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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Carvalho, a pomba da paz, pisca para violência emprestando-lhe profundidade sociológica; Azevedo, o rottweiler feroz, acha que a barbárie atrai mais barbárie. Ou: Encontro marcado com dois ministros para logo mais









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Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil

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29/10/2013 às 19:27



Vocês sabem… Como sou um “rottweiler feroz”, não gosto da violência promovida pelos ditos “ativistas e manifestantes”, seja lá o que isso signifique nestes dias. Entre quem quebra tudo e argumenta, prefiro quem argumenta. Entre quem põe fogo em bens públicos e privados e dialoga, prefiro quem dialoga. E acho que mascarados que promovem o caos nas cidades brasileiras são bandidos. Aqueles artistas que fizeram um vídeo convocando um protesto, que conta com um depoimento em favor dos black blocs, não pensam assim. No Brasil, cães furiosos apostam no diálogo, e as pombas da paz, no confronto. Não somos mesmo um país convencional. Ai, ai… Abaixo, vocês lerão algumas palavras estarrecedoras.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai se encontrar com os secretários de Segurança Pública do Rio e de São Paulo — respectivamente, José Mariano Beltrame e Fernando Grella — para discutir as manifestações violentas. Voltarei ao tema na madrugada. Vou demonstrar como Cardozo colaborou, de um modo muito especial, para que a situação chegasse a esse ponto. Pode me aguardar aí, ministro, que a memória é um dos pilares dos que prezam a história. E eu prezo. Neste post, quero chamar a atenção de vocês para a fala de uma outra autoridade: Gilberto Carvalho. Ele é nada menos do que secretário-geral da Presidência. Em trecho de texto do Globo Online, que reproduzo abaixo, de Jaílton Carvalho e Luíza Damé, vocês verão como o sociologismo chulo de Carvalho acaba, objetivamente, dando piscadelas para a violência e para o caos.

Se, ali por volta de junho, Cardozo deu sua cota pessoal de contribuição ao caos, Carvalho agora dá piscadelas à confusão porque ela, em muitos aspectos, é útil ao statu quo. E isso também demonstrarei mais tarde. Leiam o que segue. Volto em seguida.
*
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, convocou uma reunião com os secretários de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e de São Paulo, Fernando Grella Vieira, para analisar a situação das mobilizações sociais e discutir estratégias de como lidar com atos de violência que têm acontecido durante as manifestações nos dois estados. Durante a reunião, as autoridades deverão discutir se a investigação dos atos de vandalismo, inclusive os atribuídos ao grupo Black Bloc, podem passar à competência da Polícia Federal.

Cardozo também anunciou nesta terça-feira que tropas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio serão enviadas para reforçar a segurança em rodovias em São Paulo. O ministro não revelou o número dos policiais e nem o destino final deles por questões estratégicas. O envio der tropas foi acertado no fim da manhã de hoje, entre autoridades do governo de São Paulo com dirigentes da PRF.

Cardozo defendeu a liberdade de manifestações, mas criticou duramente a violência de alguns protestos. “A liberdade de manifestação está prevista na Constituição e deve ser respeitada por todos, inclusive pelas autoridades policiais. Essa situação não se confunde, evidentemente, com o abuso da liberdade de manifestação. Não se confunde com a depredação, com o vandalismo”, disse Cardozo. “Acho que é legitimo que as pessoas se manifestem. Mas, quando a liberdade de expressão ultrapassa o limite da lei, quando outras pessoas são feridas na sua integridade física e patrimonial, quando há um abuso disso, traduzido em prática de delitos, isso não pode ser aceito pelo Estado.”

Carvalho
Também nesta terça-feira, o ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, disse que o governo está preocupado com a violência dos protestos, tanto do lado dos manifestantes quanto dos policiais, mas reconheceu que não há um diagnóstico da situação e do que leva aos ataques. Para o ministro, a polícia tem de agir para evitar destruição do patrimônio público e privado, mas a solução para os atos violentos não pode ser a criminalização dos movimentos nem somente a repressão.

“Ela (violência) é muito mais complexa, agora tem misturado com toda essa questão do crime organizado, a questão dos black blocs. Qualquer pessoa agora tem que ter muito cuidado em analisar essas questões para querer ter um diagnóstico perfeito. De todo modo, nós estamos preocupadíssimos com isso. Desde que as manifestações começaram a derivar para esse caminho da violência, nós ficamos preocupados. Entendemos que não basta criminalizar essa juventude, nós temos de ter um diagnóstico melhor, precisamos entender até que ponto a cultura de violência já vivida na periferia já emigrou para esse tipo de ação”, argumentou Gilberto Carvalho.

O secretário-geral da Presidência também afirmou que haverá uma cooperação entre Rio e São Paulo, com o encontro de Cardozo com os secretários de Segurança dos estados. “É importante o seguinte: trata-se de um fenômeno social que, para podermos ter uma atuação eficaz, nós temos de ter um diagnóstico mais preciso. E nos falta até agora esse diagnóstico mais preciso. Estamos acelerando isso, estamos em diálogo com a polícia, com as autoridades dos estados, estamos buscando e também com a sociedade, com movimentos juvenis. Porque a simples criminalização imediata, ela não vai resolver”, disse Gilberto Carvalho.
(…)

Voltei
Afirmar que a cultura da violência da periferia está migrando para os protestos é só a ideologia a serviço da empulhação. Perguntem aos realmente pobres se eles endossam a depredação. Enquanto as autoridades fizerem essa abordagem, o caos nas ruas vai continuar porque não haverá efetivo combate à truculência. Ocorre que também essa avaliação de Carvalho traduz uma deformação de origem e uma utopia. Cuidarei desses temas mais tarde. Nunca pensem que gente como Carvalho já chegou ao limite. Ele sempre pode ultrapassá-lo.

Por Reinaldo Azevedo


Tags: Gilberto Carvalho, José Eduardo Cardozo, violência



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87 Comentários



Augusto César Ribeiro Vieira - 


30/10/2013 às 1:35Seu comentário está aguardando moderação


Reinaldo, essa é a minha visão, com base naquilo que eu escuto de literalmente todos os que encontro nas ruas. O que ocorre é eu existe uma insatisfação geral d todo o povo brasileiro contra o PT “et caterva”. Por isso, a população protesta.
Moro em uma cidade em que uma prefeitura petista foi responsável por uma verdadeira catástrofe, maior do que a catástrofe natural que ocorreu em janeiro de 2011: Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. O ex-prefeito Jorge Mário Sedlacek (dou nome aos bois), expulso a toque de caixa pelo povo após ter ficado milionário por conta das enchentes que vitimaram mais de mil pessoas naquela ocasião (os desabrigados estão desabrigados até hoje). Com medo de manifestações de insatisfação geral que começaram em junho deste ano, que marcaram o início da atuação dos “black blocs”, é que o governo petista tem usado do expediente dos “queridinhos” do Caetano Veloso para queimar o filme” de tais manifestações verdadeiramente populares. Esses “black blocs” são, sim, crime organizado. São, sim, fascismo descarado. Em um artigo bem escrito (“Quando o fascista grita ‘fascista!’”), o companheiro de vocês da “Veja”, Sérgio Rodrigues, disse:
“O termo ganhou seu primeiro registro em português em 1921 nas páginas da revista “A Cigarra”, segundo a datação do dicionário Houaiss. Vinha da Itália, onde, apenas dois anos antes, Benito Mussolini tinha fundado o movimento fascista – uma palavra derivada do italiano fascio, “liga, associação política e sindical”, e portanto herdeira do latim fascis, literalmente “feixe, molho” e, por extensão, “grupo, ajuntamento”… Em Cachoeira, porém, ficou claro que o parafuso tinha dado mais uma volta. Ninguém precisa concordar com as ideias de Magnoli e Pondé para reconhecer o óbvio: se havia pessoas próximas do fascismo ali, eram aquelas que, num fascio, ou seja, “grupo, ajuntamento”, agiam com violência e à margem da legalidade para calar seus adversários. Ou seja, fascistas eram os que gritavam “fascista!”. Assim se constrói a novilíngua”
Isso nos dá uma noção exata dos “black blocs”. E não só deles, mas também das doutrinas de esquerda, essa mesma esquerda que minha esposa chama de “manicômio cinco estrelas”. São grupelhos, fixe, grupos ou ajuntamentos, aparelhados e defendidos pelo governo de viés fascista do PT, segregador e fomentador de “fascios” que depois vem defender como “movimentos juvenis”. Juvenil foi o nazismo (nacional socialismo) de Hitler que colocou adolescentes para lutarem na guerra a partir de treze anos de idade.
O que eles querem é manchar de sangue manifestações de oposição a eles mesmos. Está mais do que claro de que lado estão esses criminosos que, de tão covardes que são, colocam a saia da mamãe na cara para escondê-la.
Gilberto Carvalho foi de uma extrema infelicidade ao declarar, ou melhor, expelir o que declarou. Absolutamente execrável que disse. Sem mais comentários.

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).

Obedeça a Deus e você será odiado pelo mundo.








-O coletivismo é a negação da liberdade, porquanto a sede da liberdade é o indivíduo. Tanto é que a pena mais severa na história da humanidade é a privação da liberdade. A essência da liberdade é una e indivisível e daí a designação do sujeito como "indivíduo".

Aluízio Amorim

Filósofa russa Ayn Rand :



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”



Ayn Rand nasceu em São Petersburgo em 1905