI.

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VATICANO, 14 Abr. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco recebeu neste sábado os membros do Pontifício Comitê de Ciências Históricas, por ocasião do término de sua Assembleia Plenária, e indicou que as suas pesquisas ajudam a discernir o que o Espírito Santo quer dizer à Igreja de hoje.

Em sua Assembleia Plenária, o Pontifício Comitê de Ciências Históricas recordou o 60º aniversário da instituição criada pelo venerável Pio XII, em 1954.

Conforme a Rádio Vaticana, o Papa, recordando as palavras de Cícero pronunciadas por João XXIII no discurso inaugural do Concílio Vaticano II, disse que “o estudo da história é um dos meios para a busca apaixonada da verdade, que sempre impregna o ânimo do homem”.

“Em seus estudos e ensinamentos, vocês se encontram frente às vicissitudes da Igreja que caminha no tempo, com sua gloriosa história de evangelização, de esperança, de luta diária, da vida dedicada ao serviço, de perseverança no trabalho fatigante, assim como também de infidelidades, de abjurações, de pecados”.

As pesquisas do Pontifício Comitê de Ciências Históricas, assinalou, “marcadas por uma autêntica paixão eclesial e por um amor sincero pela verdade, podem servir de grande ajuda aos que têm a tarefa de discernir o que o Espírito Santo quer dizer à Igreja de hoje”.

O Santo Padre também indicou que “no encontro e na colaboração com os pesquisadores de toda cultura e religião, vocês podem oferecer uma contribuição específica para o diálogo entre a Igreja e o mundo contemporâneo”.

Francisco assinalou que na próxima conferência internacional que organizará o Pontifício Comitê de Ciências Históricas pelo centenário do início do I Guerra Mundial, “poderão revisar as pesquisas mais recentes, com especial atenção aos esforços diplomáticos da Santa Sé durante esse trágico conflito e à contribuição que deram os católicos e outros cristãos no socorro dos feridos, dos refugiados, dos órfãos e das viúvas, na busca dos desaparecidos, assim como na reconstrução de um mundo dilacerado por aquilo que Bento XV definiu como: ‘o inútil massacre’”.

“Ainda ressoa hoje em dia, tão oportunamente como sempre, o urgente chamado: ‘Com a paz não se perde nada, tudo se perde com a guerra’”, disse.

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VATICANO, 14 Abr. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Em sua homilia da missa de Domingo de Ramos, o Papa Francisco exortou os fiéis a meditar sobre a paixão de Jesus durante a Semana Santa, perguntando-nos “quem sou eu, diante de Jesus que sofre?”.

Na Missa de hoje, com a qual se inicia a Semana Santa, o Papa Francisco usou um báculo pastoral de madeira, trabalhado de um tronco de oliveira, doado por um grupo de detentos da Casa de Detenção de Sanremo.

Conforme informa a Rádio Vaticana, o Papa indicou que “esta semana começa com a procissão festiva com os ramos de oliveira: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os jovens cantam, louvam Jesus. Mas esta semana segue adiante no mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição”.

“Ouvimos a Paixão do Senhor. Fará bem a nós nos fazermos somente uma pergunta: quem sou eu? Quem sou eu diante do meu Senhor? Quem sou eu diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Sou capaz de exprimir a minha alegria, de louvá-Lo? Ou tomo distância? Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Escutamos tantos nomes, tantos nomes”.

Francisco assinalou que “O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei, que tinham decidido matá-Lo. Esperavam a oportunidade para prendê-Lo. Eu sou como um deles? Escutamos também um outro nome: Judas. 30 moedas. Sou como Judas? Ouvimos também outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que adormeciam enquanto o Senhor sofria”.

“A minha vida está adormecida? Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que era trair Jesus? Como aquele outro discípulo que queria resolver tudo com a espada: sou como eles?”.

O Papa questionou os fiéis se “Sou como Judas, que finge amar e beija o Mestre para entregá-Lo, pra traí-lo? Eu sou traidor? Sou como aqueles líderes que com pressa fazem o tribunal e procuram falsas testemunhas: sou como eles?”.

“E quando faço estas coisas, se as faço, acredito que com isto salvo o povo? Eu sou como Pilatos? Quando vejo que a situação está difícil, lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade e deixo condenar – ou condeno eu – as pessoas? Sou como aquela multidão que não sabia bem se estava em uma reunião religiosa, em um julgamento ou em um circo, e escolhe Barrabás?”.

O Santo Padre assinalou que “para eles é o mesmo: era mais divertido, para humilhar Jesus. Sou como os soldados que atingem o Senhor, cospem Nele, insultam-No, se divertem com a humilhação do Senhor? Eu sou como o Cirineu, que voltava do trabalho, cansado, mas teve a boa vontade de ajudar o Senhor a carregar a cruz? Eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz e zombavam de Jesus: ‘Era tão corajoso! Desça da cruz, e nós vamos acreditar Nele’. Zomba-se de Jesus…”.


“Sou como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam ali, sofrendo em silêncio? Sou como José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para levá-lo à sepultura? Sou como as duas Marias, que permanecem diante do Sepulcro chorando, rezando?”.

“Eu sou como aqueles líderes que no dia seguinte foram a Pilatos para dizer: ‘Olha, ele dizia que iria ressuscitar. Que não seja mais um engano!’, e bloqueiam a vida, bloqueando o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não venha para fora? Onde está o meu coração? Com qual destas pessoas eu me pareço?”.

“Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana”, concluiu.

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MUNDO 









MADRI, 14 Abr. 14 (ACI/Europa Press) .- O legista José Cabreras descreveu as lesões sofridas por Jesus de Nazaré desde o momento de sua prisão até sua morte na cruz, analisando a documentação da época e as imagens do Santo Sudário, e recolheu suas conclusões no livro “CSI: Jesus de Nazaré. O crime mais injusto”.

Cabreras assegurou que escolheu para seu livro, publicado pela Neverland Edições, esse título chamativo, que inclusive é o nome de uma famosa série de TV americana, “para que o público se aproxime da descoberta da figura de Jesus” e saiba como foi sua morte desde um triplo enfoque: legista, criminológico e judicial. Em inglês a sigla CSI significa “Crime Scene Investigation”, em português: Investigação da cena do crime, na qual os personagens são legistas e agentes da lei que conduzem suas investigações segundo os rastros deixados nos lugares do crime e nas evidências nos corpos das vítimas.

Mesmo sem um cadáver pode-se realizar efetuar uma “análise legista retrospectiva” baseada em testemunhos e na documentação da época, como os Evangelhos e outros textos apócrifos, e nas imagens do Santo Sudário, cujo valor “ninguém jamais desmentiu”, disse o legista.

A documentação histórica romana estabelece que desde a prisão até a morte de Jesus na cruz transcorreram 24 horas, e que, uma vez crucificado, sobreviveu duas horas, quando alguns crucificados duravam inclusive vários dias, sinal, segundo Cabreras, da intensidade das torturas prévias às que foi sujeito.

Um capacete repleto de espinhos

As punções em todo o couro cabeludo assinalam que não foi uma coroa mas uma espécie de capacete denso de espinhos que Jesus levou na cabeça, espinheiros que, segundo Cabreras, os legionários romanos não tiveram trabalho para procurar, porque eram os mesmos utilizados para acender o fogo e que haviam em abundância na região.

O manto, guardado na cidade de Turim, Itália, evidencia que o nariz de Cristo tinha fraturado por um golpe e o ombro direito esfolado pelo peso do patibulum, a parte horizontal da cruz, cujo peso era entre 40 e 50 quilogramas, pois os crucificados não transportavam toda a cruz, a parte maior, vertical, permanecia cravada no chão, à espera do crucificado.

Segundo os estudos, a flagelação foi realizada ao estilo romano, com um flagelum, um látego que partia de um pedaço de madeira e cujas caudas terminavam em bolas de chumbo.

300 marcas de flagelo

A lei proibia golpear com este látego a cabeça ou outros órgãos vitais para provocar sofrimento, mas não a morte, de modo que Jesus, que recebeu cerca de 300 impactos dessas bolas de chumbo –o triplo do que era permitido na lei judia–, já tinha várias costelas fraturadas quando tomou o ‘patibulum’ sobre os ombros e subiu o calvário.

Ambos os joelhos foram esfolados até a rótula pelo efeito das quedas e o peso do lenho da cruz.
Os pregos atravessaram os pulsos de Cristo passando entre os ossos, enquanto que para os pés, postos um sobre o outro, usou-se um único prego que entrou pelas impigens, local onde o pé é mais largo.

Segundo Cabreras, habitualmente se atava os crucificados e os pregos, por serem muito caros, reservavam-se para “ocasiões especiais”.

O centurião da guarnição romana, antes de abandonar o lugar do sacrifício, tinha a missão de assegurar-se de que o crucificado estava morto para garantir que ninguém o tirava da cruz com vida. Por isso, no caso de Jesus a lança atravessou o coração de baixo para cima e da direita à esquerda.
As Sagradas Escrituras narram que brotou água e sangue desta ferida e a ciência corrobora o fato. “A água era o soro que costuma rodear o coração quando a agonia se prolonga durante horas”, explicou Cabreras.

Descumprimento nas leis

O legista realiza ainda uma análise criminológica dos elementos que acompanharam as torturas e outro judicial de “saltos” que se deram no processo entre as duas leis vigentes na Palestina, a romana e a judia, com o propósito de prejudicar o réu.

“Pilatos, ao final, não teve nenhum elemento objetivo para condenar Jesus, e o condena por razões políticas”, concluiu.

Cabreras recordou que foi no século XX, ao Papa Pio XII, que o cirurgião, Pierre Barbet, descreveu as lesões e os sofrimentos de Cristo desde o ponto de vista científico, e assegurou que o Papa chorou ao admitir: “Nós não sabíamos, ninguém jamais nos relatou (a Paixão) desta maneira”.

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ROMA, 14 Abr. 14 (ACI) .- Os Papas João XXIII e João Paulo II, que serão canonizados no domingo 27 de abril, trabalharam muito para conseguir a unidade da Igreja e dedicaram boa parte de seu magistério a melhorar as relações com as distintas comunidades cristãs.

João XXIII foi especialmente estimado pelas Igrejas ortodoxas, quando convocou o Concílio Vaticano II, e representantes dessas comunidades e de grupos protestantes foram convidados a participar do evento como observadores.

Segundo o falecido Cardeal Johannes Willebrands, que serviu por muitos anos como presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, João XXIII era reverenciado pelos ortodoxos russos que o consideravam “patrono do movimento ecumênico”.

A preocupação do “Papa bom” pelo ecumenismo se pode apreciar desde muitos anos antes de sua eleição como Sucessor de Pedro. Em 1944, na festa de Pentecostes na Turquia, o Santo Padre disse que “aqui, nós os católicos latinos de Istambul e os católicos armênios, gregos, caldeus e sírios somos uma modesta minoria que vive na superfície de um vasto mundo com o que temos muito pouco contato”.

Entretanto, continuou, apesar da “diversidade de raça, idioma, educação, dolorosos contrastes de um triste passado, colocam-nos a certa distância da luz do Evangelho… Cristo veio para derrubar os muros, morreu para proclamar nossa fraternidade universal, o ponto central de seu ensinamento é o amor que une todos os homens a Ele como o primeiro dos irmãos, e que o une a Ele conosco ao Pai”.

João Paulo II, por sua parte, continuou a árdua tarefa de João XXIII sobre o ecumenismo. Em sua encíclica de 1995 intitulada “Ut unum sint” (Que sejam um) escreveu que “acreditar em Cristo significa querer a unidade; querer a unidade significa querer a Igreja; querer a Igreja significa querer a comunhão de graça que corresponde ao intuito do Pai desde toda a eternidade. Este é o significado da oração de Cristo: 'Ut unum sint'”.

Andrea Gagliarducci, vaticanista da agência irmana Catholic News Agency, recorda que um momento importante no ecumenismo de João Paulo II foi sua viagem à Grécia em 2001, a primeira vez que um Pontífice visitava esse país em 1200 anos.

A viagem começou em um clima de certa hostilidade, já que nenhum representante da igreja ortodoxa grega recebeu o Papa peregrino em sua chegada. Em 4 de maio, João Paulo II se reuniu durante 30 minutos com o arcebispo grego ortodoxo Christodoulos de Atenas.

Após o encontro, o arcebispo leu em público uma lista das “13 ofensas” dos católicos contra os ortodoxos, incluindo o cerco de Constantinopla em 1240. O arcebispo se queixou porque a Igreja não tinha pedido perdão pelos “furiosos cruzados”.

João Paulo II respondeu: “pelas ocasiões do passado e do presente, por qualquer ocasião em que os filhos e as filhas da Igreja Católica tenham pecado, de ação ou omissão contra seus irmãos e irmãs ortodoxos, que o Senhor nos dê misericórdia”.

João Paulo II e o Arcebispo foram depois ao Areópago onde emitiram uma declaração conjunta na qual assinalavam que fariam “tudo o que está ao nosso alcance para fazer que as raízes cristãs europeias sejam preservadas”.


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VIDA E FAMÍLIA 









ROMA, 14 Abr. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Chen Xiaotian, um menino de sete anos, faleceu no dia 2 de abril por causa de um tumor cerebral; entretanto, antes de morrer pediu que seu rim fosse transplantado para a sua mãe que sofre de uma doença grave, salvando com isso a sua vida.

A mãe sofre de uremia, uma doença que provoca a acumulação de substâncias tóxicas no sangue, o que afeta o cérebro, órgãos respiratórios, circulatórios e digestivos, entre outros. A única maneira de curar-se é por transplante de rim.

Conforme informou a imprensa, a ideia foi proposta em um primeiro momento pela avó do menino, mas a mãe se negou a aceitar a doação de seu filho moribundo. Entretanto, o pequeno da província de Hubei disse que seu último desejo era transplantar seu rim a sua mãe após o seu falecimento. Chen tinha câncer cerebral e durante o último ano tinha perdido a vista porque o tumor pressionava seu nervo óptico.

Entretanto, o pequeno foi mais além e pediu que seu outro rim e o fígado fossem também doados a outras pessoas. As operações se realizaram com êxito horas depois de sua morte.

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Cuba Independiente y Democrática: Detenido opositores por defender a cuentapropistas













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sábado, 12 de abril de 2014

Detenido opositores por defender a cuentapropistas

Mantilla, La Habana, Sobre las 3 de la tarde del 10 de abril fueron detenidos en plena vía pública los opositores Yuniel López O’Farril y Roberto Ferrer, por salir en defensa de varios trabajadores por cuenta propia en las inmediaciones de la barriada La Palma, municipio capitalino de Arroyo Naranjo, que son objeto de represión por parte de la policia e inspectores estatales desde hace varias semanas.



Según José Benito Menéndez del Valle, quien es fuente de esta información, los opositores fueron detenidos por manifestar su desacuerdo ante la represión que llevan las autoridades policiales e inspectores contra quienes ejercen su trabajo por cuenta propia y venden artículos de primera necesidad desde el 1ro de enero del 2014 sin autorización del gobierno, por este disponer nuevas regulaciones para el ejercicio del sector cuentapropista y prohibir por ejemplo, la venta de artículos del hogar.


Los opositores se encuentran detenidos en la estación policial del Capri y son acusados de manifestar frases catalogadas por la policía de contrarrevolucionarias en la vía pública. Ambos opositores son miembros de JACU, CID, Movimiento Patria y Libertad y el partido Neo Católico. En el momento de redactar esta nota se desconoce, la condición de ambos opositores y continúan detenidos.


Por Alvaro Yero Felipe yerofelipe2013@gmail.com
Foto con fines ilustrativos

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Posted by Huber Matos Araluce at 10:29 | Labels: Alvaro Yero Felipe, CID, cuentapropistas, detencion en Cuba,Huber Matos

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Baracutey Cubano: Iván García: Diálogo de Miraflores, un mensaje inédito en Cuba. ¿Cómo fue visto por los televidentes cubanos el diálogo entre Gobierno y oposición venezolanos?











BARACUTEY CUBANO

Es un blog diario digital conformado con los artículos, opiniones, ensayos, etc. del Catedrático universitario Lic. Pedro Pablo Arencibia Cardoso sobre diferentes temáticas de la problemática cubana, actual e histórica, así como por noticias y artículos de otros autores que se consideran de gran interés para profundizar en la realidad cubana.

DOMINGO, ABRIL 13, 2014

Iván García: Diálogo de Miraflores, un mensaje inédito en Cuba. ¿Cómo fue visto por los televidentes cubanos el diálogo entre Gobierno y oposición venezolanos?




Diálogo de Miraflores, un mensaje inédito en Cuba

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¿Cómo fue visto por los televidentes cubanos el diálogo entre Gobierno y oposición venezolanos?

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Por Iván García
La Habana
12 Abr 2014


Luis, un militar retirado y partidario del régimen, tiene pocos argumentos para rebatir a varios vecinos que juegan dominó en el portal de una bodega en la barriada habanera de Lawton.

El tema del día es el diálogo entre la oposición y el gobierno de Nicolás Maduro, emitido la noche del jueves por el canal Telesur. Entre los jugadores hay profesionales, desempleados, ex reclusos y jubilados.

"Cuando vemos ese tipo de debate cara a cara, uno se da cuenta que estamos viviendo en pleno feudalismo. Cuba duele. Aquí tenemos un montón de problemas que se han ido acumulando en estos 55 años. El Gobierno no tiene respuesta. La salida es huir hacia adelante: más impuestos, prohibiciones al trabajo privado y elevar el precio de la leche en polvo. ¿Por qué no toman el ejemplo de Venezuela y se sientan a dialogar con la disidencia?", se cuestiona Joel, antiguo maestro que ahora sobrevive vendiendo frituras de harina en la Calzada 10 de Octubre.

El exmilitar Luis se siente descolocado por las diversas piruetas ideológicas de los Castro. Machista y homófobo aprueba de balas, los nuevos tiempos le resultan un código indescifrable.

"Hasta yo tengo mis dudas. Tiré tiros en Angola. Nos formaron con aquellas teorías del Che que al enemigo ni un tantico así (y señala con sus dedos). Pero ahora todo es un relajo. Los maricones de carroza, que antes censurábamos, andan besándose en cualquier esquina. Un cuentapropista gana cinco veces más que un trabajador estatal. Y a los gusanos los tratan de señor. Si el Gobierno se equivocó de camino que hable alto y claro. Ya sus partidarios tenemos pocos argumentos razonables para ripostar", señala Luis, molesto.

La mesa de diálogo entre oposición y Gobierno en Venezuela fue un suceso para muchos en Cuba. Arnaldo, gerente de una tienda recaudadora de divisas, siguió el debate hasta cerca de las dos de la madrugada.

"Estaba asombrado. No sé si fue una pifia de la censura oficial. Pero al otro día en la calle, la gente se preguntaba por qué en Cuba la disidencia sigue siendo un estigma. A mí me llamó la atención el discurso de la oposición venezolana. Hablaban sin gritar, con estadísticas que demostraban el fracaso de ese modelo económico y muy críticos con la injerencia cubana en Venezuela", apunta el gerente.

Noel, taxista privado, considera que "si la pretensión era ridiculizar al MUD con el discurso de los chavistas, les salió el tiro por la culata. Capriles y compañía tenían análisis más profundos y objetivos que el Gobierno. Como ocurre en Cuba, los del PSUV se defendían atacando y hablando mal del pasado capitalista. No se dan cuenta que de lo que se trata es del caos del presente y de cómo intentar resolverlo en el futuro".

En una rápida encuesta a 11 personas que observaron el debate, 10 consideran que la oposición fue superior. Las mejores notas fueron para Guillermo Aveledo y Henrique Capriles.

"Los fascistas parecían los del otro bando. Crispados, con un discurso mecánico y repleto de dogmas parecido al de los talibanes del Partido Comunista cubano. La peor entre los chavistas fue Blanca Eekehout. Es más fanática e incoherente que Esteban Lazo, que ya es mucho decir", comenta un estudiante universitario.

Aunque las instituciones y la democracia en Venezuela, tomadas por asalto con privilegios por debajo de la mesa, populismo a chorro y compadreo político de los camaradas del PSUV, anda en franco retroceso, el solo hecho que exista una oposición legal permite dar batalla en el campo político.

Cuba es otra cosa. A pesar de los esfuerzos de la CELAC y la Unión Europea pasándole la mano por la espalda al añejo gobernante y seduciéndole con un trato de alfombra roja, sigue siendo el único país de hemisferio occidental donde la disidencia es un delito de Estado.

La oposición en la Isla es reprimida con golpes y linchamientos verbales. Está vigente una ley, la 88, que permite al régimen encarcelar por 20 años o más a un disidente o periodista libre por escribir una nota que las autoridades consideren lesiva a sus intereses.

A Ana María, profesional que durante años aplaudió los discursos de Fidel Castro, ver por Telesur un diálogo político como el de Venezuela, le ha permitido analizar las cosas desde otra perspectiva.

"Esto es una dictadura. Ni mejor ni peor. Lo difícil es aceptar que muchos cubanos estuvimos equivocados demasiado tiempo. Perdí mi juventud engañada, repitiendo consignas y aceptando que otros, sin pedirme siquiera mi opinión, nos manipularan a su antojo", confiesa.

Once administraciones estadounidenses, programas polémicos o de dudosa efectividad como Zunzuneo, no han podido propagar un mensaje novedoso y revertir criterios en los ciudadanos de a pie, como la perenne represión, disparates económicos, corrupción galopante, prohibiciones de los cines 3D y ventas de autos a precios de Ferrari, entre otros.

En estas sociedades autocráticas, nunca se sabe si una aparente reforma producirá beneficios o será un hoyo para empezar a cavar su propia tumba. Es como caminar sobre un campo minado.






"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).

Obedeça a Deus e você será odiado pelo mundo.








-O coletivismo é a negação da liberdade, porquanto a sede da liberdade é o indivíduo. Tanto é que a pena mais severa na história da humanidade é a privação da liberdade. A essência da liberdade é una e indivisível e daí a designação do sujeito como "indivíduo".

Aluízio Amorim

Filósofa russa Ayn Rand :



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”



Ayn Rand nasceu em São Petersburgo em 1905