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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

*Guerra contra os cristãos: “Alguém ouve nossos gritos”?








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Artigos e Notícias selecionadas à luz da Fé Católica.





Imaginemos como seria receber informações sobre a Batalha das Ardenas no final de 1944, mas sem que nos explicassem que este foi um momento crucial na 2ª Guerra Mundial. Muita gente diria que os jornalistas falharam ao não proporcionar o contexto adequado para entender as notícias.

No entanto, esta realidade é comum na mídia quando se fala sobre a perseguição aos cristãos no mundo. Porque a guerra global contra os cristãos continua sendo a grande notícia nunca contada, em pleno século XXI.

Segundo a Sociedade Internacional para os Direitos Humanos, um observatório não confessional com sede na Alemanha, 80% dos atos de discriminação religiosa no mundo hoje se dirigem aos cristãos. Do ponto de vista estatístico, isso torna os cristãos o grupo religioso mais perseguido do planeta.

Segundo o Pew Forum, entre 2006 e 2010, os cristãos foram discriminados em 139 países. E, segundo dados do Center for the Study of Global Christianity (EUA), cerca de 100 mil cristãos são assassinados por ano na chamada “situação de testemunho”, nas últimas décadas. Isso significa 11 cristãos assassinados por hora, nos 7 dias da semana e nos 365 dias do ano, em algum lugar do mundo, por razões relacionadas à sua fé.

De fato, o mundo está sendo testemunha do surgimento de uma nova geração de cristãos mártires. A matança está acontecendo em tão grande escala, que representa não somente a notícia cristã mais dramática do nosso tempo, mas, com toda probabilidade, o principal desafio para os direitos humanos desta época.

Basta olhar ao nosso redor. Em Bagdá, por exemplo, das 65 igrejas cristãs, 40 já foram atacadas com bombas, desde o início da invasão de 2003, guiada pelos EUA. Na época da Guerra do Golfo, em 1991, o Iraque tinha uma comunidade cristã de pelo menos 1,5 milhão de fiéis. Hoje, estima-se que sejam cerca de 150 mil.

Orissa, na Índia, é um dos cenários mais violentos. Em 2008, 500 cristãos foram assassinados e cerca de 50 mil ficaram sem moradia. Cerca de 5 mil casas e 350 igrejas foram destruídas. Na Nigéria, o movimento militante islâmico Boko Haram é considerado responsável por pelo menos 3 mil mortes desde 2009, 800 delas só no ano passado.

A Coreia do Norte é amplamente considerada como o lugar mais perigoso do mundo para ser cristão; calcula-se que 25% dos cristãos (dos cerca de 300 mil) estão presos em campos de concentração, por negar-se a praticar o culto nacional ao fundador Kim II Sung. Desde a divisão da península, em 1953, mais de 300 mil cristãos da Coreia do Norte desapareceram.

A violência anticristã não se limita ao choque de civilizações entre o cristianismo e o islã. Na verdade, os cristãos enfrentam uma desconcertante variedade de ameaças vindas de inimigos diversos e sem uma única estratégia adequada para frear a violência.

Por que as dimensões desta guerra global são tão ignoradas? Junto ao fato de que as vítimas são majoritariamente negras e pobres – e, portanto, não consideradas relevantes nas notícias – e tendem a viver e morrer bem longe do radar da opinião pública ocidental, outra razão é o antiquado estereótipo de que o cristianismo é opressor, mais que oprimido.

Muitos criadores de opinião, ao ouvir falar de “perseguição religiosa”, pensarão nas cruzadas, na Inquisição, em Galileu, nas guerras de religião. Hoje, no entanto, não vivemos nas páginas de uma obra medíocre de Dan Brown, nas quais os cristãos enviam assassinos loucos para ajustar contas históricas. Pelo contrário: são eles os que fogem dos assassinos que outros enviaram.

Por outro lado, a discussão pública sobre temas de liberdade religiosa sofre dois tipos de cegueira. Em primeiro lugar, geralmente se expressa em termos de tensões ocidentais Igreja/Estado, como entre os líderes religiosos dos EUA e a Casa Branca de Obama sobre as leis dos anticoncepcionais como parte da reforma na saúde.

Na verdade, no Ocidente, uma ameaça à liberdade religiosa significa que alguém poderia ser processado; em outros lugares do mundo, significa que alguém poderia levar um tiro – e certamente este último é um cenário mais dramático.

Em segundo lugar, a discussão se limita às vezes a uma concepção muito estreita do que constitui “violência religiosa”. Se uma catequista é assassinada no Congo, por exemplo, por convidar os jovens a permanecerem fora das milícias e grupos criminosos, isso é considerado uma tragédia, mas não um martírio, porque seus agressores não agiram movidos pelo ódio à fé cristã.

No entanto, o ponto crucial não é somente o que havia na mente dos seus assassinos, mas o que havia no coração dessa catequista, que conscientemente arriscou sua vida para servir o Evangelho. Considerar como única prova os motivos dos atacantes, ao invés dos dela, é distorcer a realidade.

Sejam quais forem os motivos do silêncio, chegou a hora de acabar com ele. O Papa Francisco reconheceu isso em uma audiência geral do mês passado.

“Quando ouço que muitos cristãos no mundo estão sofrendo, sou indiferente, ou os considero como membros da minha família que estão sofrendo?”, perguntou o Papa, acrescentando: “Estou aberto a esse irmão ou a essa irmã da minha família que está dando sua vida por Jesus Cristo?”.

Em 2011, o patriarca católico de Jerusalém, Fouad Twal, que preside uma igreja repleta de mártires, pronunciou as mesmas perguntas, em uma conferência em Londres. Indagou com franqueza: “Alguém ouve nossos gritos? Quantas atrocidades ainda teremos de suportar até que alguém, em algum lugar, venha em nosso auxílio?”.

Não pode haver uma pergunta sobre o destino do cristianismo no século XXI mais merecedora de uma resposta urgente.

(John L. Allen Jr. é autor de “The Global War on Christians: Dispatches from the Front Lines of Anti-Christian Persecution“. Artigo publicado em “The Spectator”)

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