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03/09/2013 às 14:28 \ Diplomacia
Pelo tom determinado do governo brasileiro, o mais provável é se tratar de questão referente a know-how e eventual transferência de tecnologia. Querem aprender rápido para uso doméstico. Ou o quê? Não vão enviar o porta-aviões São Paulo abarrotado de caças para bombardear Washington. Sim?
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, por sua vez, ameaçou cancelar operação de companhias que colaborarem com esquemas de espionagem internacionais no Brasil. “Pode ser banco, empresa de telefonia”, listou. Aí sim, pode ser outra alternativa mais crível. Tipo da tarefa que sabem fazer sem ajuda.
No embalo, Bernardo, adicionou: “Vamos ter de construir uma intranet em áreas sensíveis.” Não, senhor ministro. Aí, não. Em áreas sensíveis, os brasileiros querem menos engarrafamentos e mais transportes públicos. E até fora delas, desejam a construção de escolas, hospitais, aeroportos. Tudo padrão FIFA.
Entretanto, pode ser que inspirado na reação de Dilma Rousseff com a espionagem americana, o presidente da França, François Hollande, cogite convocar o embaixador brasileiro José Maurício Bustani para uma conversa séria no Palácio do Eliseu. É que um parisiense fisgou um pacu, primo vegetariano da piranha, nas águas do Rio Sena. Não é brincadeira, não. O pescador avisou a Brigada Fluvial. Gesto seguido, o peixe foi levado para a central de polícia.
Ameaças às soberanias estão ficando intoleráveis.
Atualização – Veja.com informa: “Por causa de espionagem, diplomatas, seguranças e cerimonialistas não vão mais fazer preparativos da visita presidencial ao governo Barack Obama”
Quem já acompanhou visitas de presidentes brasileiros no exterior sabe que, embora por vias tortas, finalmente foi tomada uma boa medida econômica.Por Antonio Ribeiro



