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sábado, 24 de maio de 2014

NÃO FALTAVA MAIS NADA: PF descobre que autor de ameaça de morte ao ministro Joaquim Barbosa é membro de uma Comissão de Ética do PT!!!! | Ricardo Setti - VEJA.com













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23/05/2014 às 19:00 \ Política & Cia

NÃO FALTAVA MAIS NADA: PF descobre que autor de ameaça de morte ao ministro Joaquim Barbosa é membro de uma Comissão de Ética do PT!!!!


Joaquim Barbosa, presidente do STF, é ameaçado de morte por petistas devotos (Foto: Joel Rodrigues/Frame/Estadão Conteúdo)


Publicado originalmente em 14 de maio de 2014 às 19h45.















“UM TIRO NA CABEÇA”

A Polícia Federal identifica um dos autores das ameaças de morte a Joaquim Barbosa, presidente do STF. É um integrante da Comissão de Ética do PT. E agora?

Texto de Robson Bonin, com reportagem de Hugo Marques, publicado em edição impressa de VEJA

Desde que o julgamento do mensalão foi concluído, em novembro doano passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, tornou-se alvo de uma série de constrangimentos orquestrados por seguidores dos petistas condenados por envolvimento no maior escândalo de corrupção da história.

A chamada “militância virtual” do PT, treinada pela falconaria do partido para perseguir e difamar desafetos políticos do petismo na internet, caçou Barbosa de forma implacável. O presidente do Supremo sofreu toda sorte de canalhice virtual e foi até perseguido e hostilizado por patetas fantasiados de revolucionários nas ruas de Brasília.

Os ataques anônimos da patrulha virtual petista, porém, não chegavam a preocupar Barbosa até que atingiram um nível inaceitável. Da hostilidade recorrente, o jogo sujo evoluiu para uma onda de atos criminosos, incluindo ameaças de morte e virulentos ataques racistas.

Os mais graves surgiram quando Joaquim Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. Disparadas por perfis apócrifos de simpatizantes petistas, as mensagens foram encaminhadas ao Supremo.

Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”.

Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”.

Temendo pela integridade do presidente da mais alta corte do país, a direção do STF acionou a Polícia Federal para que apurasse a origem das ameaças. Dividida em dois inquéritos, a averiguação está em curso na polícia, mas os resultados já colhidos pelos investigadores começam a revelar o que parecia evidente.

O homem que desejava atentar contra a vida do presidente do Supremo usava um computador de Natal (RN) e o codinome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira. Os agentes federais descobriram que o nome verdadeiro do criminoso é Sérvolo de Oliveira e Silva – um autêntico representante da militância virtual petista, mas não um militante qualquer.



Sérvolo de Oliveira agora diz que não queria matar, embora, para ele, o ministro mereça morrer (Foto: VEJA)



Além de admirador de José Dirceu e Delúbio Soares e um incentivador do movimento “Volta, Lula”, o cidadão que alimenta o desejo de ver uma bala na cabeça do presidente do STF é secretário de organização do diretório petista de Natal e membro da Comissão de Ética do partido noRio Grande do Norte.

Também é conselheiro do vereador petista Fernando Lucena na Câmara de Natal e atua como agitador sindical nas greves e movimentos da CUT no estado. Apesar de ainda exercer oficialmente todas essas funções, Sérvolo sumiu da cidade e o “Botocudo” saiu do ar.

Em fevereiro, mês em que passou a ser investigado pela Polícia Federal, o petista disse a amigos que precisava resolver “questões pessoais” e que iria passar um tempo em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Na Câmara, um colega do petista disse que algo o preocupava: “Ele ainda viajou com a gente em fevereiro, numa atividade do sindicato em Mossoró, mas depois disse que não estava bem, estava meio depressivo, e precisava dar um tempo”. No seu perfil verdadeiro na internet, Sérvolo informa que está em Foz do Iguaçu.

Procurado, o presidente do PT em Natal, Juliano Siqueira, admitiu que o investigado é seu secretário. Mas, seguindo o procedimento-padrão dos petistas em casos assim, tentou logo se distanciar do assistente enrolado: “Esse cara apareceu aqui no começo do ano. Mandaram de Brasília. Mas nem sei quem é. Sou presidente, não me relaciono com os secretários”. Na sala que o petista usava na sede do partido, um funcionário informou que ele havia tirado uma licença para cuidar de “assuntos pessoais”.

Localizado por VEJA, Sérvolo de Oliveira confirma que, de fato, foi o autor da ameaça, mas alega que não pretendia matar o ministro do Supremo, embora, segundo diz, ele mereça morrer.

“Quando eu vi como trataram o julgamento do caso no STF, realmente me irritei. Quando falei do tiro na cabeça, eu estava lembrando do PC Farias. A burguesia brasileira age assim. Mas eu sou do candomblé, não tenho coragem de matar ninguém. Até porque, vamos pensar: se eu quisesse matar mesmo, apesar de ele merecer, eu não iria fazer umaameaça de morte na internet. A única coisa de que me arrependo foi ter xingado a mãe dele”, afirma.

O comportamento do petista, segundo a lei, se encaixa no artigo doCódigo Penal que trata do crime de ameaça e pode render uma pena de até seis meses de prisão.

A Polícia Federal instaurou outro inquérito para apurar agressões contra Joaquim Barbosa. Esse último investiga também a prática de incitação ao crime. O Ministério Público Federal determinou à polícia que descubra a identidade do militante virtual que está convocando membros e correligionários do PT a atentar contra a vida do presidente do STF.

Na internet, o investigado atende pelo nome de Antonio Granado. A polícia ainda não sabe se essa é a identidade verdadeira do investigado, mas está adotando os procedimentos para descobrir. Já sabe que as ameaças partiram de um computador em Brasília e que o criminoso tem entre os convivas que compartilham com ele a campanha para matar o ministro deputados e dirigentes do PT e do PCdoB.

Na semana passada, Joaquim Barbosa cancelou a autorização de trabalho externo de dois condenados do mensalão, concedidas, segundo ele, à revelia da lei, e também estuda transferir Dirceu, Genoino e Delúbio para um presídio federal, diante das sucessivas provas de que eles são tratados com mordomias e privilégios ilegais na penitenciária do Distrito Federal.

O ministro deve ficar atento.A militância virtual vai se irritar ainda mais.

Talibãs à solta


Rede de difamação — o petista Rodrigo Grassi foi detido depois de provocar o senador Aloysio Nunes (à dir.): “é um cafajeste”, diz o senador (Foto: Agência Senado)



Texto de Adriano Ceolin

Ameaça de morte, até onde se sabe, não está prevista na cartilha oficial que regulamenta o comportamento da militância virtual do PT. Constranger e difamar adversários e aqueles que são considerados inimigos do partido, porém, é uma missão. Em abril passado, o ministro Joaquim Barbosa caminhava em direção ao seu carro numa rua em Brasília.

Ele foi abordado na saída de um restaurante e começou a ouvir insultos, xingamentos e palavras de ordem. A cena, como manda a cartilha, foi registrada pelo celular do petista Rodrigo Grassi e distribuída pelas redes sociais e blogs financiados pelo partido. Barbosa não reagiu e entrou no carro sem dizer uma palavra.

Lotado como assessor no gabinete da deputada Erika Kokay (PT-DF), onde recebia um salário de 4 800 reais, o militante foi demitido. Mas nada a ver com o ataque ao ministro. Por um descuido, Grassi se autodenunciou ao postar fotos dele num show de rock. Ele estava se divertindo no Rio de Janeiro quando deveria estar trabalhando em Brasília.

Na semana passada, o petista atacou de novo. O alvo desta vez foi o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Apesar de não ter credencial para atuar como jornalista, ele entrou no Congresso e, por mais de uma hora, ficou à espreita do tucano.

Ao perceber a aproximação do senador, ligou a câmera do celular e começou a interpretar o papel de um jornalista. Primeiro, questionou sobre a importância das CPIs. Aloysio Nunes respondeu com paciência. Depois, afirmou que o PSDB, em São Paulo, “enterrou setenta CPIs”.

O parlamentar começou a responder, mas foi interrompido: “E o suposto envolvimento do senhor?”, provocou. O tucano reagiu, xingou pesado e chamou o petista de “cafajeste”. Rodrigo Grassi acabou detido pela polícia do Senado ao jogar uma garrafa de plástico na direção do senador.




segunda-feira, 28 de abril de 2014

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27/04/2014 às 19:40 \ Política & Cia

CARLOS BRICKMANN: me engana que eu gosto



Notas da coluna de Carlos Brickmann, publicadas hoje em vários jornais

Engane-me, eu gosto

O deputado goiano Carlos Alberto Lereia, do PSDB, amigo de fé e irmão camarada do bicheiro Carlinhos Cachoeira – tão próximo que Cachoeira lhe forneceu a senha de seu cartão de crédito – teve o mandato suspenso por 90 dias, por conduta inconveniente. Foi condenado por impressionante maioria: 353 a 26.

Na prática, Lereia perde oito dias de trabalho em maio (dois por semana, quarta e quinta), e três em junho (aí começa a Copa). Em julho há recesso. Em agosto o nobre parlamentar reassume suas funções. É campanha; o Congresso funcionará duas semanas, no total, em agosto e setembro. Lereia receberá por 60 dias e trabalhará quatro, se não faltar.

É o último sofrimento de sua punição.

Ludibrie-me, aprecio

O ex-presidente Lula disse que está “por fora” do caso de Pasadena. É evidente que Lula não sabia de nada. O negócio foi feito quando ele era presidente da República. A Petrobras, maior estatal do país, era dirigida por Sérgio Gabrielli, seu homem de confiança. A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, era diretora de Gás e participante da reunião que decidiu a compra da Refinaria de Pasadena. A presidente do Conselho era a ministra Dilma Rousseff, tão próxima a Lula que ele a indicou para sucedê-lo na Presidência.

Não podia saber, mesmo!

Me iluda que amo

Já que o deputado André Vargas, do PT paranaense, não quer renunciar ao mandato, o PT ameaça expulsá-lo. Onde já se viu manter no partido um político amigo de um doleiro? É comovente tamanhapreocupação ética. De acordo com o artigo 231 do Estatuto do PT, deve ser expulso o condenado por crime infamante ou práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado.

Delúbio, José Dirceu e Genoíno, presos, com sentença transitada em julgado, continuam no partido. E Vargas, que nem a processo responde, seria expulso?

Tags: André Vargas, Carlinhos Cachoeira, Carlos Alberto Lereia, Carlos Brickmann, Delúbio Soares, Dilma Rousseff, Graça Foster, José Dirceu, José Genoino, Pasadena, Petrobrás


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27/04/2014 às 18:26 \ Política & Cia

Lula passa a noite no hospital Sírio-Libanês por causa de labirintite



Por Beatriz Bulla e Eulina Oliveira, do jornal O Estado de S. Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve neste sábado, 26, uma crise de labirintite, e passou a noite no hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

A informação consta da página de Lula na rede social Facebook.

Conforme a nota, publicada por volta das 13h, o problema já foi superado, e Lula encontra-se bem, descansando em sua residência em São Bernardo do Campo (SP).

Em nota divulgada na tarde deste domingo, 27, o hospital Sírio-Libanês informou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi “liberado para a realização de suas atividades normais” a partir de hoje, depois de receber alta nesta manhã.

De acordo com o hospital, os exames realizados por Lula apresentaram resultados “dentro da normalidade”.

As equipes médicas que acompanharam a internação de Lula foram coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho e Milberto Scaff.

Tags: Hospital Sírio-Libanês, labirintite, Lula, O Estado de S. Paulo


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27/04/2014 às 18:06 \ Política & Cia

SARDENBERG: Governo tenta ganhar a inflação no “braço”, mas está perdendo. Com o que concordam os economistas — e o povo



Quando todo mundo acha que os preços vão subir… eles acabam subindo (Ilustração: O Globo)

A INFLAÇÃO DO POVO E A DOS ECONOMISTAS

Artigo de Carlos Alberto Sardenberg publicado na excelente seção de Opinião de O Globo


Carlos Alberto Sardenberg

Em fevereiro deste ano, o Datafolha perguntou em uma de suas pesquisas nacionais: você acha que a inflação vai aumentar ou vai cair?

“Vai aumentar” responderam 59% dos entrevistados. Já mostrava uma expectativa negativa .

No mesmo mês, analistas de fora do governo, consultados pelo Banco Central, estimavam que a inflação chegaria ao final deste ano em 5,9%, medida pelo IPCA, índice do IBGE. Não chegava a ser uma novidade, pois a média de inflação nos últimos anos tem ficado em torno dos 6%. Mas continuava sendo um número alto, considerando que a meta oficial é de 4,5%, podendo ir até 6,5%, na margem de tolerância.

Vamos para abril. O Datafolha fez a mesma pergunta. E nada menos que 65% disseram que a inflação vai aumentar. Uma alta de seis pontos percentuais.

O BC, como faz toda semana, consultou novamente os analistas. No último dia 17, eles elevaram a previsão de inflação para este ano para 6,51%, conforme mostra Boletim Focus [resultado de estudos e projeções de dezenas de instituições do mercado], que pode ser acompanhado no site do BC. É só um pouquinho acima do teto da meta (a margem de tolerância), mas o movimento tem sido de alta direto. Além disso, é a primeira vez no ano que passa do teto.

Logo, especialistas e povo têm a mesma expectativa. Os economistas não acreditam que a alta de juros promovida pelo Banco Central e a promessa de corte de gastos do governo farão o efeito de bloquear a inflação. As pessoas ou os eleitores não acreditam nas repetidas afirmações da presidente Dilma, do ministro Mantega e do presidente do BC, Alexandre Tombini, segundo os quais o governo vai derrubar o IPCA.

Do ponto de vista técnico, se diz que o BC não está conseguindo “ancorar” as expectativas. No regime de metas, é meio caminho andado quando o mercado acredita que a “autoridade monetária” está mesmo empenhada em colocar a inflação no alvo e tem instrumentos e autonomia para fazer isso. No caso, autonomia para elevar os juros o quanto for necessário. O mercado acha o contrário, neste momento, e opera, negociando taxas de juros, por exemplo, na expectativa de que a inflação é alta e resiliente.

De ponto de vista da população, vale a experiência de compras. Índice de inflação de 6% é uma média entre preços que sobem e caem. Tem cigarro e cerveja no índice. Se você não fuma nem bebe, não percebe a inflação desses itens. Ocorre que estão subindo mais, bem acima da média, preços de itens que afetam todo mundo: comida e serviços em geral, desde corte de cabelo a mensalidade escolar. E mais recentemente, tarifas de energia elétrica e de transporte público.

Até chegaram a cair preços de alguns eletrodomésticos, por causa da demanda mais fraca e do crédito mais difícil. Muitas pessoas perceberam, mas você não compra geladeira todo ano. Já supermercado e salão de beleza…

Nesse ambiente, acontece algo muito conhecido: quando todos acham que a inflação vai subir… ela sobe.

O empresário trata de colocar no preço a expectativa de alta. Os sindicatos começam a pedida salarial de 7% para cima. Se o mercado está aquecido, o prestador de serviço eleva seus preços mais frequentemente.

A persistência da inflação relativamente alta vai incomodando aos poucos. A pessoa está empregada, com salário em dia, mas toda semana vê que algo ficou mais caro. O dono do negócio, a um determinado momento, não sabe mais que preço estimar – e dá uma parada. O próprio governo vai ficando incomodado, pois seus integrantes percebem que precisam elevar alguns preços e salários.

A sensação de desconforto econômico se transforma em disposição de voto contra o governo. Esse é o maior risco para a presidente Dilma, além, claro, do caso Petrobrás: entrar na campanha em ambiente inflacionário.

Mas, pergunta o leitor, não seria possível combater e derrubar essa alta de preços? Sim, é possível, mas como o governo errou na política econômica, colhendo inflação alta e crescimento baixo, e como tolerou por muito tempo o ritmo elevado dos preços, o remédio necessário é cada vez mais amargo. E de efeitos demorados.

Trata-se de juros ainda mais altos e de um forte corte nos gastos públicos, atitudes politicamente negativas e nas quais, a rigor, a presidente Dilma e o ministro Mantega nem acreditam.

Por isso, tentam controlar alguns preços “no braço” e ganhar a batalha das expectativas no grito. Toda hora repetem que a inflação está sob controle. Mas não é o que dizem os analistas e o povo, numa rara combinação.



Tags: Banco Central, corte de gastos públicos, Datafolha, Dilma Rousseff, Guido Mantega, IBGE, inflação, IPCA, juros, pesquisa Focus, preços, sindicatos


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27/04/2014 às 17:14 \ Política & Cia

VÍDEO: Máquina incrível, que realiza com simplicidade uma tarefa dificílima. Ou então…



Este post é dica do amigo do blog Heraldo Palmeira


Uma máquina extremamente criativa e simples ao mesmo tempo faz com destreza o que muitos de nós não conseguem. Será???



A coisa que eu mais admiro é uma ideia simples. A simplicidade realmente é encantadora.

Imagine a economia de espaço para se ter uma engenhoca dessas, e a rapidez com que ela cumpre sua função. Ideal para os tempos modernos, onde a falta de espaço é quase um padrão para a sociedade.

Veja com seus próprios olhos.




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27/04/2014 às 16:00 \ Tema Livre

O enigma do capitão Bellini: talvez o futebol tenha sido responsável pela doença que carregou em seus anos finais até a morte



Não era raro o elegante Bellini, retratado aqui em 1961, sair de campo com a cabeça sangrando, resultado do encontrão com adversários

O enigma do capitão Bellini

Pesquisadores estudam o cérebro do homem que ergueu a Jules Rimet para determinar a doença que o matou. A suspeita: ele não sofria de Alzheimer, e sim de um distúrbio neurológico associado aos esportes mais violentos

Reportagem de Natalia Cuminale, publicada em edição impressa de VEJA

A memória do zagueiro Hideraldo Luís Bellini — um dos fundadores da nacionalidade brasileira, com o gesto de erguer a Jules Rimet acima da cabeça, na Copa de 1958 — começou a falhar em 1998, quando ele estava com 68 anos, durante a gravação de um comercial para a televisão.

Bellini não conseguiu decorar um texto de míseras quatro linhas. “A partir daí, passei a prestar atenção e percebi que ele esquecia tarefas simples do cotidiano”, conta Giselda, mulher do jogador. “Se pedia que fizesse uma compra pequena no mercado, de cinco itens, por exemplo, ele voltava sem pelo menos dois produtos.” O diagnóstico médico, por exclusão, foi Alzheimer.

Nos dezesseis anos seguintes, a doença levou embora datas, nomes, rostos e lembranças. Completamente alienado do mundo e de si próprio, o elegante Bellini morreu aos 83 anos, em 20 de março último, de falência respiratória.

Neurologista do zagueiro desde 2008, o pesquisador Ricardo Nitrini desconfia, no entanto, de que seu paciente possa ter sido vítima de um distúrbio de sintomas muito semelhantes aos do Alzheimer, a encefalopatia traumática crônica. Mais comum entre jogadores de futebol americano e hóquei, lutadores de boxe e de MMA, a doença está associada a concussões frequentes na cabeça.

Como a diferenciação entre a encefalopatia e o Alzheimer só pode ser feita por meio da análise anatomopatológica, a família doou o cérebro de Bellini ao banco de encéfalos humanos, da Universidade de São Paulo, um dos maiores do mundo, do qual Nitrini é um dos diretores.

Hoje, fatias e fragmentos da massa encefálica do jogador estão guardados em lâminas de microscópio e freezers a 80 graus negativos, entre outros 3 000 cérebros. A causa da morte do capitão da seleção de 1958, que fez história também no Vasco e no São Paulo, deve ser definida até junho.


O cérebro de Bellini foi doado ao banco de encéfalos humanos da USP, um dos maiores do mundo (Foto: Alexandre Schneider)

A suspeita de que Bellini tenha sido acometido pela encefalopatia traumática crônica está baseada em seu estilo de jogo. Com 1,82 metro, o zagueiro usava e abusava das jogadas aéreas. “Atleta de forte impulsão, ele foi um dos melhores cabeceadores que o Brasil já teve”, diz José Macia, o hoje treinador Pepe, ex-­Santos e seleção.

Quando Bellini entrava em campo, as concussões eram frequentes. A quantidade de cabeçadas dadas por ele ultrapassava em cerca de 30% as cinco que um jogador sem o perfil de Bellini costuma dar em uma única partida. Além disso, até a década de 80 as bolas eram feitas de couro e, em dias de chuva, chegavam a pesar mais de meio quilo — hoje, graças aos avanços tecnológicos, elas estão bem menos suscetíveis à absorção de água, e portanto mais leves.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Tags: cérebro, encefalopatia traumática, futebol, futebol americano, Hideraldo Luís Bellini, medicina, Universidade de São Paulo


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27/04/2014 às 15:00 \ Tema Livre

MUNDO LOUCO: candidata a Miss Canadá é desclassificada porque nasceu homem



A modelo Jenna Talackova, ex-Walter: vai ou não concorrer a Miss Canadá? (Foto: inquirer.net)

Publicado originalmente em 9 de abril de 2012.



Tudo ia muito bem para a loura Jenna Talackova, modelo de passarela de medidas perfeitas e candidata, pela cidade de Vancouver, ao concurso de Miss Canadá, primeiro passaporte para a disputa do Miss Universo.

Para os que acompanhavam os bastidores do certame, ela era uma das favoritas – até que um dos integrantes da organização descobriu que ela passara por uma cirurgia de mudança de sexo. Aí a coisa complicou e lhe negaram inscrição.

“Ela se sente como uma mulher de verdade e é uma mulher de verdade”, disse o diretor do concurso, Denis Dávila, “mas as normas [do concurso] estabelecem que as aspirantes ao título devem ter nascido mulheres”.


Jenna exibe suas formas à beira de uma piscina: “Sou mulher. Não desejo que nenhuma outra mulher sofra a discriminação por que passei”

A história de Jenna é como a de tantos outros transexuais. Aos 4 anos de idade, já exteriorizava aos pais que se sentia uma menina. Tratada por uma equipe de médicos e psicólogos, a partir dos 14 anos começou a passar por terapia hormonal e aos 19 – há quatro anos, portanto – finalmente realizou a operação de “reassignação de sexo”.

A recusa da direção do concurso – que integra o grupo de empresas do bilionário norte-americano Donald Trump – provocou um grande movimento de protesto. Jenna, para começo de conversa, é considerada mulher pelo Estado canadense – traz o sexo feminino em seu passaporte. “As leis do Canadá estão acima das normas de qualquer certame e elas proíbem de forma expressa que alguém seja discriminado por ser transexual”, disse seu advogado, Joseph Arvay.

A própria candidata afirmou: “Sou uma mulher. Fiquei devastada com a decisão e achei injusta a razão de minha exclusão”. E acrescentou: “Gostaria que o sr. Trump dissesse claramente que essa regra injusta será eliminada, porque não desejo que nenhuma outra mulher sofra a discriminação por que passei”.


Jenna com a advogada Gloria Allred: “Minha cliente nunca pediu para o sr. Trump exibir seus genitais” (Foto: Reuters)

A supercombativa advogada feminista norte-americana Gloria Allred entrou na briga, a direção do concurso foi bombardeada pelas redes sociais, houve protestos de organizações de gays, lésbicas e transexuais, ONGs de direitos humanos reclamaram, um site de transgênero recolheu 50 mil assinaturas de protesto – e por aí vai.

A direção do concurso recuou, afirmando, em nota, que “permitirá a Jenna competir, desde que prove cumprir os requisitos legais de gênero existentes no Canadá e as normas estabelecidas por outras competições internacionais”.

A advogada Allred provocou Trump, dizendo que sua cliente jamais pediu para ver os órgãos genitais de Trump ou para provar que nasceu homem. O bilionário não deixou por menos, referindo-se, desbocadamente, a sua masculinidade: “Acho que Gloria ficaria muito, muito, mas muito mesmo impresssionada com minhas credenciais”. Mas assegurou, de todo modo, que o concurso “vai seguir a lei”. Jenna, portanto, poderá concorrer.

Ela, que recebeu o nome de “Walter” quando nasceu, mantém o suspense e não diz se vai ou não participar.

Jenna virou celebridade instantânea, e neste domingo concedeu entrevista à veterana e famosa jornalista americana Barbara Walters, da rede de TV ABC.

Veja o site do concurso.

Tags: Donald Trump, Gloria Allred, Jenna Talackova, miss, Miss Universo,transexuais


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27/04/2014 às 14:00 \ Tema Livre

VÍDEO PARA ENCANTAR: No inverno ou no verão, as belezas da natureza na Noruega



Aventuras na Noruega

Inverno gelado, neve caindo, e termômetros que não sobem de jeito nenhum além de 0°C, ou o sol que não se põe até meia-noite, provocando as mágicas luzes e sons da aurora boreal.

A paisagem é linda, e para quem gosta de frio, é um prato cheio: a Noruega fica muito, mas muito perto mesmo do Círculo Polar Ártico, e é conhecida como a capital mundia da aurora boreal.

E não é só de frio que vive norueguês – nem turista na Noruega: no verão, tem a pesca, atividades de canoagem e o permanente desfrute de uma paisagem espetacular, o que inclui os famosos fiordes cobertos de verde.

Isso é o que nos mostram os cineastas da Level 4, uma produtora de time-lapses que criou o vídeo Boreal Opplevelser – Winter, encomendado pela Boreal Opplevelser AS. Confiram:



VEJAM TAMBÉM:

EM FOTOS tiradas do espaço, maravilhas e mistérios da Terra, o nosso planeta

Fotos do espaço: um espelho da nossa extraordinária pequenez

Espante-se com os hotéis mais loucos do mundo

Vídeo espetacular: A Terra vista do céu, como se você estivesse parado e ela, girando

Uma pausa nas notícias chatas: fotos estupendas do astronauta-poeta

Impressionante: fotógrafo passa uma semana tirando 16.500 fotos da Via Láctea para criar um dos vídeos mais bonitos do ano

Tags: "Boreal Opplevelser - Winter", Aurora boreal, Círculo Polar Ártico, Level 4,Noruega, time-lapses


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26/04/2014 às 19:00 \ Política & Cia

Roberto Pompeu de Toledo: André Vargas é exemplo acabado da mutação genética do espécime chamado “petista”



André Vargas e o gesto que já virou hábito: levantar o braço como na velha saudação comunista — no caso, para provocar Joaquim Barbosa (Foto: Agência Câmara)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

“Vou atuar”



Quando o amigo doleiro Alberto Youssef desabafou, exasperado e súplice, “Tô no limite. Preciso captar”, segundo diálogos registrados pela Polícia Federal e revelados por VEJA, o deputado André Vargas respondeu, resoluto: “Vou atuar”.

André Vargas, do PT do Paraná, até há pouco vice-presidente da Câmara dos Deputados, já se celebrizara pelo gesto de levantar o braço, como provocação ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sentado a seu lado.

Ao gesto agora acrescentava uma divisa, na forma de uma sentença tão curta quanto prenhe de pesporrência (bela palavra; o colunista agradece ao deputado a oportunidade de usá-la): “Vou atuar”.

André Vargas é exemplo acabado da mutação genética do espécime chamado “petista”. Ele nasceu em Assaí, perto de Londrina, no Paraná, um mês antes do golpe de 1964. Tem 50 anos, portanto, e entrou no PT aos 26, em 1990.

Gloriosos tempos esses. O PT era a estrela que apontava para uma sociedade mais justa e costumes renovados na política brasileira. Quando se tornou poderoso, o PT passou a qualificar de “udenistas” os adversários que o atacam com a arma da moral e dos bons costumes.

Naquele tempo a UDN ressurreta era o PT. Seu empenho foi decisivo para a derrubada do presidente Collor, em 1992. Nada mais atraente para um jovem idealista do que um partido como esse. (Suponhamos que André Vargas tenha sido um idealista; é o que de melhor podemos fazer por ele.)

Sua ascensão foi rápida. Em 1991, já era membro do diretório municipal de Londrina. Em 1997, deixou-o para instalar-se em Brasília, como chefe de gabinete do deputado Nedson Micheleti.

Quando se dá a mutação de um jovem idealista para um “Vou atuar”?

Os fenômenos da evolução são infelizmente infensos a respostas com o grau desejável de precisão. No caso, Brasília talvez tenha contado. Com certeza poder e dinheiro contam.

Em 1998, Vargas trabalhou na campanha dos candidatos Paulo Bernardo, do PT, a deputado federal, e Antônio Carlos Belinati, do PSB, a esta­dual. Era uma estranha dobradinha. O parceiro de Paulo Bernardo, o atual ministro das Comunicações, era filho de Antônio Belinati, três vezes prefeito de Londrina, o qual em tantas se meteu que teve o mandato cassado, em 2000, e chegou a ser preso.

Na campanha envolveu-se o agora famoso Youssef, e foi nessa ocasião, segundo o jornal O Globo, que Vargas o conheceu. A campanha resultou em escândalo; para alimentar a do filho, segundo investigações, papai Belinati desviou dinheiro da prefeitura.


Os amigos de Vargas: primeiro, Paulo Bernardo e Antônio Carlos Belinati. Agora, Alberto Youssef (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O dinheiro começava a passar por perto do nosso suposto jovem idealista. Não por acaso, era uma época em que o PT começava a acumular poder. Em 2000 ganhou a prefeitura de São Paulo, com Marta Suplicy, e a de Londrina, com Nedson Micheleti, o deputado do qual Vargas fora chefe de gabinete. No ABC paulista, o mais antigo feudo petista, Celso Daniel foi eleito pela terceira vez.

O caldo de cultura que transforma o idealismo em “Vou atuar” estava formado. Celso Daniel foi morto dois anos depois. Nedson Micheleti, ao fim de dois mandatos de prefeito, seria condenado por improbidade administrativa. André Vargas, enquanto isso, empreendia a irresistível ascensão que o levou de vereador em Londrina a deputado estadual e, em 2006, a federal.

Distinguiu-se, nessa qualidade, pelas posições ultrapetistas de defesa dos mensaleiros e do controle da imprensa. Essa era sua face pública. Nos bastidores, atuava. As entranhas de seu mundo começaram a vir a público no fatídico dia em que Youssef lhe forneceu um jatinho para viajar com a família para João Pessoa.

Que quer dizer “vou atuar”?

O diálogo em questão sugere que seja em favor de gestão junto ao Ministério da Saúde para a conclusão de falcatrua envolvendo um laboratório de propriedade do doleiro. É razoável supor que essa seja uma de muitas atuações. E André Vargas não está sozinho.

O caso Petrobras, como último e culminante de uma série, revela quantos outros atuam. O espécime petista, tal qual conformado pela mutação sofrida, em simbiose com uma base aliada que no geral nem precisou mudar – já nasceu assim -, fez do Estado brasileiro um mar nunca dantes visto de atuações.

Pobre Dilma. Seu governo está bichado.

A corrupção generalizou-se a ponto de ser parte sem a qual o sistema não sobrevive. E ainda tem a economia. E ainda tem a incompetência. Seu governo faliu.

Tags: Alberto Youssef, André Vargas, Antônio Carlos Belinati, Câmara dos Deputados, corrupção, Dilma Rousseff, Joaquim Barbosa, Ministério da Saúde,Paulo Bernardo, Roberto Pompeu de Toledo, Supremo Tribunal Federal


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26/04/2014 às 18:00 \ Música no Blog

Filarmônica Russa desbrava território alheio: tango em Moscou



A Filarmônica Russa faz uma apresentação do tango peculiaríssimo do grande Astor Piazzolla com destaque para os dançarinos Inna Svechnikova e Dmitry Chernysh.



Tags: dança, Filarmônica Russa, música, Rússia, tango


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26/04/2014 às 17:00 \ Política & Cia
A charge de SPONHOLZ: raPTos




Tags: Petrobrás, PT, ratos


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Tema Livre
RACHEL SHEHERAZADE garante: “não fujo de briga”

segunda-feira, 21 de abril de 2014

REYNALDO-BH: “Tenho asco pela figura política de José Dirceu, mas ele não pode ter seus direitos desrespeitados como presidiário. Ele está recebendo uma pena adicional a que não foi condenado”



Ricardo Setti - VEJA.com














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19/04/2014

às 19:00 \ Política & Cia

REYNALDO-BH: “Tenho asco pela figura política de José Dirceu, mas ele não pode ter seus direitos desrespeitados como presidiário. Ele está recebendo uma pena adicional a que não foi condenado”






Direitos são de todos — até de José Dirceu. (Foto: Eliária Andrade/Agência O Globo)


A jornalista Eliane Cantanhêde publicou no dia 17 de abril, na Folha de São Paulo, um artigo dirigido ao ministro Joaquim Barbosa, onde pede que se dê a José Dirceu o que lhe é devido. Lemos que os amigos e parentes de Dirceu estão preocupados com o estado físico e depressivo do chefe do bando. Até um ator histriônico veio em socorro do mensaleiro.


Eliane assina como cidadã. E eu assino embaixo.


Nenhuma outra figura política desta republiqueta bolivariana de “esquerda” me causa tanto asco como José Dirceu. Tenho meus motivos, sólidos e eternos. Não sou justiceiro. Não sou incoerente. Não sou – ou tento não ser – cínico.


José Dirceu tem direito ao trabalho externo que pleiteia. A tentativa anterior de trabalhar em um hotel – de propriedade no mínimo suspeita – ficou para a história. O que o réu condenado requer é um direitogarantido pelas leis do país.


José Dirceu é um ícone? Sim, para o bem ou para o mal. Representa aaplicação da lei acima de poderes totalitários. E isso é bom. É um ícone do destempero e destemor com que montou o maior plano de tomada de poder através de um esquema fraudulento, criminoso e corrupto.


Não se pede liberdade para o condenado. Pede-se o que a lei dá aos outros mensaleiros enjaulados.


Se há excessos permitidos pelo governo do Distrito Federal, que seja o próprio governo responsabilizado, processado e inibido por essas práticas. Um erro não justifica o outro.


A verdade é que José Dirceu está cumprindo um plus de pena, uma espécie de pena adicional, que é contra o Estado de Direito. E sem este, insisto sempre, resta a ausência de minhas garantias como cidadão. Transformar José Dirceu em “exemplo” é uma pena acrescida que não encontra amparo em nenhum escopo judicial.


É ir além – talvez até onde o próprio Dirceu gostaria de ter ido, o que me faz ainda mais defender seu direito à cidadania e à prestação jurisdicional a que todos podemos requerer.


Se houver motivos para uma eventual negativa — e, aparentemente, não há —, que seja explicitado. Senão, que se proceda ao que a lei determina como direito de réus condenados na mesma situação de José Dirceu.


Não vale o argumento que este equidade de tratamento não é observada (e não é!) entre os mensaleiros e outros presos. O erro não está para ser consertado por outro. Que as regalias cessem, e que o direito do ladrão-mor seja garantido.


Não pelos pedidos de familiares, de manifestantes chamando-o de herói ou pelos punhos erguidos. Heróis não são condenados por roubo e cumprem penas em pleno estado democrático com o direito da defesa assegurado e julgamento público pelo colegiado (e não por um único juiz) da mais alta corte do país.


Pelo atendimento ao direito que nos protege, e que sempre exigimos como norte na consolidação de nossa incipiente e ameaçada democracia.


Assim, só me resta dirigir-me a Eliane Cantanhêde (mesmo neste espaço do Setti, de discussões) para perguntar: onde assino?


Continuo sem alterar uma linha do que já escrevi e falei sobre este ser pernicioso ao Brasil. Só prefiro manter coerência com o que sempre defendi.


Democracia não é vingança nem censura — é obediência à lei. Por parte de todos.


Tags: defesa, Eliane Cantanhêde, Estado de Direito, Folha de S. Paulo, garantias de cidadão, José Dirceu, julgamento do Mensalão, Justiça, mensalão, um plus de pena







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19/04/2014

às 18:30 \ Política & Cia

A charge de SPONHOLZ: Pedidos de presidiário





Tags: Armani, governo petista, mensaleiros, Rita Cadillac, Sponholz







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domingo, 20 de abril de 2014

Ricardo Setti - VEJA.com



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20/04/2014 às 19:00 \ Política & Cia

CARLOS BRICKMANN e o caso Pasadena: “Todo suspeito é culpado até provar que é influente”



Cerveró: salva a própria pele, mas não entrega ninguém. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Notas da coluna do jornalista Carlos Brickmann publicada hoje em vários jornais

E vai ter Copa

O depoimento de Nestor Cerveró, o ex-diretor da Petrobras que sabia tudo sobre a compra da Refinaria de Pasadena (e que elaborou o documento, criticadíssimo por Dilma, lido peloConselho de Administração), deixou o jogo empatado. Cerveró manteve todas as saídas abertas, defendeu-se sem incriminar ninguém.

Extrair dele algo diferente exigirá convocá-lo para uma CPI; exigirá, antes, que a CPI seja instalada e funcione, o que leva tempo.

A Copa está aí.

As empreiteiras e consórcios acusados são grandes, poderosos, têmbons amigos. E, como não disse Laurence Peter, todo suspeito é culpado até provar que é influente.

Vargas, lucros e perdas

Surpresa pela decisão do deputado André Vargas, do PT gaúcho, de desistir da renúncia ao mandato?

Vargas fez o que foi melhor para ele: imaginou inicialmente que a renúncia faria com que seu julgamento na Comissão de Ética da Câmara Federal fosse cancelado – afinal, como cassar o mandato de quem já não teria mandato?

A vantagem seria escapar da proibição de exercer mandatos eletivos nos próximos oito anos.

Mas, ao saber que a Comissão de Ética o julgaria de qualquer jeito, e que não teria benefício nenhum se renunciasse, decidiu ficar na Câmara e defender-se exercendo o mandato (e recebendo).

Para o partido, é ruim; ou decide expulsá-lo (e, ninguém se iluda, Vargas tem aliados, silenciosos no momento, mas poderosos), ou não o expulsa, e arca com o desgaste de mantê-lo.

Vargas até topa renunciar, mas o PT precisará oferecer-lhe uma saída honrosa.

Tags: André Vargas, Comissão de Ética, Copa do Mundo, CPI, Dilma Rousseff,Laurence Peter, Nestor Cerveró, Petrobrás, PT, refinaria de Pasadena


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20/04/2014 às 18:00 \ Política & Cia

Post do Leitor: “Lendo o que os investidores estão escrevendo sobre o Brasil lá fora, a gente fica roxo de vergonha”



Foram-se os tempos em que o Brasil era o destino dos sonhos para investidores. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Post do leitor e amigo do blog Moacir 1

Neste país continental e de tantas e tão profundas diferenças, concordam gregos, troianos, petistas e oposicionistas numa questão: o Brasil precisa de investimentos!

Os road-shows do nosso Mantega Adivinho, o megaotimista – e com direito a escala lusitana! -, o discurso da Dona Dilma em Davos, a ida de Lula em fevereiro à Big Apple e as tentativas mais recentes do Temer de convencer os investidores estrangeiros de que a economia de Banãnia vai muito bem, obrigado, evidenciam tal necessidade.

O problema é que nossos desgovernantes, mesmo desesperados para fazer o país caminhar, mesmo precisando que a presidenta diga na campanha “o que é que vai fazer na economia”, ao fazer tudo que não deveriam parecem delirar por seus malfeitos não estarem sendo vistos, lidos e compreendidos por aqueles que detém o tão vital capital no planeta azulzinho. Petistas, estou quase convencido, são suicidas a longo prazo.

Petistas fazem uma espécie de leitura seletiva: só leem determinados blogueiros e publicações, e por aí vai. E só acreditam nos aplausos das Bolsas Brasil e dos militontos que já passaram pela lavagem cerebral.

Investidor, porém, prefere leitura mais diversificada e especializada. “Be aware the man of one book!” (Cuidado com o homem de um só livro). Grande Aquino.

E lendo o que os investidores estão escrevendo sobre o coitado do “Brazil”, ultimamente, a gente fica roxo de vergonha de ser brasileiro. Aliás, este é um dado científico. Em recente pesquisa, o assombroso percentual de 75% de brasileiros verbalizaram vergonha de sê-lo. Pudera!


Graça Foster e Dilma: as presidentas do macacão laranja (Foto: Agência Petrobras)

No dia 27 de março, The Economist já tinha explicado ao mundo alienado sobre a presença petista nas páginas policiais tupiniquins. Lava-jato, you know! Apresentaram ao mundo o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas, e o ex-diretor da Petrossauro, Paulo Roberto Costa Preso da Silva, apesar de ser afilhado de Renan Calheiros, o poderosíssimo presidente do Senado Brasileiro, cuja filha bastarda era sustentada por aquela empreiteira.

Graças a Deus os britânicos ainda não sabiam do doleiro, do Labogem e da fracassada tentativa de vender o princípio ativo do Viagra para o Ministério da Saúde escravo do candidato petista ao governo de São Paulo, Mr. Padilha.

A mensagem de The Economist foi clara: Hello Earth! A fama da gerentona já era! She has blown it, folks!

Ontem, foi a vez do The New York Times – aquele para quem o Lula é articulista desde que foi alfabetizado em ingrêis. A reportagem capitalista golpista começa lembrando ao vasto mundo que, em 2006, todo lambuzado de petróleo e com as mãos sujas do ouro negro, o então presidente prometeu-nos uma Petrobras maior até mesmo que a Apple, além da nossa independência energética. Viva o pré-sal!

Em vez disso – diz o jornal, e não a oposição – a produção estagnou, a Petrossauro encontra-se mergulhada em investigações de corrupção, a incompetência gerencial tornou-se dona da maior dívida empresarial do mundo e totalmente dependente de fundos de investimento estrangeiros para financiar seus ambiciosos planos de investimento: onde quer queira, quer não queira, tem que comparecer com 30%, mesmo para perder dinheiro.

A reportagem nos mostra fotos de uma Dilma vociferante, discursando na refinaria de Abreu e Lima: ”eles querem acabar com a Petrobras”, e esquecendo, no entanto, de explicar por que Abreu e Lima, cujo custo estimado por petistas foi de R$ 2,5 bilhões, já nos custou R$ 18,5 bilhões.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Tags: Dilma Rousseff, economia, governo Dilma, Guido Mantega, investimentos,Pasadena, Petrobrás, pré-sal, PT, The Economist, The New York Times


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20/04/2014 às 17:15 \ Política & Cia

É assédio moral intolerável o que o Itamaraty está fazendo com o diplomata que ajudou senador perseguido a fugir da Bolívia


O diplomata Eduardo Saboia foi afastado de suas funções por tempo indeterminado por ter conduzido a operação que trouxe ao Brasil o senador boliviano perseguido Roger Pinto Molina. Encostado em função desimportante, há 8 meses aguarda decisão sobre se vai ou não ser punido (Alan Marques / Folhapress)

É um escândalo e uma vergonha e um caso clássico de assédio moral o que o Itamaraty, com seus punhos e renda e tudo, está fazendo com o diplomata Eduardo Saboia, ex-encarregado de negócios da Embaixada brasileira em La Paz, na Bolívia. Foi ele quem propiciou a fuga para o exílio no Brasil do ex-senador Roger Molina, adversário do governo bolivariano de Evo Morales que sobrevivia, em condições precárias, a 455 dias de abrigo na sede diplomática do país.

Molina denunciou o envolvimento de personalidades do governo de Morales com o tráfico de drogas e se dizia ameaçado de morte, por isso buscou asilo na embaixada.

O governo de Morales, porém, recusou-se sistematicamente a conceder salvo-conduto ao político para que ele pudesse deixar fisicamente a embaixada rumo a um aeroporto e embarcar para o Brasil. Passivo e “compreensivo” com o bolivariano Morales — Lula passou a mão na cabeça do colega boliviano quando ele mandou tropas do Exército ocupar instalações da Petrobras, que em seguida desapropriou –, o governo da presidente Dilma não exerceu a menor pressão para que a Bolívia cedesse.

Indignado ao ver o instituto de asilo transformada em degradação — o ex-senador vivia como se numa prisão, sem sequer direito a banho de sol, morando num cubículo e sofrendo de depressão –, Saboia, então embaixador interino em La Paz, resolveu trazê-lo por conta própria ao Brasil.

Sim, cometeu, em nome dos direitos humanos e do que considerava ser a dignidade do país que representava, uma indisciplina, sujeita, portanto, a punições.

Ocorre, porém, que o Itamaraty está há oito meses empurrando o caso com a barriga, virando de cabeça para baixo a vida de um diplomata de carreira, com 23 anos de serviços prestados que lhe valeram uma condecoração presidencial. Oito meses para uma comissão de investigação decidir o que fazer com Saboia, agora prorrogados por mais 30 dias.

Para o governo, ele parece ser um pária, a ser perseguido de forma cruel — deixando seu trabalho e sua vida em suspenso.

Para os brasileiros de bem, provavelmente ele é um herói.

Leiam a reportagem excelente sobre o caso feita por Marcela Mattos, do site de VEJA em Brasília:

OITO MESES DEPOIS DE COMANDAR FUGA DE MOLINA, DIPLOMATA AMARGA O OSTRACISMO

Protagonista de uma história com roteiro cinematográfico, com direito a fuga e ameaças, o diplomata Eduardo Saboia vive em um limbo desde que trouxe ao Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina.

O ex-parlamentar de oposição era perseguido pelo governo de Evo Morales e ficou asilado, com o aval do governo brasileiro, por 455 dias na Embaixada do Brasil na Bolívia.

Servidor de carreira, Saboia é ministro-conselheiro do Ministério das Relações Exteriores. Após a epopeia com a fuga de Molina para o Brasil, ele se tornou alvo de processo disciplinar que se arrasta há oito meses na comissão de sindicância do Itamaraty – e não tem prazo para ser concluído.

Na última quarta-feira, o colegiado voltou a empurrar a decisão se ele deve ou não ser punido pelo episódio: prorrogou os trabalhos por mais 30 dias, como vem ocorrendo sucessivamente desde outubro. Enquanto aguarda uma deliberação sobre o caso, Saboia foi deixado na geladeira e lotado em uma função administrativa. Constrangido, ele pediu licença do cargo no dia 8.

“Ele fica sentado em uma cadeira sem fazer nada”

Ex-encarregado de Negócios na Embaixada brasileira, Saboia tem 46 anos, metade deles vividos no Itamaraty. A atuação do diplomata era considerada impecável pelo Ministério das Relações Exteriores e lhe rendeu, inclusive, uma condecoração pelo ex-presidente Lula com a medalha da Ordem do Rio Branco.

No entanto, a carreira foi interrompida após, diante da inoperância do governo brasileiro, ajudar o senador a escapar das ameaças da tropa comandada por Morales. Molina denunciou o envolvimento de autoridades bolivianas com o tráfico de drogas.

Logo ao chegar ao Brasil, no final de agosto, Saboia foi afastado de suas funções e tornou-se objeto de investigações de uma sindicância interna do órgão. Um relatório final, que deve ser elaborado por uma comissão, decidirá se o diplomata deve ou não ser punido. As medidas disciplinares aplicáveis vão desde uma advertência à demissão do cargo.

Com o futuro incerto, o diplomata foi realocado no cargo secundário de assessor no departamento de Assuntos Financeiros e de Serviços do Itamaraty – uma função administrativa, sem status de chefia nem gratificações que tinha como ministro. “Isso é um assédio moral do ponto de vista de não conceder qualquer atividade na altura do que ele possa exercer. Hoje ele está sentado em uma cadeira sem fazer nada”, afirma a defesa de Saboia, o advogado Ophir Cavalcante.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Tags: assédio moral, Bolívia, Eduardo Saboia, Evo Morales, fuga para o Brasil,governo "bolivariano", Itamaraty, Roger Pinto Molina, senador Ricardo Ferraço,tráfico de drogas


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"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).

Obedeça a Deus e você será odiado pelo mundo.








-O coletivismo é a negação da liberdade, porquanto a sede da liberdade é o indivíduo. Tanto é que a pena mais severa na história da humanidade é a privação da liberdade. A essência da liberdade é una e indivisível e daí a designação do sujeito como "indivíduo".

Aluízio Amorim

Filósofa russa Ayn Rand :



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”



Ayn Rand nasceu em São Petersburgo em 1905