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sábado, 12 de outubro de 2013

Ameça de criminosos de matar Alckmin é condecoração para o governador de São Paulo






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VEJA
/ Blogs e Colunistas







11/10/2013 às 19:56 \ Política & Cia


  • Ao admitir que as coisas pioraram muito para os bandidos “depois que esse governador entrou aí”, o chefão criminoso atribui uma condecoração aos esforços de Alckmin e das principais autoridades da segurança pública de São Paulo no combate ao crime (Foto: Sebastião Moreira / EFE)


Na linguagem típica dos criminosos, este é um trecho de uma conversa gravada com autorização judicial entre bandidos de alta periculosidade de São Paulo:

– Depois que esse governador entrou aí o bagulho ficou doido mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu, cara, na época que ‘nóis’ decretou ele, então, hoje em dia, secretário de Segurança Pública, secretário de Administração, comandante dos vermes (Polícia Militar), estão todos contra ‘nóis’.”

Essa, digamos assim, declaração é de Luis Henrique Fernandes, o “LH”, um dos líderes da principal organização criminosa em atuação em São Paulo, o chamado PCC.

“Esse governador” é o governador Geraldo Alckmin, alvo de uma vasta campanha de “desconstrução” de imagem depois da onda criminosa, determinada de dentro das penitenciárias do Estado, ocorrida no final do ano passado. A campanha, principalmente pela internet, procurava mostrar que não apenas Alckmin, mas os anteriores governadores tucanos do Estado seriam “moles” com os criminosos, o que os números desmentem.

Ao admitir que as coisas pioraram muito para os bandidos “depois que esse governador entrou aí”, o chefão criminoso na verdade atribui uma condecoração aos esforços de Alckmin e da cúpula da segurança pública de São Paulo no combate ao crime — Secretaria de Segurança e polícias Militar e Civil.

Os números desmentem vigorosamente a mentira de que os governadores tucanos foram ineficientes no âmbito da segurança pública. Vejam o gráfico abaixo, sobre a cidade de São Paulo, que vai de 1999 a outubro de 2012:

  • O quadro mostra a enorme diminuição dos homicídios desde a segunda administração do governador Mário Covas (Gráfico: VEJA)


Investigações do Ministério Público Estadual mostram que a facção criminosa planejou a morte do governador e de outras autoridades, segundo informa o site de VEJA. O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso ao áudio de um grande número de interceptações telefônicas, em uma das quais o tal LH conversa Rodrigo Felício, o Tiquinho, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca, ambos também integrantes da facção, e admite que, para eles, “o bagulho ficou doido mesmo”.

As investigações dos promotores do Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado, começaram em 2009 e resultaram na denúncia de 175 integrantes do PCC. O MP também pediu à Justiça a internação de 32 presos no Regime Disciplinar Diferenciado, o temido RDD, uma linha dura penitenciária que impõe um rigoroso isolamento dos detentos.

A cúpula da facção atualmente está no presídio de Presidente Venceslau, a 610 quilômetros da capital.

A resposta de Alckmin, já divulgada, foi dada na cidade de Mirassol, e eu repito aqui:

– Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles. Pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil ainda. Nós não vamos nos intimidar. É nosso dever zelar pelo interesse público, lutar contra a criminalidade. Vamos fortalecer ainda mais o Regime Disciplinar Diferenciado, penitenciárias de segurança máxima, para isso temos as mais fortes penitenciárias do país no Estado de São Paulo. Os índices de criminalidade estão em queda, fruto exatamente desse trabalho, que vai ser fortalecido para proteger a população.

Leia mais sobre este assunto aqui.


Facção planejou morte de Alckmin, diz Ministério Público






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11/10/2013 - 13h59



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DE SÃO PAULO




Uma investigação do Ministério Público de São Paulo mostra que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) negocia a venda de drogas em todo o Estado e discutia planos de ataques a autoridades como o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo a investigação, em agosto de 2011, chefes da quadrilha fizeram uma conferência por telefone com referências ao governador. Na avaliação de promotores a partir dos grampos obtidos na investigação, a intenção da facção era atacá-lo.


"Depois que esse governador entrou, o bagulho ficou doido mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu na época em que nóis decretou [mandou matar] ele. Então, hoje em dia, secretário de Segurança Pública, secretário de Administração [Penitenciária] e o comandante dos vermes [policiais militares] estão todos contra nóis", disse o detento identificado como LH nas escutas telefônicas.

A investigação sigilosa começou em 2009 e, na semana passada, resultou na denúncia de 175 suspeitos de pertencerem à facção pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico. Conforme membros do Judiciário, essa é a maior ofensiva contra o PCC desde sua criação, há 20 anos. É também a maior denúncia contra qualquer grupo criminoso. O caso foi revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

A apuração do Gaeco (grupo de promotores que investiga o crime organizado) concluiu que os criminosos do PCC estão espalhados por 22 unidades da federação, no Paraguai e na Bolívia. Só no Estado de São Paulo são 7.800 integrantes.

As investigações foram feitas por setores de inteligência do Ministério Público e da Polícia Militar a partir de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Em uma delas, o detento considerado o principal líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, diz para um comparsa identificado como Magrelo que a criminalidade caiu no Estado por conta da ação do PCC.

"O irmão, sabe o pior que é? E que há dez anos todo mundo matava todo mundo por nada... Hoje pra matar alguém é a maior burocracia [estatuto do PCC teria disciplinado várias condutas], então quer dizer, os homicídios caíram não sei quantos por cento, aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele", afirmou Marcola.
Mais tarde, na mesma conversa, Marcola diz que graças à facção, ninguém mais usa crack nas cadeias. "Nós (chefes do PCC) paramos, na prisão ninguém usa".

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).

Obedeça a Deus e você será odiado pelo mundo.








-O coletivismo é a negação da liberdade, porquanto a sede da liberdade é o indivíduo. Tanto é que a pena mais severa na história da humanidade é a privação da liberdade. A essência da liberdade é una e indivisível e daí a designação do sujeito como "indivíduo".

Aluízio Amorim

Filósofa russa Ayn Rand :



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”



Ayn Rand nasceu em São Petersburgo em 1905