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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Reinaldo Azevedo - Blog - VEJA.com







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Reinaldo Azevedo

Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil

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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)



12/05/2014 às 15:03

Marco Aurélio defende que partidos que desviam verba do Fundo Partidário sejam punidos



“A lei prevê punição, inclusive chegando-se a não só ao recolhimento dos valores, como também, se for o caso, a suspensão na participação desses partidos no rateio do Fundo Partidário. Não há norma que autorize esse gasto. Esse gasto é um gasto esdrúxulo, extravagante.”

A fala acima é do ministro Marco Aurélio, do STF, e ainda presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Ele se refere ao uso de verba do Fundo Partidário, que é dinheiro público, para pagar advogados que atuam na defesa de políticos do PT e do PR que estão enrolados com a Justiça (leia post).

É um acinte! É o fim da picada! Pessoas envolvidas com o desvio de recursos públicos estão tendo as suas respectivas defesas pagas por… mais dinheiropúblico. Cadê os procuradores eleitorais? Cadê a OAB? Cadê a dita sociedade civil organizada? É o caso de fazer imediatamente uma denúncia ao TSE para que esse descalabro seja investigado, e os faltosos, devidamente punidos.


Por Reinaldo Azevedo





12/05/2014 às 7:21







12/05/2014 às 7:17

A BOÇALIDADE ATINGE O ESTADO DE ARTE NA TVE DO RIO GRANDE DO SUL. NO COMANDO, O PT DE TARSO GENRO, O POETA DE MÃO CHEIA



Bem, vamos lá. Vou publicar abaixo um vídeo, que me foi enviado por um leitor, e lhes peço, de saída, moderação nos comentários — aquela mesma que não tiveram essas pobres criaturas que vocês verão abaixo e, claro!, aqueles que as colocaram no ar. No dia 5 de maio, há uma semana, a TVE do Rio Grande do Sul— SIM, A TV EDUCATIVA — convidou um grupo chamado “Putinhas Aborteiras”. Elas se dizem partidárias do “anarcofunk”. Cantaram isto aqui, ó — advirto que são cenas fortes… Volto em seguida.



Voltei
Falo um pouco sobre a, por assim dizer, “arte” das moças. Não tenho nem raiva nem asco. Tenho é pena! Sempre que a ignorância consegue ser assim tão evidente, tão escancarada, tão alvar, como não perguntar o que terá dado de errado no meio do caminho? De algum modo, elas são vítimas. Nem que seja da própria estupidez. Como é? Se o papa fosse mulher, o aborto já teria sido liberado? Por quê? Isso quer dizer que todas as mulheres são, então, favoráveis ao aborto? Ou, pior, estão a sinalizar que o homem não deve ter, nessa questão, nem direito de voz nem de voto? Como conciliar essa sabedoria com a paternidade responsável?

“Ei, papa, levante o seu vestido/ quem sabe aí embaixo não está o Amarildo?” Não são versos nem anárquicos nem ousados. São apenas burros, desinformados. A Igreja esteve entre as instituições que mais pressionaram para que se chegasse aos assassinos do pedreiro.

Essas bobalhonas tão orgulhosas da própria burrice certamente não sabem que, a cada ano, 100 mil “Amarildos” morrem na África, na Ásia e no Oriente Médioapenas porque são… cristãos! Ignoram certamente que a Igreja Católica é o maior hospital do mundo, o maior orfanato do mundo, a maior rede de caridade do mundo, a maior escola do mundo… O trabalho dos cristãos salva milhares de vidas todos os dias. Mas isso é apenas informação. E elas não têm tempo para isso.

Santo Deus! Essas coitadas deveriam ler, sei lá, Marcuse para saber como o palavrão pelo palavrão, longe de ser um sinal de libertação, é a mais pura expressão do recalque. Na busca desesperada para ofender a “moral burguesa”, apenas se degradam. De resto, poderia haver nessa coisa que fazem alguma elaboração. Os versos, ainda que infames no conteúdo, poderiam ter alguma elaboração. É tudo de uma pobreza à altura da “mensagem”.

Eh, Tarso Genro!
Eis aí o Rio Grande do Sul governado por Tarso Genro, o teórico que, já lembrei aqui, escreveu um livro chamado “Lênin, Coração e Mente”. Foi o único homem no mundo a ter encontrado um “coração” no facinoroso.

Vejam lá! A emissora pública do Rio Grande do Sul leva ao ar um grupo que convida:
“Sou anarquista doida, pichadora e ‘vida loca’/
Não vem com moralismo, tu não vai calar minha boca/
Vem vandalizar, deixa de ser bundão/
Se rola prejuízo, é na conta do patrão”

Que perigo essas moças representam? Nenhum! A questão é saber se uma TV pública tem o direito de, com os impostos pagos pelos gaúchos, abrir espaço para uma turma que prega abertamente o vandalismo e a violência. Tem? Mais: a TVE do Rio Grande do Sul levaria ao ar um grupo que atacasse, por exemplo, espíritas, macumbeiros, muçulmanos ou judeus? Por que a agressão aos católicos é aceitável?

E notem que nem entro no tratamento demencial dispensado por essas moças àquestão do aborto. Aí, pobrezinhas!, é preciso coragem não para defender o assassinato de crianças, mas para enfrentar alguns livros.

Agora aguardo os próximos passos da TVE. Depois das “Putinhas Aborteiras”, há o risco de termos Tarso Genro declamando seus poemas numa espécie de “Sessão Privê”. E ele, então, poderia lambuzar a tela com delicadezas como esta:
“Quanto te esperei e quanto sêmen
inútil derramei até o momento”.

Vocês, gaúchos, botaram lá o poeta de mão cheia. E só vocês podem tirá-lo. Faltam cinco meses. O grupo “As Putinhas Aborteiras” transformou-se no emblema de um jeito de governar, acho eu. Tarso certamente não vai ficar ofendido de eu falar assim. Se ele acha que os gaúchos merecem pagar por isso e se ele considera que essa é uma boa atração para a sua TV Educativa, é sinal de que aprecia o trabalho. Não é de estranhar que o Estado seja o que mais resiste a pagar o piso salarial dos professores. Tarso nutre ideias muito próprias sobre o que seja “educação”.
*
Atenção! Gente que age nesse limite da provocação barata conta com o erro de seus supostos adversários para depois acusar jogo bruto. Assim, comentem com comedimento, por mais que o conjunto da obra seja asqueroso. Não aceitarei que se devolvam aqui as agressões que Tarso Genro permitiu que fossem levadas às casas dos gaúchos.Por Reinaldo Azevedo





12/05/2014 às 5:41

PT e PR contratam com verbas do Fundo Partidário justamente os escritórios de advocacia que defendem seus “enrolados” com a Justiça. É um acinte!


Rosemary, a amigona de Lula: Fundo Partidário paga a conta de advogado que, por coincidência, também a defende

Há dias, o ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, apontava o despudor com que o oficialismo usa a máquina pública para fazer campanha eleitoral, sem dar bola para a lei. Ele defendeu, por exemplo, que a presidente Dilma Rousseff fosse punida por ter usado, durante o Carnaval, o Palácio da Alvorada para cuidar da sua reeleição e de assuntos do PT. Mas foi voto vencido. No dia 30 de abril, Dilma não se fez de rogada. Recorreu à Rede Nacional de Rádio e Televisão e fez campanha eleitoral descarada — como se, de resto, não fosse também esse o caráter da publicidade das estatais e do próprio governo federal.

Reportagem de Fabio Fabrini e Erich Decat, no Estadão desta segunda, informa que o PT e o PR contrataram, com verbas do Fundo Partidário — que é dinheiro público — os mesmos advogados que representaram, na esfera privada, seus respectivos mensaleiros e réus acusados nas operações Porto Seguro e Sanguessuga, deflagradas pela Polícia Federal.

O PT repassou R$ 40 mil mensais para os escritórios que defendem José Genoino e, vejam vocês!, Rosemary Noronha. Sim, trata-se da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo — aquela que era amigona íntima de um certo Luiz Inácio Lula da Silva. O que dizem os escritórios? Ora, que prestaram serviços apenas ao partido e que defendem graciosamente os acusados na esfera privada, ou a preços bem baratinhos.

O uso da verba do Fundo Partidário é disciplinado pelo Artigo 44 da Lei 9.096, que é a Lei dos Partidos Políticos. E, obviamente, lá não está escrito que as legendas podem pagar advogados para os seus bacanas que estão enrolados com a Justiça. E que se note: qualquer indivíduo pode apresentar à Justiça Eleitoral a denúncia de malversação do fundo — e ela terá de investigar.

A reportagem do Estadão encontrou no papelório do PR três notas fiscais de R$ 42 mil cada emitidas pelo escritório de Marcelo Luiz Ávila Bessa — justamente o profissional que defendeu os mensaleiros Valdemar Costa Neto e o tal Bispo Rodrigues. O partido admitiu que o dinheiro teve mesmo essa finalidade.

Em 2012 e 2013, o PT pagou ao escritório Fregni-Lopes da Cruz R$ 485 mil em honorários de ações cíveis, conforme 15 notas fiscais apresentadas ao TSE. Em Brasília, essa mesma equipe defende José Genoino em processos de improbidade administrativa — um desdobramento na área cível do mensalão. O escritório diz que o dinheiro nada tem a ver com o ex-presidente do PT e que faz a sua defesa como… cortesia.

Quando estourou o caso Rosemary Noronha, muita gente estranhou o nomão do direito que a acompanhava — mão de obra barata é que não era. Quem atuou na sua defesa foi Luiz Bueno de Aguiar, que recebeu ao menos R$ 809 mil do PT nos últimos dois anos — dinheiro sempre originário do Fundo Partidário. Também ele diz que isso nada a tem a ver com Rosemary.

Vocês entenderam? E os patriotas ainda vêm falar em financiamento público de campanha. Vejam aí a lambança: os partidos já recebem do Tesouro uma bolada. Esse dinheiro tem carimbo. Só pode ser usado na atividade partidária propriamente. Mas quê… O PR admite ter pagado com ele os honorários dos advogados que defenderam seus mensaleiros. O PT, como sempre, nega de pés juntos — e seus contratados também.

Seria tudo uma coincidência. O partido usa dinheiro público para pagar os doutores, e estes, corteses e generosos que são, fazem a defesa gratuita dos petistas enrolados. A gente acredita em cada palavra, não é mesmo?Por Reinaldo Azevedo





12/05/2014 às 4:08

Serra como vice de Aécio? Vai ou não vai?


Aécio e Serra juntos, na campanha de 2010. Em 2014, a possibilidade da chapa puro-sangue

Já dá para saber, afinal, se José Serra vai mesmo ser o vice na chapa presidencial liderada pelo senador Aécio Neves, ambos do PSDB? Ainda não dá para saber nada. Qualquer que seja o palpite nesse caso, a chance de errar é rigorosamente igual à de acertar. Pode ser e pode não ser. Sim, eu acho que o partido sairia ganhando com isso, já escrevi aqui, porque Serra tem densidade eleitoral e é um nome nacionalmente respeitado e conhecido. O partido demonstraria uma união inédita, depois de sua última vitória presidencial, em 1998, e se faria uma chapa sem dúvida forte. Há mais: as circunstâncias podem jogar a favor: o ex-governador foi derrotado em 2012 por Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A legião de leitores arrependidos, intuo, é imensa. O nome de Serra também transita com facilidade hoje no DEM, no Solidariedade e em setores do PMDB que vão apoiar Aécio.

Mas não é uma solução nem fácil nem simples. FHC se pronunciou a respeito — ou não se pronunciou — em entrevista à GloboNews e disse o óbvio: para que aconteça, é preciso que tanto Aécio como Serra queiram. Eles querem? Ainda não está claro. Há tucanos, democratas e membros do Solidariedade entusiasmados com a ideia.

Toda solução tem sempre prós e contras — e não seria diferente desta vez. A meu juízo, o lado favorável da balança pesa muito mais, mas é preciso que o PSDB faça uma escolha anterior ao nome: e ela atende pelo nome de “unidade”. Uma vez conquistada, a solução se torna natural se houver os tais “quereres”. Uma terceira alternativa, esta sim, só tem “contras”: o excesso de demora na escolha, o robustecimento da “hipótese Serra”, a manifestação de algum eventual bolsão de resistência e a desistência. Aí se acabará colhendo um resultado algo ruim do que, hoje, tem enorme potencial positivo.

Na quinta-feira, Aécio e Serra conversaram em São Paulo. Fizeram um balanço da disputa nos Estados, falaram sobre os aliados nesta empreitada de 2014, mas consta que ninguém se estendeu a respeito do assunto — ou por outra: não expressaram com clareza os seus respectivos quereres.

No dia 14 de junho, há a convenção do PSDB. É claro que, até lá, o vice tem de estar definido. O ideal é que essa escolha seja feita bem antes. Reitero aqui uma observação que já fiz: a oposição vive, inequivocamente, um bom momento — e a mais recente pesquisa Datafolha deixa isso claro. Se o segundo turno fosse hoje, Dilma venceria por 47% a 36%. Não é preciso ser bidu para concluir que 11 pontos, a esta altura do campeonato, dado o contexto, não dão ao PT a certeza da vitória — muito pelo contrário. Quando se considera o potencial de crescimento das oposições, o futuro sorri para os petistas muito menos do que eles poderiam imaginar há um ano.

Dilma não precisou se preocupar com o “vice”; vai de Michel Temer mesmo, ainda que este não leve consigo todo o PMDB, como é sabido. Eduardo Campos, do PSB, ao se juntar com Marina Silva, não deixou de marcar um tento politicamente positivo, independentemente do que se possa achar do pensamento da líder do ainda inexistente Rede. Que os tucanos tomem cuidado para que a sua escolha do vice também seja uma operação virtuosa.

Por Reinaldo Azevedo




quinta-feira, 8 de maio de 2014

ACI Digital: Vaticano pede libertação de meninas sequestradas na Nigéria

Documento sin título










NOTÍCIAS DIÁRIAS · www.acidigital.com 










8 de maio de 2014 






Vaticano pede libertação de meninas sequestradas na Nigéria


VATICANO, 08 Mai. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O Vaticano fez hoje um urgente chamado para que se liberte as mais de 200 meninas sequestradas na Nigéria por parte do grupo terrorista muçulmano Boko Haram na noite do dia 14 de abril deste ano.




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MANCHETES DO DIA 











VATICANO 
Papa Francisco: Não fabriquemos obstáculos burocráticos às pessoas que precisam de Deus 
Vaticano pede libertação de meninas sequestradas na Nigéria 
Papa Francisco recebe Karekin II: O martírio de muitos cristãos se converteu em semente de unidade 
Milagre atribuído a Paulo VI mostra que Deus ama a vida desde a concepção, assegura postulador 

MUNDO 
ONU acusa a Igreja de "torturar" as mulheres com seu ensinamento sobre o aborto 
Peregrinos poloneses correram dois mil quilômetros para chegar ao Vaticano 





Católico em Dia 



Evangelho: 





Santo ou Festa: 



Um pensamento: 

Aprova os bons, tolera os maus e ama a todos.

Santo Agostinho 













VATICANO 









VATICANO, 08 Mai. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Durante a missa matutina na Casa Santa Marta, o Papa Francisco exortou aqueles que estão encarregados de administrar os sacramentos a não criar obstáculos burocráticos para dispensar a graça e aproximar as pessoas a Deus, e colocou como exemplo o apóstolo Felipe, que certamente tinha muito que fazer, mas foi dócil ao chamado do Senhor para ir evangelizar o ministro da rainha da Etiópia.

O Santo Padre se referiu à passagem dos Atos dos Apóstolos que destaca as três qualidades cristalinas de um cristão, que são a docilidade ao Espírito, o diálogo e a confiança na graça.
Explicou que a primeira se destaca no momento em que o Espírito manda Filipe interromper suas atividades e ir até a carruagem na qual viajavam, de Jerusalém para Gaza, a rainha dos etíopes e o ministro.

“Ele, Filipe, obedece. É dócil ao chamado do Senhor. certamente deixou de lado muitas coisas que tinha que fazer, porque naquela época, os apóstolos eram muito atarefados na evangelização. Ele deixa tudo e vai. Isto nos mostra que sem docilidade à voz de Deus, ninguém pode evangelizar, ninguém pode anunciar Jesus Cristo. No máximo, pode anunciar a si mesmo. É Deus quem chama, é Deus quem põe Felipe no caminho. E Felipe vai. É dócil”, afirmou o Papa.

Francisco explicou que esta oportunidade de Felipe de ir ao encontro do ministro etíope para anunciar-lhe a Cristo se dá através de um diálogo, e não de um ensinamento que vem do alto, imposto. É um diálogo que o Apóstolo tem o escrúpulo de começar respeitando a sensibilidade espiritual de seu interlocutor, que está lendo, mas sem entender, um texto do Profeta Isaías:

“Não se pode evangelizar sem diálogo, porque se começa justamente de onde é preciso evangelizar. Como é importante o diálogo. ‘Padre, perde tanto tempo com as estórias de todos!’. Deus perdeu mais tempo na criação do mundo, e o fez bem! Perder tempo com a outra pessoa é importante porque é ela que Deus quer que se evangelize, que lhe seja dada a notícia de Jesus”, expressou o Papa.

Indicou que as palavras de Felipe despertam no ministro o desejo de ser batizado e no primeiro riacho que encontram no caminho, assim acontece. Felipe administra o Batismo ao etíope, pondo-o “nas mãos de Deus, de sua graça”. Francisco destacou que o ministro, a sua vez, será capaz de gerar a fé e “talvez isso nos ajude a entender melhor que quem faz a evangelização é Deus”.

“Pensemos nestes três momentos da evangelização: a docilidade para evangelizar, fazendo o que Deus manda; o diálogo com as pessoas, partindo de onde elas estão; e o terceiro: entregar-se à graça, pois ela é mais importante do que toda a burocracia. ‘O que impede que?: às vezes, na Igreja, somos uma fábrica que produz impedimentos para as pessoas chegarem à graça. Que o Senhor nos faça entender isso”, concluiu o Santo Padre.


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VATICANO, 08 Mai. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O Vaticano fez hoje um urgente chamado para que se liberte as mais de 200 meninas sequestradas na Nigéria por parte do grupo terrorista muçulmano Boko Haram na noite do dia 14 de abril deste ano.

Em declarações aos jornalistas na manhã de hoje, o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi, disse que o sequestro das menores é “outra horrível forma de violência” que há tempo caracteriza a atividade deste grupo extremista islâmico na Nigéria.

“A negação a todo e qualquer respeito pela vida e pela dignidade das pessoas, inclusive as mais inocentes, vulneráveis e indefesas – prosseguiu –, requer a mais firme condenação e suscita a mais veemente compaixão pelas vítimas, e o horror pelos sofrimentos físicos e espirituais e pelas inacreditáveis humilhações que lhes são infligidas”, afirmou o porta-voz do Vaticano.

O Padre Lombardi assinalou deste modo que “esperamos e rezamos a fim de que a Nigéria, graças ao empenho de todos aqueles que podem contribuir para este fim, encontre o caminho para acabar com uma situação de conflito e terrorismo odioso, fonte de dores incalculáveis”.

O sequestro e a ameaça do líder do Boko Haram de “vender” as meninas gerou a indignação internacional e a reação de vários esforços de ajuda de países como a China, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha.

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VATICANO, 08 Mai. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira a Sua Santidade Karekin II Patriarca Supremo e Catholicós de todos os Armênios, e lhe recordou o martírio armênio do século XX afirmando que este e outros ocorridos nas últimas décadas fizeram com que as Igrejas vivam um “ecumenismo do sofrimento” e que o sangue dos mártires tenha se convertido em semente para a unidade dos cristãos.

“É uma graça especial poder encontrar-nos aqui, perto do túmulo do apóstolo Pedro e compartilhar um momento de fraternidade e de oração”, expressou o Papa ao líder armênio.

“Quero recordar aqui outra celebração densa de significado na qual Sua Santidade tomou parte: a Comemoração das Testemunhas da Fé do século XX durante o Grande Jubileu do ano 2000. Na verdade, o número de discípulos que derramaram seu sangue por Cristo nos trágicos acontecimentos do século passado é certamente superior ao dos mártires dos primeiros séculos e, neste martirologio os filhos da nação armênia ocupam um lugar de honra”.

“O mistério da cruz, tão amado pelo seu povo, representado nas esplêndidas cruzes de pedra que enfeitam todos os cantos de sua terra, viveram-no inumeráveis filhos como participação direta no cálice da Paixão. Seu testemunho, tão alto como trágico, não deve ser esquecido”, manifestou o Papa.

Nesse sentido, afirmou que “os sofrimentos padecidos pelos cristãos nas últimas décadas também deram uma contribuição única e inestimável à causa da unidade entre os discípulos de Cristo. Como na Igreja antiga o sangue dos mártires se converteu em semente de novos cristãos, assim em nossos dias o sangue de muitos cristãos se converteu em semente de unidade”.

“O ecumenismo do sofrimento, o ecumenismo do martírio, o ecumenismo do sangue é um poderoso convite a caminhar pela estrada da reconciliação entre as Igrejas, com decisões e confiante abandono à ação do Espírito. Sintamos o dever de percorrer este caminho de fraternidade também por débito de gratidão que temos com o sofrimento de tantos irmãos nossos”, expressou.

O Santo Padre também agradeceu a Karekin II seu apoio efetivo ao diálogo ecumênico e, em particular, aos trabalhos da Comissão conjunta para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas ortodoxas orientais, assim como pela notável contribuição teológica nessa sede da Circunscrição de todos os Armênios.

“Rezemos uns pelos outros para que o Espírito Santo nos ilumine e guie para o dia, tão desejado, em que possamos compartilhar a mesa eucarística. E que interceda pelo povo armênio, agora e por sempre, a Toda Santa Mãe de Deus”, culminou Francisco, quem posteriormente foi com Karekin II à capela Redemptoris Mater para rezar juntos.

Os laços entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja de Roma se consolidaram nos últimos anos graças a eventos como a viagem de João Paulo II a Armênia em 2001, a presença do Patriarca no Vaticano em diversas ocasiões como a visita oficial a Bento XVI em 2008 ou o início do ministério de Francisco como Bispo de Roma em 2013.

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VATICANO, 08 Mai. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- “Um milagre acontecido na vida de uma criança dentro do seio materno é algo extraordinário que nos diz que há uma vida aí e que Deus quer protege-la desde a concepção”, explicou o Padre Antonio Marrazzo, postulador da Causa de Canonização do Papa Paulo VI, ao confirmar que só falta a aprovação do Papa Francisco para definir a data da beatificação do Papa Montini.

O postulador confirmou que foi realizada uma reunião dos cardeais e bispos pertencentes à Congregação para as Causas dos Santos no dia 5 de maio, e explicou ao grupo ACI que “agora nos resta esperar que o Prefeito –Cardeal Angelo Amato-, apresente o milagre ao Santo Padre, e que este o aprove e promulgue o decreto para proclamá-lo beato”.

Embora algumas fontes italianas assegurem que a data para a beatificação será o próximo 19 de outubro, não há até o momento uma confirmação oficial do Vaticano. “O Papa é o último juiz nesta causa, ele tem a última palavra. Podemos fazer muitas hipóteses, mas até que o Papa Francisco não promulgue o decreto do milagre, não se pode falar de beatificação”, acrescentou o Pe. Marrazzo. Sendo assim, a data para a beatificação seria escolhida pelo Papa Francisco, pela Secretaria de Estado e pelo Bispado de Brescia, Itália, diocese onde nasceu Paulo VI.

A milagrosa cura dentro do ventre materno

O milagre ocorreu na Florida, Estados Unidos, em 2001 e seu protagonista é uma criança que, na 24ª semana de gestação, encontrava-se em um estado crítico. Exames médicos diagnosticaram a ruptura da bexiga, com ascite, presença de líquido no abdômen, e Oligo-hidrâmnio, ausência de líquido no saco amniótico. Toda tentativa terapêutica resultou ineficaz para resolver a sua situação.

O diagnóstico foi severo. Era muito provável que a criança morresse dentro do útero ou que nascesse com uma insuficiência renal grave. O ginecologista ofereceu à mãe gestante a opção de abortar, mas a mulher não aceitou a proposta.

Seguindo o conselho de um amigo da família e de uma religiosa da Caridade de Santa Maria Bambina, que tinham conhecido o Papa Paulo VI, colocaram sobre o ventre da mulher uma imagem do Pontífice com uma relíquia e invocaram a sua intercessão.

À 34ª semana de gravidez os novos exames demonstraram que o quadro clínico da criança tinha melhorado e no momento do nascimento –um parto por cesárea na 39ª semana–, o bebê demonstrou boas condições e foi capaz de respirar e chorar.

“Foi um milagre em sintonia com o magistério do Papa Paulo VI e a defesa da vida, e muito interessante –continuou o Pe. Marrazzo-, porque nos diz que Deus nos protege desde o seio materno, desde o momento em que a vida começa. Para Deus a vida humana é um valor não manipulável, não descartável, é um valor, porque Deus nos dá um valor”.

Com efeito, o Papa Montini passará à história entre muitas coisas por escrever a Humanae Vitae, a visionária encíclica sobre a defesa da vida e da família. O menino, cujo nome e localização exatos se reservam por questões de privacidade, foi acompanhado durante os últimos anos por médicos especialistas e demonstrou ao longo dos anos um correto desenvolvimento psicofísico e um funcionamento normal de suas funções renais. No dia 12 de dezembro de 2013 a consulta médica da Congregação para as Causas dos Santos confirmou por unanimidade a cura inexplicável, enquanto que no dia 18 de fevereiro o Congresso de teólogos desta congregação reconheceu unanimemente a intercessão do Papa Paulo VI.

Outras graças atribuídas a Paulo VI

Por ultimo, o Pe. Marrazzo assegurou que o Papa Paulo VI continua intercedendo por muitas graças associadas a problemas familiares e de saúde, e as cartas continuam chegando desde todas partes do mundo, especialmente da zona próxima a Concesio, Brescia, a casa onde nasceu o Papa Montini.

“Podemos dizer que Paulo VI continua o seu magistério diário do céu, a causa está avançando da maneira correta, mas não se pode esquecer que é Deus quem faz o milagre, não os santos, eles são os que intercedem diante de Deus”, concluiu.

O Papa Paulo VI, Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini, nasceu em Lombardia em 26 de setembro de 1897 e marcou a história por concluir os trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II, iniciado por São João XXIII, e também pela publicação de sete encíclicas que servem como apoio para a guia da Igreja.

Morreu em Castel Gandolfo, em 6 de agosto de 1978, festa da Transfiguração do Senhor. Espera-se que nos próximos dias o Papa Francisco promulgue a aprovação do decreto que o elevaria aos altares.

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MUNDO 









GENEBRA, 08 Mai. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Diversos organismos criticaram a parcialidade do Comitê das Nações Unidas contra a Tortura, depois da acusação feita em uma de suas audiências contra a Igreja Católica de estar violando uma convenção internacional contra a tortura com o seu ensinamento sobre o aborto.

Ashley McGuire, membro da mesa consultiva do Catholic Voices USA, disse em 6 de maio que “é escandaloso que o Comitê das Nações Unidas contra a Tortura desafie os compromissos da Igreja Católica com a santidade da vida em todas suas etapas”.

O Comitê das Nações Unidas sobre a Convenção contra a Tortura realizou uma audiência com uma delegação da Santa Sé em Genebra, nos dias 5 e 6 de maio.

Cada um dos 155 Estados que fazem parte da convenção, incluído os Estados Unidos, estão obrigados a informar ao comitê das Nações Unidas cada quatro anos, para discutir sobre sua implementação.

O comitê pressionou a delegação da Santa Sé sobre casos de abusos sexuais e de aborto. A vice-presidente do comitê, Felice Gaer, disse que penalizar o aborto em todas as circunstâncias pode violar a convenção contra a tortura.

Para Ashley McGuire, a atitude de Gaer nas audiências “enviou um forte sinal de que ela considera que a posição pró-vida é como uma posição pró-tortura”.

“Dado que a maioria das religiões do mundo defendem perspectivas parecidas sobre o aborto, se o comitê adotasse uma posição oficial contrária, seria um ataque direto contra a liberdade religiosa, e colocaria em risco a credibilidade do comitê e sua missão”.

McGuire questionou também a parcialidade do vice-presidente do comitê, Claudio Grossmanm, citando um relatório do Solidarity Center for Law and Justice, com sede em Atlanta (Estados Unidos), no qual se indicou o anterior trabalho de Grossman em apoio de uma conferência que analisou estratégias para avançar nos “direitos reprodutivos das mulheres”, uma frase que geralmente inclui o aborto.

Grossman também deu ajuda em financiamento e supervisão a um importante defensor do reconhecimento legal de muitas relações pessoais diferentes ao matrimônio tradicional.

Para McGuire, “sua parcialidade ao avaliar a Santa Sé, enquanto se ataca os pontos de vista da Igreja Católica é seriamente questionável”.

Para a integrante do Catholic Voices USA, tanto Gaer como Grossman poderiam estar violando as normas do comitê.

“O óbvio conflito que o presidente e a vice-presidente mantêm não só impacta na credibilidade e reputação de todo o comitê, mas poderia criar um conflito de interesse e poderia cair dentro das próprias regras do Comitê das Nações Unidas para a recusa”.

Por sua parte, o chefe da Missão Observadora Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, em Genebra, Dom Silvano Tomasi, indicou ao comitê em 5 de maio que os estados estão obrigados a proteger e perseguir pessoas em suas jurisdições, e são responsáveis pela justiça que diz respeito a “crimes e abusos cometidos por pessoas sob sua jurisdição”.

A delegação enfatizou repetidamente que a Santa Sé assinou a convenção com a compreensão de que aplica ao território da Cidade Estado do Vaticano, não a toda a Igreja Católica.

“Obviamente, algumas pessoas não estão de acordo com este manifesto porque sentem que a autoridade da Santa Sé se estende às instituições e às pessoas de toda a Igreja Católica”, disse Dom Tomasi em 5 de maio à Rádio Vaticano.

“Entretanto, de um ponto de vista jurídico, isto não é exato e há uma diferença importante que deve ser levada em consideração entre uma responsabilidade jurídica e uma responsabilidade moral, espiritual, pastoral”.

Dom Tomasi indicou que alguns dos questionamentos do comitê assumiam que a Santa Sé é “diretamente responsável” por cada sacerdote e empregado da Igreja no mundo, “o que é obvio, não é assim”.

Outros comitês da ONU foram usados para examinar a atuação da Igreja Católica em matéria de abuso de menores, e se converteram em plataformas para atacar os ensinamentos da Igreja.

Um relatório de fevereiro do Comitê das Nações Unidas sobre Direitos das Crianças usou a discussão da convenção sobre os direitos das crianças para assegurar que o Vaticano “sistematicamente” adotou políticas permitindo que sacerdotes abusem e assediem crianças.
O comitê também usou o relatório para condenar o ensinamento católico sobre a homossexualidade, anticoncepção e aborto, e solicitaram que se mude a doutrina católica a respeito.

Em 2 de maio deste ano, o diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, elogiou os princípios da convenção anti-tortura, ao tempo que advertiu contra a pressão do ONGs com um “forte caráter e orientação ideológica” que estão tentando influenciar tanto no comitê da ONU como na opinião pública.

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ROMA, 08 Mai. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Um grupo de amigos poloneses decidiu correr para chegar a Roma e estar presente na canonização dos santos João Paulo II e João XXIII.

“Não temos nenhuma organização (oficial). Somos amigos”, disse Tomasz Pietnerzak ao Grupo ACI em 27 de abril. “Quando outro amigo propôs ir correndo ao Vaticano. Eu disse ‘está bem, corramos. Vamos!’”.

O grupo de 22 homens, de diferentes idades, correu uns dois mil quilômetros para estar presente nas canonizações. Correram 300 quilômetros por dia.

Pietnerzak confessou que a motivação principal que impulsionou esta iniciativa foi “correr em forma de agradecimento”, e que a palavra “obrigado” foi estampada na parte de trás da camiseta que usaram para correr.

“Corremos porque não podemos fazer nada mais”, explicou o peregrino. Deste modo expressou a sua especial gratidão a São João Paulo II não só porque “é polonês”, mas também porque “mudou o mundo e Polônia”.

A missa de canonização de São João Paulo II e São João XXIII foi celebrada no dia 27 de abril às 9h30 na Praça de São Pedro, onde um grande número de peregrinos lotou as ruas principais e acessórias.


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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

* Estado laico ou estado antirreligioso? Os "tolerantes" intolerantes! | Blog Carmadélio









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* Estado laico ou estado antirreligioso? Os “tolerantes” intolerantes!



“O maior perigo de uma visão da história como um progresso infindável é a combinação tóxica de arrogância e auto-ilusão”. (D.A. Carson)

Antes de começar este texto, uma pequena confissão: sou ateu. Não tenho religião e não acredito em Deus, ao menos não da forma convencional das principais religiões. Além disso, sempre valorizei o estado laico, a divisão entre estado e igreja tão cara a muitos “pais fundadores” americanos, inspirados no Iluminismo.

Dito isso, não posso ignorar que o pêndulo exagerou para o outro lado, como em quase todo o resto. O estado laico passou a se confundir com um estado antirreligioso, e a não intervenção das religiões nas questões estatais deu lugar ao excesso de intervenção do estado em assuntos religiosos.

Já mencionei em alguns textos o livro The Intolerance of Tolerance, do teólogo canadense D.A. Carson. Vou, uma vez mais, usá-lo como fonte de reflexões. Afinal, sua tese tem tudo a ver com o assunto em pauta: os “tolerantes”, em nome de sua “infinita” tolerância (na verdade, aprovação irrestrita), tornaram-se os mais intolerantes, especialmente com os religiosos.

Não é algo novo. Os jacobinos se julgavam detentores da Razão (assim mesmo, com R maiúsculo), e guilhotinaram vários padres, atacaram as igrejas e transformaram Notre Dame no “Templo da Razão”. Mexeram até no calendário. Falavam em nome da “ciência”. O resultado foi o Terror.

O mesmo para seus herdeiros bolcheviques: em nome da ciência, os ateus comunistas aboliram as religiões, e todos tiveram que aderir ao mesmo Deus: o estado. Milhões foram sacrificados no altar da utopia de um “mundo melhor” e da construção do “novo homem”: racional, abnegado, altruísta, e livre do preconceito religioso.

Pois bem: chegamos ao ponto em que o sujeito dizer “God bless you” (Deus lhe abençoe) após um espirro vira caso de justiça. Não pode haver uma cruz em locais públicos, muitos querem tirar a citação de Deus na moeda americana, nenhuma empresa pode mandar cartões com “Feliz Natal” pois pode ser ofensivo para os não crentes, e por aí vai.

A religião passou a ser vista como algo ruim, e em nome da tolerância, os “tolerantes” aceitam a liberdade religiosa, desde que restrita à esfera privada. Em outras palavras, o sujeito pode crer em Deus e em livros sagrados, mas só não pode levar suas crenças para o debate público, para a política, para sua visão moral de mundo.

Isso me parece um tanto absurdo. Afinal, de onde vem nossa moral? Ora, cada um terá uma resposta, e em tempos de relativismo moral exacerbado, vale tudo. Mas o fato é que só podemos desqualificar por completo valores morais advindos das tradições ou das religiões se assumirmos que é possível obter um código de valores morais estritamente racional, científico. Olha o perigo da Razão aí novamente, da “arrogância fatal” (Hayek), da intolerância dos “tolerantes” modernos.

Aborto, por exemplo, pode ou não pode? Alguém realmente pretende responder isso apenas com base na ciência? Boa sorte. Já vi gente inteligente chamar o feto humano de “parasita” usando exclusivamente a lógica. Como disse Karl Kraus, “Refreia as tuas paixões, mas toma cuidado para não dar rédeas soltas à tua razão”.

Os seculares assumem que sua visão moralista é superior, pois calcada na Razão, mas no fundo enfrentam dificuldades igualmente insolúveis para certos dilemas. Afinal, são dilemas morais não é à toa. Acabam sendo seletivos em sua “tolerância” ampla, adotando posturas muitas vezes contraditórias (toleram o chargista que faz desenho “ofensivo” de Maomé ou os muçulmanos intolerantes com tais charges pois não querem se sentir ofendidos?). Defendem uma agenda que se diz neutra, mas nunca o é.

Como estão convencidos de sua superioridade por conta da suposta neutralidade, tornam-se mais intolerantes com o passar do tempo. Assumem que automaticamente a postura secular garante maior tolerância, o que é uma falácia. Conheço ateus extremamente intolerantes (vide ATEA e todos os ateus militantes), e cristãos altamente tolerantes com pontos de vista divergentes.

E chegamos ao ponto central do texto: com essa convicção na própria superioridade, e com essa aversão às religiões (especialmente ao Cristianismo), os seculares acabaram criando não um estado laico, mas um estado antirreligioso sob um novo Deus, que é o próprio estado absolutista. Ele pode tudo, inclusive se intrometer nos assuntos estritamente religiosos.

Exemplo? O casamento religioso e a aceitação de padres gays deveriam ser assuntos decididos somente dentro da própria religião. O que o estado tem com isso? Se uma religião particular não quiser aceitar casamentos de homossexuais, isso não seria um direito seu? Se um bispo católico declarasse alguma pessoa impedida de receber a Comunhão em sua diocese, pelo motivo que fosse, e o estado interferisse, isso não seria uma quebra da separação entre estado e igreja? É intolerante a igreja que age assim dentro de suas próprias crenças, ou o estado que não tolera isso e invade sua liberdade para impor sua visão estreita de mundo?

Outro exemplo? Digamos que um médico cristão, que ainda por cima prestou o juramento de Hipócrates, não aceite, por crença pessoal, praticar a eutanásia ou um aborto. Será que o estado teria o direito de, em nome da “tolerância”, obrigá-lo a agir diferente, contra suas próprias convicções morais? Já há casos em países desenvolvidos, que permitem aborto e eutanásia, onde estas questões foram parar na Justiça, e a tendência é claramente contrária ao direito individual do médico. Pergunto: pode haver algo menos tolerante do que a coerção estatal impedir o direito de um médico de se recusar a “matar um bebê”, sendo esta sua crença mais íntima?

São questões, como podemos ver, bastante delicadas, complexas, que envolvem valores e direitos conflitantes. Haverá uma região cinzenta, principalmente quando crianças estiverem no meio. Pode um pai muçulmano, em pleno Ocidente, impor o uso da burca à sua filha, ou seu direito individual deve falar mais alto? Pode um pai se recusar a aceitar transfusão de sangue para a filha, pois ela é Testemunha de Jeová? E por aí vai.

Teremos, sem dúvida, uma enorme quantidade de casos sem resposta fácil. Mas o que eu gostaria de chamar a atenção, aqui, é dessa tendência cada vez mais intolerante dos modelos seculares, que parecem desejar varrer a religião do mapa, ou ao menos para um cantinho isolado e insignificante da individualidade do sujeito, sem levar em conta que essa crença pode, para ele, ser a coisa mais relevante do mundo, e que ele tem o direito de levar seus valores para o debate no espaço público.

Então, quem é o tolerante e o intolerante nessa confusão toda?

Rodrigo Constantino



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4 thoughts on “* Estado laico ou estado antirreligioso? Os “tolerantes” intolerantes!”

allanscoelho diz:


Gostei do texto do Rodrigo. Realmente muito coerente e conciso.

Maurício Vitor de Uzêda diz:


Sugestão de leitura sobre o tema:

Zoya Dias Ribeiro diz:


Excelentes reflexões e igualmente pertinentes!

Ana Carolina diz:


Caramba, finalmente algo coerente que leio! Sou católica, e já ía dizer sou shallom…rs bom, participo da comunidade. Mas independente de qualquer forma de religião, esta pessoa que não conheço, chamado Rodrigo Constantino que se diz ateu (apesar de achar que ele é a pessoa mais chamada para vivenciar o retiro de carnaval da shallom… o reviver, ou renascer, bom, não sei de onde ele é… eu mesma a convidaria se soubesse!).
Pois bem, é filosofar demais, mas são coisas distintas, estão querendo se meter no lugar que não lhes são de direito, e é triste pensar que eu, mãe destinada a educar o meu filho Rian, com o auxílio do Senhor, terei que também, acatar o que o Estado quer que eu ensine ou siga.

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

[New post] Quem são os pobres dos rolezinhos?




gtmacalossi posted: "Nem só de shoppings vive o rolezinho. Antes deles a inteligência nacional já havia sido vandalizada. A gente observa ao ver fulaninhos teorizando sobre luta de classes quando temos uma balburdia dentro de uma área privada que tem acesso público. Há quem a" 



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Nem só de shoppings vive o rolezinho. Antes deles a inteligência nacional já havia sido vandalizada. A gente observa ao ver fulaninhos teorizando sobre luta de classes quando temos uma balburdia dentro de uma área privada que tem acesso público. Há quem ache que estamos diante de uma manifestação social. Há cretinos que atribuem isso tudo a um "apartheid". Os pobres estariam a se revoltar contra opulência da classe média. Sim, a maldita classe média. Mas de que pobres falam os fulaninhos, muitos deles integrantes da maldita classe média? Sabemos todos que existem os pobres de verdade, aquelas pessoas que, vejam só, também trabalham em shoppings. Mas também há "os pobres", um personagem abstrato criado por certa intelectualidade. "Os pobres" não é o vendedor do McDonalds. "Os pobres" não é a moça que trabalha de faxineira. "Os pobres" não são os seguranças. "Os pobres" não é nem mesmo a senhora que cobra o ticket de estacionamento. Entendam que "os pobres" nunca são aquele monte de gente pobre que trabalha com afinco para dar sustento ao lar. "Os pobres", para os fulaninhos, são grupelhos de bandidos que emprestam ar revolucionário a qualquer vandalismo gratuito.



gtmacalossi | January 13, 2014 at 6:29 pm | Categories: Uncategorized | URL: http://wp.me/p4eVjq-1p












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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

[Novo post] Pizzaria Brasil e as feministas OU A regra 5 de Saul Alinsky “for dummies”




lucianohenrique publicou: " Como publiquei hoje um post falando da ótima palestra de Silvio Medeiros sobre Saul Alinsky, surgiu o gancho para que eu comente um ótimo vídeo do Pizzaria Brasil, que vai ao final deste post. Costumo comentar que a regra 5 ("O ridículo é a arma ma" 



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Como publiquei hoje um post falando da ótima palestra de Silvio Medeiros sobre Saul Alinsky, surgiu o gancho para que eu comente um ótimo vídeo do Pizzaria Brasil, que vai ao final deste post.

Costumo comentar que a regra 5 ("O ridículo é a arma mais poderosa do ser humano") de Saul Alinsky para táticas é uma das mais importantes em todo o seu arsenal.

Todavia, quando falo disso, parte dos leitores torce o nariz - não muitos, atualmente, pois a maioria dos leitores já está acostumada com o ritmo mais pauleira do conteúdo político aqui propagado. Esses que não se acostumaram geralmente dizem: "É Luciano, gostei muito, mas esse negócio de ridicularização simplesmente não dá. É contra os meus princípios!".

Até hoje eu confesso que não consegui entender qual princípio moral seria violado com o ato de ridicularizar alguém. Eu até entenderia que o ato de "ridicularizar alguém fazendo o uso de difamação e inverdades" pode ser criticado facilmente em termos morais. Mas ridicularizar e difamar/mentir são coisas diferentes. Fazer o primeiro não implica no segundo e vice-versa.

Segue minha definição de ridicularização: expor algo como ridículo, aproveitando as facetas ridículas do objeto sob análise. Em suma, não precisamos dizer nenhuma inverdade ao colocarmos alguém ou algo sob ridicularização.

Devemos ir além. Se estamos diante de algo inerentemente ridículo, tratá-lo com pompa e circunstância passa a ser uma mentira. Ou seja, tratamos com dignidade algo que não tem dignidade, e, então, enganamos nossa audiência dando ares de respeitabilidade àquilo que não merece o menor respeito. Ao tratar algo que é digno de ridículo com a postura de um debate acadêmico, estamos dando uma legitimidade àquilo que não tem a menor legitimidade. Logo, estamos sendo intelectualmente desonestos para sermos injustificadamente polidos.

Vamos a um exemplo. Lembremos da proposta (rejeitada) de esquerdistas suíços querendo limitar o salário de executivos a no máximo 10 vezes o que ganha aquele de menor salário na empresa. Agora imagine-se na posição de um acionista de uma organização que vê seu direito de contratar os melhores executivos disponíveis (que poderão ir buscar vagas em outros países) violado por que um bando de vagabundos e invejosos querem limitar o seu direito de pagar aquilo que você quer para ter os melhores profissionais disponíveis! Você vai tratar essa ideia como "um equívoco de julgamento de alguns políticos suíços?". Desculpe-me, mas isso é dar dignidade àquilo que não merece um tratamento digno. Posso dizer até que tratar essa questão na base da piada e da denunciação moral é o básico que devemos fazer se quisermos exprimir o quanto essa proposta é indecente. Eles até deveriam ficar felizes de não estarem sendo respondidos com cuspida na cara ou tapa na nuca (e eu não estou defendendo nenhuma agressão, mas sim entendendo que proposta esquerdista é uma provocação para isso). Assim, ridicularizar o que só merece ser ridicularizado é a forma pela qual damos o tratamento merecido para propostas e ideias torpes, vis, rasteiras, cafajestes, amorais e, é claro, sem o menor senso de ridículo. Ou seja, quase todas as propostas da esquerda.

Por isso, quando eu digo que "devemos tomar a ridicularização como um princípio", faço um desafio à caça de um argumento lógico dizendo que usar esse princípio "é contra X princípios morais". É quando eu retornarei com a pergunta: "Qual princípio moral nos diz que usar a ridicularização, por si só, é amoral?". Digo que está na hora de pararmos com esse pudor injustificado de achar que a expressão "ridicularização", se proferida, em termos de incentivo à sua prática, automaticamente abre as portas do inferno.

Enfim, em resumo, e no papo reto: quando a esquerda faz uso de ridicularização, quase sempre usa de calúnia e difamação. Devolva com ridicularização, mas apontando os fatos, e mostrando o ridículo inerente ao comportamento propagado por eles, assim como às ideias que eles defendem. Se você tiver os fatos em mãos, pode ridicularizá-los em dobro, no mínimo, que você estará plenamente justificado em termos morais.

Mas nada melhor que ver essa teoria na prática, com o vídeo abaixo. Você vai ver que a ridicularização, por si só, não morde, não viola nenhum princípio moral, é intelectualmente honesta e, mais ainda, é a forma mais honesta e racional de tratarmos ideias estupidas, insanas, delirantes e sem o menor senso de ridículo:
















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"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).

Obedeça a Deus e você será odiado pelo mundo.








-O coletivismo é a negação da liberdade, porquanto a sede da liberdade é o indivíduo. Tanto é que a pena mais severa na história da humanidade é a privação da liberdade. A essência da liberdade é una e indivisível e daí a designação do sujeito como "indivíduo".

Aluízio Amorim

Filósofa russa Ayn Rand :



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”



Ayn Rand nasceu em São Petersburgo em 1905