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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

[Novo post] Vitória da selvageria: unidade do Instituto Royal fecha as portas em São Roque




lucianohenrique publicou: " Fonte: G1 Alvo dos movimentos de defesa dos animais, o Instituto Royal encerrou suas atividades em São Roque (a 54 quilômetros de São Paulo). O laboratório foi invadido no dia 18 passado por ativistas que levaram 178 cães da raça beagle que serviam" 



Para reposnder a esta publicação digite acima desta linha 






Nova publicação em Luciano Ayan 







by lucianohenrique





  • Fonte: G1


Alvo dos movimentos de defesa dos animais, o Instituto Royal encerrou suas atividades em São Roque (a 54 quilômetros de São Paulo). O laboratório foi invadido no dia 18 passado por ativistas que levaram 178 cães da raça beagle que serviam a pesquisas científicas. A instituição, que vinha sendo investigada pelo Ministério Público e teve seu alvará suspenso pela prefeitura, anunciou o encerramento das atividades em uma nota pública nesta quarta-feira.

De acordo com o instituto, a invasão ao prédio fez com que a empresa perdesse dez anos de pesquisas. O encerramento é, segundo a empresa, em caráter definitivo. Continua em funcionamento a unidade Genotox, instalada em Porto Alegre. "O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio, lamentavelmente", afirma a nota.

"Tendo em vista as elevadas e irreparáveis perdas e os danos sofridos em decorrência da invasão realizada no último dia 18 - com a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas -, bem como a persistente instabilidade e a crise de segurança que colocam em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores, os associados concluíram que está irremediavelmente comprometida a atuação do Instituto Royal para dar continuidade à realização de pesquisa científica e testes mediante utilização de animais", diz a nota divulgada à imprensa.

Segundo o instituto, funcionários serão demitidos. No site, a empresa afirma ter 85 funcionários, incluindo os pesquisadores.

"A interrupção acarretará o desligamento de funcionários, todos já comunicados da decisão. Mantém-se, por ora, o Comitê de Ética formado por colaboradores do laboratório, que conta com veterinários, biólogos e membros da Sociedade Protetora dos Animais, conforme a legislação vigente", diz a nota, que prossegue: "Com o intuito de preservar a integridade dos animais remanescentes que ainda estão sob seus cuidados, o Instituto Royal tomará as providências necessárias junto aos órgãos regulatórios competentes, para assegurar que continuem sendo dados a eles tratamento e destinação adequados".

O instituto, que nega ter cometido maus tratos a animais, informou ainda que sempre atendeu aos protocolos nacionais e internacionais de pesquisa. De acordo com a instituição, a invasão ao laboratório gerou um ambiente de insegurança e acarretará prejuízos à pesquisa no Brasil. "É inquestionável o direito de todo cidadão ou instituição expressar suas opiniões e propor à sociedade brasileira o debate sobre temas de interesse público. Não se pode anuir, contudo, com as atitudes de violência que cercaram os episódios envolvendo o Instituto Royal. Uma sociedade organizada e civilizada não pode aceitar que a pesquisa científica seja constrangida por grupos de opinião que preferem o uso da força e da violência em detrimento das vias institucionais e democráticas para travar debates", criticou a nota oficial.

Meus comentários

Quando se abre a Caixa de Pandora do ativismo uga buga dos adeptos de Luisa Mell, o resultado é o esperado: tudo de ruim e nada de bom. Não há um ganho positivo advindo da ação dos militantes que roubaram os 178 beagles da unidade de São Roque do Instituto Royal.

Com os eventos de um dia de barbárie, conseguiram atrasar no mínimo 10 anos as pesquisas científicas do maior instituto de pesquisas pré-clínicas do Brasil, estimular que esse tipo de estudo seja levado para fora do Brasil e ainda levar ao desemprego dezenas de profissionais que lá trabalhavam.

Ao que parece, os ativistas uga buga só conseguem nutrir empatia por beagles. Para eles que se danem os seres humanos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

'Os 178 Beagles'








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Um jornal a serviço do BrasilSEXTA-FEIRA, 25 DE OUTUBRO DE 2013 16H04

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reinaldo azevedo


25/10/2013 - 03h40

'Os 178 Beagles'





As ruas, ente divinizado por covardes, pediram o fim do voto secreto para a cassação de mandatos. Boa reivindicação. O Congresso está a um passo de extinguir todas as votações secretas, o que poria o Legislativo de joelhos diante do Executivo. Proposta de iniciativa "popular" cobra o financiamento público de campanha, o que elevaria o volume de dinheiro clandestino nas eleições e privilegiaria partidos ancorados em sindicatos, cujas doações não são feitas só em espécie. Cuidado! O povo está na praça. Nome do filme dessa mímica patética: "Os 178 Beagles".

Povo não existe. É uma ficção de picaretas. "É a terceira palavra da Constituição dos EUA", oporia alguém. É fato. Nesse caso, ele se expressa por meio de um documento que consagra a representação, única forma aceitável de governo. Se o modelo representativo segrega e não muda, a alternativa é a revolução, que é mais do que alarido de minorias radicalizadas ou de corporações influentes, tomadas como expressão da verdade ou categoria de pensamento.

A fúria justiceira dos bons pode ser tão desastrosa como a justiça seletiva dos maus. Quem estava nas ruas? A imprensa celebrou os protestos como uma "Primavera Árabe" nativa. Nem aquela rendeu flores nem o Brasil é uma ditadura islâmica. Até houve manifestações contra o governo, mas todas foram a favor do "regime petista". O PSDB talvez tenha imaginado que aquele "povo" --sem pobres!-- faria o que o partido não fez em 11 anos: construir uma alternativa. Sem valores também alternativos aos do Partido do Poder, esqueçam.

Há 11 anos o PT ataca sistematicamente as instituições, quer as públicas, quer as privadas, mas de natureza pública, como a imprensa. Dilma ter sofrido desgaste (está em recuperação) não muda a natureza dos fatos. Da interdição do direito de ir e vir à pancadaria e ao quebra-quebra como forma de expressão, passando pela reivindicação de um Estado-babá, assistiu-se nas ruas a uma explosão de intolerância e de ódio à democracia que o petismo alimentou e alimenta. O Facebook não cria um novo ator político. Pode ser apenas o velho ator com o novo Facebook -como evidenciou a Irmandade Muçulmana no Inverno Egípcio.

Em política, quando o fim justifica os meios, o que se tem é a brutalidade dos meios com um fim sempre desastroso. A opção moralmente aceitável é outra: os meios qualificam o fim. Querem igualdade e mais Justiça? É um bom horizonte. Mas será o terror um instrumento aceitável, ainda que fosse eficaz? Oposição, governo e imprensa, com raras exceções, se calaram e se calam diante da barbárie que deseduca e que traz, volte-se lá ao primeiro parágrafo, o risco do atraso institucional.

O PSOL conduziu uma greve de professores contra o excelente plano de carreira proposto pela Prefeitura do Rio. Era a racionalidade contra a agenda "revolucionária". Luiz Fux, do STF, posando de juiz do trabalho, chamou os dois para conversar. É degradação institucional com toga de tolerância democrática.

O sequestro dos beagles, tratado com bonomia e outro-ladismo pelo jornalismo, é um emblema da ignorância dos justos e da fúria dos bons. Eles atrasaram em 10 anos o desenvolvimento de um remédio contra o câncer, mas quem há de negar que os apedeutas ilustrados têm um grande coração?


Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e autor de um blog na revista "Veja". Escreveu, entre outros livros, "Contra o Consenso" (ed. Barracuda), "O País dos Petralhas" (ed. Record) e "Máximas de um País Mínimo" (ed. Record). Escreve às sextas-feiras.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Leitor deste blog desmascara discurso do tucano Fernando Capez, o que defendeu a ação terrorista contra o Instituto Royal









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24/10/2013 às 20:03



O deputado estadual Fernando Capez, do PSDB de São Paulo, continua a promover obscurantismo e a abusar da imunidade parlamentar para fazer acusações irresponsáveis ao Instituto Royal, contra todas as evidências técnicas em contrário, asseveradas por órgãos competentes. Abaixo, segue o vídeo em que ele faz um novo e furioso discurso, com aquele tom muito típico de certos políticos que acreditam que a gritaria substitui a verdade.

Está cuidando da sua reeleição. Se, para isso, precisar linchar o trabalho de gente honesta, dane-se. Não liga. Ele gosta é de bicho. Continuo a achar vergonhoso que o PSDB permita, sem nenhuma reação ou esclarecimento, que parlamentares seus se metam nesse pântano. O partido não tem como impor a linha justa a seus membros. Nem seria conveniente. Mas está obrigado a emitir uma nota repudiando a violência — contra pessoas e animais. E em defesa da pesquisa científica.

Vai o vídeo com o novo e lamentável discurso de Capez. Daniel Ravena, advogado e leitor deste blog, faz picadinho da fala do político em seguida. 



  • Desmascara, Ravena!

Como se vê do discurso do deputado tucano na ALESP, toda sua peroração a respeito das irregularidades no instituto Royal está centrada no fato de a entidade só ter obtido seu credenciamento junto ao CONCEA há pouco mais de 30 dias, dando a entender que, antes disso, não poderia estar realizando testes científicos em animais. Trata-se de uma inverdade. O art. 22 da Lei 11.794/2008, que regulamente a matéria, assim dispõe:
“Art. 22. As instituições que criem ou utilizem animais para ensino ou pesquisa existentes no País antes da data de vigência desta Lei deverão:
I – criar a CEUA, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, após a regulamentação referida no art. 25 desta Lei;
II – compatibilizar suas instalações físicas, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, a partir da entrada em vigor das normas estabelecidas pelo CONCEA, com base no inciso V do caput do art. 5o desta Lei.”
Extrai-se do transcrito preceptivo legal, inserido no capítulo das disposições gerais e transitórias da mencionada lei, que as instituições já existentes antes de sua vigência poderiam continuar suas atividades, devendo cumprir as condicionantes previstas nos incisos I e II.
Evidente que mesmo essas entidades, ainda nos termos do estatuto legal de regência, deveriam providenciar o seu credenciamento junto ao CONCEA, mas nem isso lhes retirava o direito de prosseguir com os testes. Nesse sentido as resoluções 03/2011 e 14/2013 do próprio CONCEA. Esta última é clara ao estabelecer que as entidades que já tivessem solicitado o credenciamento poderiam continuar suas atividades normalmente. Veja:
“RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 14, DE 2 DE OUTUBRO DE 2013
Art. 1º. Ficam interditadas temporariamente as instituições que fazem uso de animais para fins científicos ou didáticos no País e que não solicitaram seu credenciamento no CONCEA, de conformidade com as disposições previstas na Resolução Normativa nº 3, de 2011, nos termos do art. 20 da Lei nº 11.794, de 2008, e de acordo com a letra “c” do inciso I e do parágrafo único do art. 49 c/c o art. 50 do Decreto nº 6.899, de 2009.
Parágrafo único. A listagem das instituições credenciadas no CONCEA, bem como daquelas que se encontram com processo de solicitação de credenciamento em andamento estão disponíveis no sítio eletrônico do CONCEA em http://concea.mct.gov.br.”
Capez ignorava esse conjunto normativo ao fazer seu discurso de reeleição? Penso que não. Não, não sou advogado do instituto Royal. Sim, eu também amo cãezinhos. Mas também sou um amante da verdade e tenho a péssima mania de repudiar embusteiros.

Por Reinaldo Azevedo


Tags: ciência, Instituto Royal


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Silvia Ortiz, gerente do Instituto Royal, está de parabéns! Eis uma mulher que tem a coragem de enfrentar o obscurantismo amoroso da militância e a covardia de parte da imprensa









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23/10/2013 às 21:16



Sílvia Ortiz é gerente-geral do Instituto Royal, que foi covardemente invadido e depredado por brucutus disfarçados de humanistas amorosos. Sílvia gravou um vídeo, que está no YouTube, em que anuncia o óbvio: o instituto continuará a fazer as suas pesquisas, até porque obedece a protocolos e está submetido ao controle dos órgãos competentes.

Vejam o vídeo. Vale a pena. A doutora lembra o óbvio, mas o óbvio precisa ser lembrado: quem já tomou um remédio contra dor de cabeça, gripe ou pressão alta pode estar certo de que a droga foi testada antes em animais.

Cada vez mais, é preciso que fique claro: não estamos diante de uma matéria sobre a qual se possa pensar isso ou aquilo, a depender dos valores de cada um. Não! Assim como o Sol não gira em torno da Terra — dá-se o contrário —, é mentira que existam métodos para testar medicamentos tão seguros quanto a experimentação em animais. Mesmo assim, é certo, as pessoas podem estar convictas do contrário ou se opor ao mérito.

O que elas não podem é praticar crimes para impor sua vontade, suas convicções, suas crenças. Assistam ao vídeo.





Por Reinaldo Azevedo


Tags: cachorros, ciência, Instituto Royal


Os 'zooxiitas' e a polêmica do uso de animais em experiências








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02:44 QUARTA 23.10.2013


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ARTIGO DO LEITOR OCTÁVIO MENEZES DE LIMA JUNIOR

Publicado: 11/11/08 - 0h00 

Atualizado: 11/11/08 - 0h00



Um velho ditado afirma que "o pior cego é aquele que não quer enxergar". Outro, menos antigo, prega que "se conhecimento, dados precisos e bons argumentos convencessem alguém, nenhum médico seria fumante". Cada vez mais me convenço da verdade contida em ambos ditados. As pessoas, quando não querem ser convencidas de algo, não há gênio, pedagogo ou mestre espiritual que as convença que a verdade que elas enxergam não é, de fato, a verdade absoluta.

Um caso clássico do que acabo de afirmar é a posição ortodoxa, radical e obscurantista de certos grupos ligados à defesa dos direitos animais no que diz respeito ao uso de animais em pesquisa científica. Defendem mitos como se fossem verdades inquestionáveis, informações imprecisas e, em alguns casos, fantasiosas como se fossem fatos científicos e satanizam a Ciência e os cientistas como se fossem, em sua maioria, pessoas malignas, perversas e mal intencionadas. Será que essa visão linear e obtusa é realmente a verdade?

Desrespeitando minha crença de que não adianta "gastar o meu latim" com quem não quer ser convencido, e na esperança de que pessoas equilibradas e sensatas, sem opinião formada ou dispostas, ao menos, a considerar a opinião oposta antes de tirarem conclusões, possam enxergar a real dimensão e a complexidade do tema, decidi me aventurar a escrever aqui sobre esse polêmico assunto. Sei que estou me arriscando a ser xingado, execrado e quem sabe sofrer até atentados, como foi o caso recente de uma ilustre cientista durante uma discussão sobre o tema na reunião da SBPC, que foi alvejada com tinta vermelha por "zooterroristas" que se dizem defensores de direitos animais. Mas acho que vale a pena o risco...

Para iniciar, vamos tentar derrubar alguns mitos. O primeiro grande mito é o argumento que se faz experimentos com animais por ser mais barato e/ou mais fácil do que fazê-lo in vitro (em tubo de ensaio). Quem afirma isso não deve ter a mínima noção do grande gasto de tempo, pessoal, espaço e trabalho que demanda manter um biotério. Os animais comem, bebem, precisam ser medicados, são mantidos em condições da alta higiene (quando não de esterilidade absoluta), temperatura e luminosidade controlada e demandam a atenção de tratadores e veterinários, tudo a um custo bastante elevado. Totalizando o custo final de tudo que envolve a criação de um camundongo, ou outro animal experimental, e comparando isso com os custos de se trabalhar in vitro com linhagens celulares em cultura, facilmente se percebe que é muito mais barato trabalhar in vitro. Experimentos in vitro são inclusive, em sua maioria, mais simples e mais reprodutíveis, mas, infelizmente, não trazem respostas claras com relação à grande maioria dos fenômenos fisiológicos complexos.

Outro grande mito é a crença que existem métodos alternativos que substituem perfeitamente os experimentos com animais. Se isso fosse verdade, eu seria o primeiro a utilizá-los e tenho certeza que a grande maioria de meus colegas também assim o fariam, até porque, como afirmei acima, seria mais simples e mais barato. Nesse caso, vou contra-argumentar com algumas perguntas: me expliquem, por favor, como eu poderia simular in vitro o sistema circulatório com todos seus componentes, celulares e biofísicos, para fazer testes de drogas contra a hipertensão arterial? Qual protocolo experimental eu poderia usar para simular ansiedade ou depressão e testar medicamentos contra esses males, utilizando apenas células em um tubo? Como eu faria para testar in vitro o efeito de uma droga na perda de memória? Poderiam me explicar também como se faz para descobrir se um produto é bom contra diarréia usando células em um tubo de ensaio? Qualquer pessoa sensata e com o mínimo de conhecimento, em vista dos poucos exemplos que citei aqui, percebe que a coisa não é tão simples como pregam o "zooxiitas" de plantão.

Outro argumento comumente utilizado é que o organismo de outros animais é diferente do humano e os testes em animais são, portanto, sem sentido. Usam aí uma meia-verdade, tentando torná-la uma verdade absoluta. É preciso sim ter cuidado ao se interpretar dados obtidos com experimentação animal, respeitando as diferenças interespecíficas. Em muitos casos não se reproduz um fenômeno biológico em organismos de espécies distintas, mas em espécies próximas evolutivamente há, em sua maioria, grandes semelhanças que permitem tirar conclusões preciosas e relevantes. Se fosse, realmente, tão diferente, a ponto de ser impossível se extrapolar para o ser humano o dado obtido em experimentação animal, a Ciência já teria abandonado tal prática, pois seria um esforço inútil e um gasto de recursos, técnicos, financeiros e humanos sem justificativa.

Além disso, alguém realmente acha que grandes laboratórios multinacionais (que em sua maioria visam muito mais o lucro do que o lado humanitário) iriam gastar milhões de dólares em testes de drogas em animais, se isso não trouxesse nenhum dado confiável? Seriam os diretores dessas companhias insanos, sádicos ou irresponsáveis? Faz sentido jogar dinheiro no ralo assim? O fato é: os testes de drogas em animais reduzem ao extremo os riscos para o ser humano e para outros animais, tendo em vista que, das drogas adotadas no tratamento de seres humanas, a maioria também é utilizada para fins veterinários.

Alguns dizem: "testem diretamente em humanos". Aí eu pergunto: você se ofereceria como voluntário para testar se uma droga é boa contra um problema cardíaco, sabendo que se ela falhar ou piorar a sua situação poderia levar à sua morte? Aceitaria uma droga sem ter a mínima noção (pela ausência de testes em outros animais) do tipo de efeitos colaterais ela pode causar e sua real eficácia? Daria a um bebê com diarréia severa um medicamento que nunca foi testado, cruzando os dedos para ele funcionar, se não a criança pode morrer de desidratação, isso sem ter a menor pista dos seus efeitos em outros mamíferos? Você realmente acha menos hediondo utilizar seres humanos como cobaias do que animais, criados especificamente para esse fim? Você concorda com a opinião de certas pessoas que acham que se deve utilizar presidiários como cobaias humanas?

Aliás, a "turminha legal" dos "porões da ditadura" ia adorar fazer isso com os "subversivos" que eles prendiam e torturavam aos milhares, nas décadas de 60 e 70 do século passado... O fato é: não se pode abrir o precedente autorizando experimentação humana sob o risco de se institucionalizar atrocidades e banalizar ainda mais o valor da vida humana. Mas, caso os defensores árduos dos direitos animais insistam em defender essa tese (que fere os direitos humanos, o que, aparentemente para os "zooxiitas" importa menos que os direitos animais), sugiro que, sendo coerentes com essa idéia, sejam todos voluntários para tais testes, incluindo seus filhos e outros parentes na lista também.

Outro mito: "os cientistas são pessoas malignas que sentem prazer em torturar animais". Alguém em sã consciência acha que Dr. Louis Pasteur era um sádico torturador de animaizinhos indefesos, por mero prazer, em experimentos sem sentido? Seria o Dr. Carlos Chagas um homem maligno que tinha prazer de sacrificar insetos inocentes, por matar barbeiros em suas pesquisas? Seria um criminoso o Dr. Albert Sabin, que desenvolveu a vacina contra a poliomielite, tendo em vista que sua vacina foi testada antes em macacos e só depois liberada para vacinação humana? Sim, porque segundo o ponto de vista dos radicais defensores dos animais, esses e milhares de outros pesquisadores não passam de psicopatas assassinos. Para eles, por exemplo, testar a vacina Sabin em algumas dezenas de macacos não se justifica, mesmo tendo essa vacina evitado que milhões de pessoas contraíssem pólio e ficassem aleijadas pelo resto da vida. Se assim eles pensam, eu, humildemente, me reservo ao direito de discordar.

O que acho intrigante é o seguinte: estariam esses "zooxiitas" defendendo o direito à vida das baratas? E os mosquitos, inclusive os da dengue, estão na sua lista de animais a serem defendidos? Seriam defensores dos cupins? Estariam os barbeiros (que transmitem a Doença de Chagas) entre seus alvos de proteção? Estariam tão interessados em defender uma ratazana malcheirosa que entra em sua casa pelo ralo, quanto um ratinho bonitinho, branquinho criado em um biotério científico? Achariam também importante defender pulgas, carrapatos e piolhos? Pensam ser uma atrocidade usar um vermífugo para matar uma solitária (Taenia solium) que parasita uma criança? Sim, porque todos exemplos que citei acima são, também, animais e deveriam ser defendidos, da mesma forma e com o mesmo afinco! Ou será que só entram nessa lista os camundonguinhos, ratinhos, ramsterzinhos, coelhinhos, porquinhos, cachorrinhos, gatinhos e macaquinhos fofinhos?

Para aqueles que não são vegetarianos, então, não existe a menor forma de sustentar sua posição pró-animais, tendo em vista promoverem uma imensa matança de animais para se alimentarem. A propósito: eu sou vegetariano.

É sinal de profunda ignorância e/ou leviandade colocar experimentação científica séria, voltada para a saúde da humanidade, no mesmo saco que: touradas, Farra do Boi, criação de gansos para fazer patê de foie gras, caça "esportiva" de animais ou para extrair peles para casaco de madames fúteis, tráfico de animais, rodeios, exploração de animais em circos, criação de animais imobilizados para se obter "baby beef", briga de galos cachorros e outros animais, espancamento ou manutenção em condições precárias de animais domésticos e, até mesmo, uso de animais para testar cosméticos (todos procedimentos que sou absolutamente contra).

A verdade, ao meu ver, é que a experimentação animal é um mal necessário. Não existe forma satisfatória de substituir o uso animal em pesquisas sem interromper estudos fundamentais para o futuro da humanidade e para saúde e sobrevivência do ser humano. O que pode, deve e já está sendo feito, não só no Brasil, mas mundialmente, é regulamentar, fiscalizar e conscientizar as pessoas que fazem esse tipo de pesquisa, para utilizarem o mínimo necessário de animais, reduzir ao máximo qualquer sofrimento causado a eles e principalmente avaliar profundamente a real relevância dos projetos de pesquisa para a humanidade. A criação, nas últimas décadas, de comitês de ética em experimentação animal, em todas grandes instituições de pesquisa do país, e a aprovação recente da Lei Arouca, são exemplos de que o esforço está sendo feito.

Agora, jogar tinta e ameaçar pesquisadores, invadir laboratórios (arriscando inclusive a se contaminar e gerar contaminação para terceiros) ou qualquer ato similar de terrorismo são atitudes de quem não tem capacidade de argumentar. A violência é o caminho que escolhem os indivíduos sem força moral, intelectual e espiritual para aceitar a diferença de opinião alheia. Esse tipo de atitude é algo patético, irresponsável e que denota falta de caráter. Discordar é um direito sagrado que cada um de nós tem. Entretanto, querer obrigar as pessoas a pensar e agir como nós achamos que devem fazê-lo e tentar coagi-las e amedronta-las para que assim o façam, é o tipo de atitude que tiveram os mentores de diversas ditaduras, inclusive aqui no Brasil, e o caminho escolhido pelo Sr. Adolph Hitler para "salvar" o seu país. Se esse é o caminho que os zooxiitas preferem, só lamento. Eu prefiro parafrasear Voltaire: "Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo".

Se o leitor, após ler o que escrevi, ainda discorda de minha argumentação, respeito totalmente sua opinião, apenas peço coerência. Se não és vegetariano, torne-se imediatamente. Pare então de usar tudo que foi testado em animais: medicamentos alopáticos estão todos fora de cogitação, inclusive anestésicos. Deves fazer qualquer procedimento cirúrgico sem anestesia. Aliás, pensando bem, a maioria dos procedimentos cirúrgicos atuais ainda foram testados em animais, ou derivam de outros que assim o foram. Ou seja, a grande maioria deles estaria fora de sua lista de itens "zôo-corretos", inclusive nada de ir ao dentista.

Não mate, por nenhum meio, em sua casa ou na rua: baratas (é totalmente absurdo tirar a vida de um animal só porque tem medo ou nojo dele!), aranhas, pulgas, carrapatos (deixe seu cão e seu gato cheios desses bichinhos lindos), piolhos (sim, se seu filho tiver piolhos, nada de matar os pobres animais, deixe a cabeça do menino virar uma colônia de piolhinhos felizes), lacraias, formigas, cupins, (se der cupim no seu guarda-roupa, alegre-se por hospedar animaizinhos tão fascinantes em sua casa), ratos (deixe um queijinho para aquelas ratazanas de estimação que visitarem sua cozinha e trate-as com carinho), mosquitos (nada de matar o mosquito da dengue, deves fazer campanha contra esse absurdo!) e ácaros (não desinfete o chão de sua casa, não limpe camas e sofás nem lave sua roupa, para não matar os pobres ácaros). Se lagartas, formigas, pulgões, cochonilhas ou lesmas atacarem seu jardim, paciência, a natureza é assim, deixe os animais se alimentarem em paz.

Nunca dê vermífugos para seus filhos e animais de estimação, vermes também são animais e merecem proteção. Se fores um dia picado por uma cobra, jamais use soro antiofídico, além de ser obtido de veneno tirado contra a vontade de cobras mantidas em cativeiro, ainda por cima é injetado em pobres cavalos, que depois têm seu sangue coletado para extrair o soro. Nada de se vacinar, vacinas são testadas em animais antes de serem liberadas para uso humano. Nunca ande de avião, essas naves malignas matam aves por acidente com freqüência. Aliás, trens e carros também matam insetos no pára-brisa e atropelam animais que por acidente cruzem suas vias, nada de usar esses transportes, nem nada que tenha sido transportado por eles. Creio que com todas essas medidas simples você estará sendo totalmente zoocorreto. Aí, se quiser fazer um "upgrade" para zooxiita, basta passar a atacar cientistas e invadir laboratórios. Boa sorte, você vai precisar.Este artigo foi escrito por um leitor do Globo. Quer participar também e enviar o seu?Clique aqui

  • Octávio Menezes de Lima Junior é doutor em Biologia Celular e Molecular


Salvadores de beagles, adotem as baratas da minha casa








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Papitcho (16)




Por A Catequista em 23/10/2013

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Eu assumo: a denúncia que fizeram contra mim é verídica. Eu mato baratas, e mato sem dó. Uso variados métodos: chinelada, inseticida, vassourada e golpe com havaiana de pau. E eu vou continuar matando, sempre que elas invadirem a minha cozinha.

Se algum daqueles vândal… ops, nobres ativistas que resgataram os bichinhos do Instituto Royal ler isso, imagino que se comoverá até às lágrimas (pra quem tá por fora, leia aqui sobre o caso). Caso algum deles deseje, pode vir resgatar as baratas da minha casa, antes que eu as aniquile. Eu telefono quando alguma delas aparecer, aí um voluntário vem e a adota. Que tal?

Bem, acho que as musas de Kafka continuarão a tombar sob a minha ira, sem ter quem as socorra. Pelo visto, esses ativistas são bastante seletivos quanto aos bichos que defendem. Afinal, ao contrário dos beagles e coelhos fofinhos, os pobres ratos e camundongos foram deixados pra trás na invasão do Instituto Royal.

Não, eu não gosto que façam testes com animais. Porém, se esses testes beneficiam pessoas doentes e reduzem a possibilidade de danos no uso de medicamentos, então, são um mal menor,necessário para evitar um mal muito maior. Pra quem diz que existem métodos alternativos que substituem perfeitamente os testes com animais, keep calm e… informe-se melhor. Recomendo o ótimo artigo (ver aqui) de Octávio Menezes de Lima Junior, doutor em Biologia Celular e Molecular.

Os cachorros e gatos, em especial, são muito próximos do coração humano. Eles fazem companhia aos solitários, alegram doentes e crianças, guiam cegos, consolam os tristes, animam os deprimidos. Por isso, o grande afeto dos humanos por eles é belo, bem como o desejo de que não sofram. Porém, usando as palavras do meu amigo, o historiador Paulo Ricardo, “prefiro minha espécie a qualquer outra”.

Às vezes um remédio previamente testado em animais acaba dando problemas depois em humanos, mas o parecer geral é que esses testes são eficazes na maioria dos casos, garantindo a nossa segurança. E os cientistas que fazem esse precioso trabalho estão sendo injuriados e difamados por uma parcela da crasse artística brasileira, que os coloca no nível de sádicos monstruosos.

O roubo dos cães do Instituto Royal afetou testes de medicamentos anticâncer (não, não eram cosméticos). Sobre isso, vejam o comentário do médico Marcos Morales, um dos secretários da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal:


“Um trabalho que demorou anos para ser produzido, que tinha resultados promissores para o desenvolvimento do país, foi jogado no lixo. O prejuízo é incalculável para a ciência e para o benefício das pessoas”.

Doutor em biofísica, Morales afirma que os cientistas “também não querem trabalhar com animais”, mas que o método é ainda o mais eficaz para testes de tratamentos médicos e vacinas.

“Deixamos de usar animais e vamos testar vacinas em nossas crianças?“

Fonte: Folha de São Paulo, 22/10/2013

A ação dos invasores Instituto Royal foi criminosa e bocó. Se houve mesmo maus-tratos, o correto seria lutar por uma fiscalização mais rígida, e não agir como bandoleiros. Não havia qualquer prova de maus-tratos aos animais antes disso, e ainda não há. Sim, algumas cobaias podem ter a saúde comprometida, como reação adversa aos medicamentos. Ninguém acha isso bom, mas seria muito pior se tais reações afetassem um ser humano.

Mas tem gente que não pensa assim. Na matéria mostrada noFantástico, no último domingo, uma das invasoras do Instituto Royal disse que É A FAVOR DE QUE OS TESTES EM MEDICAMENTOS SEJAM FEITOS EM SERES HUMANOS (!!!). Não sei se é verdade, mas dizem que essas foram as últimas palavras que essa criatura proferiu. Depois disso, se bestializou tanto que só consegue latir…


Quem é contra os testes em animais deve, por coerência, ser a favor da libertação das cobras mantidas em cativeiro em institutos de pesquisa. E aí, se um dia for picado por uma delas, agonize lentamente e MORRA sem soro antiofídico. 


É justo defender o bem dos animais, mas isso já virou palhaçada faz tempo. As pessoas perderam totalmente a noção do que é prioritário, colocando o bem dos animais acima do bem dos irmãos da mesma espécie. Tal inversão de valores não vem do nada, não ocorre por acaso; é planejada e financiada por agentes multinacionais. Isso é feito principalmente por meio da ONG mais hipócrita do mundo, a PETA; ela recebe em seus abrigos animais “carentes”, mas em vez de destiná-los à adoção, os mata (saiba mais aqui).

Deixo vocês com uma das canções mais ácidas e inteligentes dos anos 1980: o “Rock da Cachorra”, de Leo Jaime, na voz de Eduardo Dusek. A letra expressa muito bem o que prega a Igreja: “Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas” (CIC 2418).

Seja mais humano; seja menos canino

Dê guarita pro cachorro mas também dê pro menino

Se não um dia desses você vai amanhecer latindo. Uau! Auuuu!

Troque seu cachorro por uma criança pobre!



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[Novo post] Os discípulos da mellcracia e a era da desrazão: anos de pesquisa de remédios contra o câncer jogados fora por trogloditas que invadiram o Instituto Royal




lucianohenrique publicou: " Fonte: Reinaldo Azevedo A Folha desta terça ouve o médico Marcelo Marcos Morales. Ele é um dos secretários da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), ligado " 



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Fonte: Reinaldo Azevedo


A Folha desta terça ouve o médico Marcelo Marcos Morales. Ele é um dos secretários da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Morales conta aos repórteres Jairo Marques e Rafael Garcia que a invasão e depredação do Instituto Royal e o roubo dos animais comprometeu experimentos avançados no desenvolvimento de uma droga contra o câncer. Dois dos cachorros roubados estão com o deputado tucano Ricardo Tripoli (SP), o que é um escárnio.

Afirma o cientista: "Um trabalho que demorou anos para ser produzido, que tinha resultados promissores para o desenvolvimento do país, foi jogado no lixo. O prejuízo é incalculável para a ciência e para o benefício das pessoas".

Pois é, doutor. É que o Bruno Gagliasso e a Preta Gil não querem saber disso, o senhor entende? Também o deputado Trípoli é contra. A Tatá Werneck acha uma vergonha. Sem contar uma tal Luísa Mell, cuja existência esse episódio revelou — a mim ao menos. Quando sábios dessa envergadura opinam, resta pouco a dizer.

Ao debater o episódio da censura às biografias, observei aqui que o Brasil tem a mania de considerar que os artistas são pensadores. Vimos do que são capazes iluminados como Caetano Veloso e Chico Buarque quando seus próprios interesses estão em jogo. Então ficamos assim: os cantores cuidam da liberdade de expressão, e as celebridades respondem pelo desenvolvimento científico do país.

Pergunta o doutor: "Deixamos de usar animais e vamos testar vacinas em nossas crianças?". O ataque ao laboratório é o paroxismo da boçalidade.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Fernando Capez, também tucano, chamou os donos do laboratório de "bandidos" e disse que eles deveriam ser presos. Foi mais longe: disse que o que se viu em São Roque ainda era pouco. Trípoli resolveu adotar dois animais que têm dono.

É evidente que isso força o PSDB a um pronunciamento. Ou bem deixa claro que condena a violência e o ataque obscurantista à ciência, censurando seus dois parlamentares, ou bem se cala, endossando o ato estúpido.

MEUS COMENTÁRIOS

Quando li A Morte da Fé, escrito por Sam Harris em 2004, não imaginava que o livro, reconstruído, seria um dos mais brilhantes instrumentos para desconstruirmos o esquerdismo.

O erro de Harris, no entanto, foi atribuir algumas características que ele condenava (desrespeito à sociedade civil, uso de argumentos irracionais, desapego à evidências, desprezo pela ciência) especialmente à religião tradicional. Na verdade, podemos questionar a ideia de que os religiosos tradicionais tenham mais essas características do que os não-religiosos. Por outro lado, podemos, com certeza, atribuir todas essas características aos religiosos políticos.

A invasão do Instituto Royal por ativistas delirantes e animalescos foi uma ode à irracionalidade e um cuspe na cara da ciência. Também foi um extremo desrespeito à todas as pessoas vítimas de câncer. Se alguém tiver um familiar com essa doença, já sabe que anos de atraso nas pesquisas para a cura do câncer vão para a conta desse tipo de ativista. Eles são claramente inimigos da sociedade civil, por não aceitarem discutir argumentos (até por que invadir um instituto para roubar animais não é um "debate"). Quer dizer, o livro de Sam Harris simplesmente descreve com exatidão o comportamento dos terroristas que roubaram os animais.

Quando presenciamos o ato discursivo de Luisa Mell, sabemos que ela induziu a invasão do Instituto Royal dizendo que "ouviu dizer que matariam todos os animais naquela noite". Espere aí! "Ouviu dizer"? Em suas entrevistas, ela sempre declarava que "soube de várias barbáries de um funcionário do Instituto Royal". Mas não conseguiu nem imagens das torturas? Em pleno 2013? Como se isso não fosse suficiente, ela ainda cita Peter Singer como uma de suas "influências intelectuais". Em resumo: a irracionalidade de Luisa Mell e sua turba chegou a dimensões inimagináveis até mesmo para aqueles que estudam o radicalismo de membros da Al Qaeda.

No post A dinâmica social da falta de civilidade dos "defensores" de animais que defendem vandalismo e roubo de animais, pude observar o comportamento da turba dos ativistas na caixa de comentários. Não havia um discurso sequer calcado em silogismos válidos. A maioria das provas que eles apresentavam se baseava em dizer que "ouviram gritos de cachorros do lado de fora". Novamente, basta reconhecermos que em pleno 2013, querer nos convencer que não tinham recursos nem para gravar um áudio é no mínimo apelar à uma credulidade que faria um índio sorrir.

No livro Deus, um Delírio, Richard Dawkins denuncia a religião tradicional por várias coisas, incluindo o caso de um religioso fanático que matou um médico de clínica de aborto. Mesmo trabalhando com uma exceção, Dawkins expunha um detalhe: em nome de crenças não-justificadas, pessoas sentiam-se justificadas a cometer crimes. No caso dos ativistas que invadiram o Instituto Royal, não temos exceções: falamos de um padrão comum. Assim como um fanático religioso matou um médico de clínica de aborto, ativistas dos "direitos dos animais" invadiram um instituto para roubar animais.

Podemos notar que a reconstrução do material do neo-ateísmo para esmagamento moral da quadrilha insuflada por gente como Luisa Mell é até fácil demais. Observe como podemos usar um ceticismo básico para fazer os seguidores de Luisa urinarem nas calças, citando discursos proferidos por ela para a Veja:

"Logo em seguida ouvimos [sic] 'gritos' muito altos de animais. Nós estávamos lá fora e não sabíamos o que fazer " ==> Só ouviu e não filmou nem gravou né? Belo apego às evidências...

"Eu trabalho com isso todos os dias e nunca tinha escutado um 'grito' de dor igual." ==> Mais um motivo para gravar tudo, não? Ou será que ela não tem iPhone ou iPad?

"Eu mesma fui até a delegacia e não tinha delegado." ==> A visita à delegacia foi filmada ou é mais uma historinha?

"Encontramos alguns cachorros que estavam sem pata, sem olho, em um estado deplorável. Teve um cachorro, cuja foto inclusive circulou na internet, que morreu congelado com nitrogênio. É muito triste ver essa situação." ==> Como se deram os eventos de perda de pata do animal? Foram ações de tortura? Estão filmadas ou há evidências? Não, não há...

"Quando os resgatamos, os cachorros não se mexiam. Eles ficaram imóveis. Eu imagino que eles devam ter ficado desesperados pela experiência com humanos que tinham vivido." ==> Acho que ela nunca ouviu falar de cães dóceis que "travam" diante de estranhos.

"Os cães que eu consegui resgatar entraram apáticos no meu carro, totalmente calados e ainda sem se mover. Durante a viagem até São Paulo eu fui brincando com eles, cantando músicas, dando carinho, até que eles começaram a confiar e se soltar" ==> Esta reação de cães diante de estranhos também não é um evento que prova tortura a animais... 

"A policia tentou impedir a invasão, mas depois que entramos, desistiram. Um policial me viu saindo de lá segurando os cachorros e ainda me deu um tchauzinho. Estão falando que a gente furtou, mas não fizemos nada escondidos da polícia. Os policiais que estavam lá viram o que estava acontecendo e foram coniventes com o ato." ==> Espere. Primeiro ela diz que a polícia tentou intervir. Mas depois que surgiu uma turba terrorista, desistiram. Ela mesmo confessou que a polícia não endossou o ato de roubo de cães, mas sim ficou com medo de interromper este crime. Agora a lógica dela é: "se conseguirmos fazer a polícia ficar com medo e não reagir, então não é crime". Mas ainda podemos supor, a título de argumento, que a polícia realmente estivesse "do lado deles". Neste caso, dizer que a polícia é conivente com um ato, não torna algo moral e nem sequer dentro da lei. Diante de manifestantes terroristas, a polícia pode até se tornar conivente com o crime. E isto é um problema policial que temos que discutir. Essa mulher realmente é incapaz de dizer uma frase sem cometer falácias que só enganariam retardados, iludidos ou desonestos. 

"Eu vi na internet acusações de que os ativistas depredaram o lugar e roubaram computadores. Sinceramente, eu fiquei lá até as 5h da manhã e não vi isso." ==> Só faltou ela combinar o jogo com uma ativista arrependida que inclusive devolveu um pen drive roubado para a polícia. Segundo esta ativista, a depredação dos black blocs foi o que permitiu a invasão do instituto. 

Como se vê, o discurso dela se alterna entre alegações sem evidências, falácias infantis e mentiras deliberadas.

Voltando a Sam Harris, ele nos diz que que as maiores barbáries do mundo surgem por causa de crenças não-justificadas. Podemos melhorar muito a afirmação de Harris: as maiores barbáries do mundo surgem por causa de crenças não-justificadas em questões públicas. Munidos destas crenças não-justificadas, cria-se monstros.

Discípulos da mellcracia. Écomo podemos definir esta nova legião de terroristas brasileiros que invadem institutos de pesquisa para bloquear pesquisas científicas e roubar animais usados em estudos. As características desta doutrina, que copia outros ativismos terroristas vistos na Europa e nos Estados Unidos, incluem desrespeito à lógica básica, ódio à civilização, desapego à argumentação racional, credulidade infantil, mitomania em nível recorde, uso de manipulações emocionais para justificar crimes, e, principalmente, um completo desprezo pela ciência.

Além de todas as características acima, temos a mais gritante de todas, que complementa a postura de desrazão do grupo: a ética daqueles que viviam nas eras tribais. Isto é, aquele que juntar um grupo mais volumoso, e com mais vontade de cometer violência, vence. Uma fazenda de São Roque, que cria beagles há mais de dez anos, está sofrendo contínuas ameaças dos ativistas. Mais, da notícia do IG:


Donos e funcionários da Fazenda Angolana, que tem uma criação de beagles há mais de dez anos em São Roque, estão vivendo dias de pavor. Alegando que a fazenda fornece os cães para o Instituto Royal, invadido na madrugada de sexta-feira (18) por ativistas sob a alegação de maus-tratos aos animais, grupos ameaçam invadir também a propriedade rural. Os donos registraram três boletins de ocorrência na Polícia Civil e contrataram seguranças. "Aqui moram nossas famílias, tem crianças, e eles estão falando em invadir", disse a proprietária Monica Parachin

As ameaças foram feitas pela internet e por telefone. Três grupos de ativistas estiveram na fazenda e quiseram ver os animais. Monica explicou que a criação era pequena, com cerca de trinta animais, e voltada para pessoas que gostam de cães. "Eles quiseram ver os cães e usar detectores de chip para confirmar se eram criados para o instituto e nós permitimos. Não temos nada a esconder, mas as ameaças continuam. Estão difamando nosso trabalho, querem forçar uma relação com o instituto que não existe." A fazenda é voltada ao turismo rural há trinta anos e recebe visitas de escolas.

É, meus caros, tenham medo, tenham muito medo dos ativistas dos "direitos dos animais" que seguem a mellcracia. Eles são a turma que usa o "uga buga" como forma de "debate".

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).

Obedeça a Deus e você será odiado pelo mundo.








-O coletivismo é a negação da liberdade, porquanto a sede da liberdade é o indivíduo. Tanto é que a pena mais severa na história da humanidade é a privação da liberdade. A essência da liberdade é una e indivisível e daí a designação do sujeito como "indivíduo".

Aluízio Amorim

Filósofa russa Ayn Rand :



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”



Ayn Rand nasceu em São Petersburgo em 1905